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17/07/2012 - Patrícia Ferreira, a Chuca

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Com um total de 23 anos dedicados ao basquete, entre conquistas nas quadras nacionais e no exterior, a ala da Seleção Brasileira Adulta Feminina, Patrícia Ferreira, a Chuca, contou como iniciou no esporte da bola laranja. Chuca destacou que seu maior sonho desde pequena era defender a camisa verde-amarela. A ala também falou do relacionamento e do entrosamento dentro e fora das quadras com as companheiras de equipe. Com as malas prontas rumo a Londres, Patrícia caminha para sua segunda disputa olímpica. A atleta frisou ainda que vale tudo na busca de uma medalha.
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Como é para você defender à Seleção Brasileira?

Defender o Brasil é uma das coisas que eu mais sonhava quando era adolescente. Na semana passada, a Magic Paula realizou uma palestra sobre a importância do sonho, e que não podemos deixar de sonhar. Agora eu entendo o quanto isso é verdade, essa crença em nossos objetivos é muito importante. Desde criança a gente sonha em querer ser alguém, isso faz parte da vida de qualquer um, não só de um atleta. Ivonete Miranda, minha técnica de quando comecei a treinar, me ajudou e me auxiliou muito no meu desejo de ser uma jogadora reconhecida. Ela sempre me aconselhou e acreditou que eu poderia um dia defender a seleção brasileira.

Essa é a sua segunda participação olímpica. Como está a expectativa para as Olimpíadas de Londres?

Essa é uma das melhores sensações que existem. A primeira serviu como experiência e não tivemos um resultado positivo. Hoje estamos em outro momento na equipe, não dá para comparar. Estamos com o treinamento muito intenso e eu acredito no grupo que está aqui formado. Estamos finalizando nossa preparação e quase prontas para a competição.
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É possível voltar das Olimpíadas com medalha?

Vamos atrás de uma medalha e é para isso que estamos trabalhando. O pensamento é sempre positivo e estamos em busca de um lugar no pódio. Isso com certeza é o principal desejo de todo o grupo.

Na Seleção Brasileira, quem é a sua grande companheira?

Não tenho apenas uma, mas várias. Então, posso mencionar a Adrianinha, a Érika, a Silvinha e a Iziane. Costumo andar mais com as veteranas, pois são as que possuem mais assunto em comum. Somos mais próximas pelo tempo que também estamos juntas. Mas todas se dão muito bem. A gente conversa sobre tudo, família, namoro e várias amenidades.
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Essa amizade facilita o entrosamento dentro da quadra?

Temos um bom entrosamento dentro e fora da quadra. Na verdade o que acontece é que todas sentem muita falta da família e acabam se apegando uma a outra. Fico feliz, pois sei que estou na companhia de pessoas vitoriosas e muito dedicadas ao trabalho.

Como que o basquete entrou na sua vida?

Quando eu tinha 10 anos, participei dos jogos escolares defendendo o SESI de Mauá (SP). Em um desses jogos, me convidaram para jogar pela federação paulista. Minha carreira começou ali naquele momento. Eu acompanhava também a Paula e a Janeth jogando, e isso me dava um incentivo gigante, além de ter me ajudado a alavancar na carreira.
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Quais são as características mais importante de uma ala?

Fora o poder ofensivo de colocar a bola na cesta, a força de explosão e uma saída rápida com uma ação de movimento. Isso sem dúvida é muito importante na minha posição.

Você é uma das mais experientes deste grupo. Como você vê a renovação da seleção?

Essa renovação veio tarde, mas que bom que aconteceu agora. As atletas que vão pela primeira vez para as olimpíadas vão ter uma bagagem de jogos internacionais fantástica. O ideal seria que todas as jogadoras passassem pelo drama de jogar uma final ou uma disputa de vaga para final. Isto soma muito na vida de uma atleta. Elas precisam passar por todos esses momentos. Estou muito contente, pois vejo o basquete brasileiro em uma grande crescente.
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Qual é o seu papel no grupo?

Eu amo jogar em conjunto. Acredito que se eu não tiver condições de fazer uma cesta darei a assistência para uma jogadora que esteja melhor posicionada. Faço isso com todo meu coração. Eu tenho o mesmo papel que todas em quadra, que é jogar com garra e vontade. Eu tenho uma alegria e a motivação que ajuda muito na hora de um jogo.

Como você analisa os adversários do Brasil em Londres?

Nossa chave está bem difícil, mas também somos vistas como forte adversário. Acredito muito que estamos melhorando com a realização dos amistosos. Queremos entrar em quadra e buscar o nosso objetivo.
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Você gostaria de mandar uma mensagem para o torcedor brasileiro?

Galera, pensamento positivo. Precisamos muito da torcida e das boas vibrações. Saibam que não vamos desistir jamais, e com certeza vale tudo para chegar à final. Vamos buscar representar o Brasil da melhor forma que conseguirmos, para deixar todos bastante orgulhosos.