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28/06/2012 - Vitor Benite

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O ala-armador Vitor Benite, que passou a integrar a Selecão Brasileira Adulta Masculina comandada pelo técnico Rubén Magnano após a campanha a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano, está confiante em sua participação nas Olimpíadas de Londres. Importante jogador na conquista da vaga olímpica em Mar Del Plata (ARG), ele reconhece que a disputa para ficar entre os 12 atletas que irão aos Jogos será intensa. Nesta entrevista, o filho do ex-ala Frico, que brilhou nas quadras nos anos 70 e 80, fala sobre sua vida no basquete e sobre o sonho de defender o Brasil em Londres.
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Como é para você defender à Seleção Brasileira?

Para mim é um prazer, um orgulho. Não importa a competição. Faço isso desde à base e isso me dá um prazer muito grande, uma sensação ainda melhor. No Sul-Americano alcançamos o objetivo, que era a vaga para a Copa América. O grupo foi sensacional, um dos melhores que já estive em todas as seleções.
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E como é trabalhar com o Magnano?

Com ele não tem treino meia-boca. Tem que estar focado o tempo todo. Você precisa estar preparado para treinar com ele. Estar 100% sempre. É legal isso porque é um desafio dia-a-dia estar com ele. Eu quero fazer bem meu trabalho e quem sabe ganhar um lugar na equipe que irá a Londres.

É possível voltar das Olimpíadas com medalha?

Uma Olimpíada tem muito a ver com a preparação, do grupo e do momento. Todas seleções vão querer chegar em Londres na melhor fase. Vão superar os obstáculos aquelas equipes que tiverem qualidades individuais e qualidades coletivas para brigar por medalha. Acho que o Brasil tem essas duas armas para chegar bem lá. Já mostramos isso no Pré-Olímpico.
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Você se sente bem atuando em duas posições diferentes?

Gosto de fazer ponto e de ajudar na armação. Fui para Limeira para aprimorar ainda mais meu jogo como armador, mas nunca disse que iria ser armador. Quero me aperfeiçoar cada vez mais.

Na Seleção Brasileira, quem é o seu grande companheiro?

Todos são ótimos amigos. E se não falar assim o Alex (risos) me pega. Meu companheiro de quarto é o Giovannoni. Sempre me deu muita força. Outro é o Marcelinho Machado. Quando cheguei na seleção, moleque ainda, ele me deu muita força e com uma humildade muito grande. Me espelho muito nesses dois e os respeito muito.

Como o basquete entrou na sua vida?

Acho que nasci com uma bola de basquete na mão. Lembro que tinha quatro ou cinco anos e já brincava com meus irmãos e meu pai, (Francisco Carlos Benite, o Frico) que me ensinou como pegar na bola, tudo. Eu e ele jogávamos contra meus irmãos e nunca perdíamos (risos).
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Você começou em que clube?

Foi no Flamengo, com o Boleta. Meu pai foi trabalhar no Rio de Janeiro e o Boleta me viu jogando com meus irmãos e nos chamou para o Flamengo. Lá foi minha primeira categoria, no pré-mirim, em 1997.

Como você se define como jogador de basquete?

Desde que me conheço por gente, gosto de fazer cesta. Me sinto bem fazendo isso. Quando entro em quadra esqueço de tudo e procuro fazer meu melhor. E meu melhor é fazendo pontos. Para mim, treinar e jogar é minha melhor psicologia.

Qual foi seu grande ídolo?

Meu pai. Ele jogava muito bem,apesar de tê-lo visto pouco. E depois o Michael Jordan. Também não cheguei a vê-lo jogar, mas pelos videos que assisti, ele foi o maior.