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16/06/2012 - Leandro Barbosa

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O ala-armador Leandrinho ostenta títulos importantes em sua carreira. Foi campeão brasileiro num time histórico de Bauru, em 2002, levantou dois troféus da Copa América, em 2005 e 2009, pela Seleção Brasileira Adulta, e ainda ganhou o prêmio de melhor sexto homem da NBA, na temporada 2006/2007, quando atuava no Phoenix Suns. Agora, em 2012, ele e o grupo liderado por Rubén Magnano terão a oportunidade de representar o país nos Jogos Olímpicos. Mais um dos “calouros” da competição, Leandrinho já sabe bem qual é o momento que mais aguarda: a cerimônia de abertura dos Jogos. Confira abaixo as expectativas da fera para Londres.
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O que representa para o basquete brasileiro ter um time tão forte e com tantas chances de alcançar um bom resultado?

É um grande trabalho que vem sendo feito no basquete brasileiro, de continuidade e com bons resultados aparecendo. Assim como o Brasil conseguiu a classificação olímpica que vinha sendo desejada há tantos anos, é possível buscar uma medalha em Londres. Temos capacidade para isso, e pode representar muito, um aumento de interesse muito grande na modalidade, que no fim é tudo o que queremos para o esporte que amamos. Temos que aproveitar esse grupo forte para fazer uma campanha e estimular as novas gerações.
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No começo da semana, você, Guilherme, Nenê e Anderson Varejão aproveitaram um período de folga para treinar. É um momento de grande necessidade de dedicação, não é?

Estou muito feliz de estar aqui com esse grupo e de ir para uma Olimpíada, um torneio tão importante, que todo mundo sonha jogar. Temos que trabalhar mesmo. A segunda-feira foi uma oportunidade de bater uma bolinha, tirar a ‘nhaca’, e é isso. Tenho que trabalhar muito, muito forte, para estar no grupo. Todos nós estamos nos esforçando muito, dando sempre um pouco a mais porque a preparação será curta.

O que você tem visto do Rubén Magnano em mais uma oportunidade de treinar com ele?

O Rubén é um cara muito centrado, focado e que gosta muito de treinar. Ele concentra bastante os trabalhos em quadra na defesa, porque é o que ganha jogo. O ataque é consequência, até porque temos bons jogadores, com capacidade de atacar facilmente e fazer cesta. É importante, lógico, mas o fundamental é a defesa. É nisso que ele vai focar.
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Essa Seleção Brasileira está repleta de boas brigas por posição: tem bons pivôs, bons alas e bons armadores. Está mesma equilibrada essa disputa?

É uma seleção muito forte, que tem um pouquinho de tudo em cada posição. Todo mundo sabe o que fazer, e faz bem. É um grupo que está treinando para ganhar uma medalha nas Olimpíadas. A gente sabe que não vai ser fácil, mas também sabe que não é impossível. Estamos acreditando muito no trabalho do Rubén e nessa possibilidade.

Sua temporada foi bastante movimentada e de muito ganho de maturidade, não foi? Teve Toronto Raptors, locaute, lesão, Flamengo, troca relâmpago no Indiana Pacers, playoffs...

Não só de maturidade, mas de novas experiências. Convivi com técnicos diferentes, jogadores, conheci um cara de hall da fama que é o Larry Bird... Foi uma boa temporada para mim, como pessoa e como atleta. Não foi do jeito que eu queria, porque sempre queremos mais do que fizemos. Fui trocado e foi difícil me acostumar ao estilo de novos jogadores em tão pouco tempo como eu tive. Os companheiros de Indiana Pacers me acolheram muito bem, o técnico me ajudou bastante, e gostei muito de trabalhar lá.

Qual momento você mais anseia e qual seria o cenário perfeito das suas Olimpíadas?

Acho que a cerimônia de abertura, com a bandeira do Brasil ali, deve ser uma coisa maravilhosa. Penso que esse é o sonho da maioria de nós, já que nunca fomos às Olimpíadas. Já vimos pela TV essa festa, mas você estar lá deve ser algo totalmente diferente, com um gosto sensacional. Tem muita gente que tenta muito estar lá e não consegue. Será muito bom. E lá, é claro que o cenário perfeito seria conquistar uma medalha dourada.