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30/05/2012 - Gilmara Justino

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Campeã do Pré-Olímpico da Colômbia (2011), que garantiu vaga para a Seleção Brasileira Adulta Feminina em Londres 2012, a pivô Gilmara Justino, de 31 anos e 1,85m, não esconde a ansiedade pelo início das Olimpíadas. A jogadora do Catanduva (SP) chegou às semifinais da Liga de Basquete Feminino (LBF) na última temporada. Agora, segue à risca um cronograma intenso de treinamentos sob o comando de Luís Cláudio Tarallo e se policia até em suas folgas, tudo com o objetivo de garantir sua primeira participação no maior evento esportivo do mundo.

Como está a preparação para as Olimpíadas?

Toda preparação de todo campeonato é puxada, principalmente a da Olimpíada. É sempre muito intenso, bem cansativo, mas a gente sabe que é para o nosso bem e para o do Brasil também. Acreditamos muito no nosso grupo e no nosso técnico. O Tarallo confia muito no trabalho e estamos treinando a todo vapor. Vamos com nossa força máxima, pois todas as seleções que estarão lá querem subir no pódio.

Esta é a sua segunda experiência com o treinador Tarallo. Entre 1997 e 1998, ambos fizeram parte do grupo do BCN/Osasco. Como esta sendo este reencontro?

Estamos novamente no mesmo time, só que agora lutando para levar o Brasil de volta ao pódio nos Jogos Olímpicos. Ele é um ótimo técnico, que exige bastante nos treinamentos, visando sempre o nosso melhor.
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Agora, mesmo nas folgas, fica difícil esquecer as Olimpíadas?

Não dá para não pensar. Em todas as situações, como na alimentação, no descanso, a gente se policia bastante, pensando em conseguir um bom desempenho. O grupo todo está bem mais consciente e sendo muito profissional.

Como está a expectativa para ficar no grupo das 12 atletas que vão para Londres?

Sempre existe uma tensão, principalmente agora que vão ter os amistosos contra o Chile. Acho que todo mundo quer fazer bem o seu papel, mas independente de ficar ou não, acho que as 18 jogadoras que estão aqui são merecedoras. A escolha é do nosso treinador ele decidirá o que for melhor para o Brasil.

Você tem outro desejo que queira realizar durante as Olimpíadas, além da medalha?

Com certeza, quero ver meus ídolos da NBA, como o Dwyane Wade e o Kobe Bryant, da seleção americana. É o sonho de todas as jogadoras, mas o nosso foco é outro. Temos que ir lá para trabalhar. Acho que encontrar os jogadores é uma consequência, vamos mesmo para jogar.

Como fazer o Brasil voltar ao pódio?

Eu acho que tudo é trabalho. A preparação está sendo muito forte e acreditamos muito no nosso trabalho. Estamos super confiantes e concentradas. É uma tarefa muito difícil, mas não é impossível e é nisso que estamos focadas.
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Como você vê a renovação da seleção?

Essa é uma seleção, independente dela ser mais jovem, que está bem preparada e foi muito bem escolhida. Temos as jogadoras jovens que se destacaram na Liga Nacional e existem as mais experientes, como a Adrianinha, a Chuca, a Karla, a Erika, Iziane. A Damiris mesmo, tem 19 anos, mas já possui muita experiência.

Qual seu papel neste grupo?

Estou super preparada para o que der e vier. Se o técnico me escolher entre as 12 eu vou estar preparada para fazer o melhor de mim e acho que todas têm o mesmo pensamento: tentar chegar a Londres e conseguir uma medalha, independente do adversário. Nosso grupo está bem focado e centralizado no nosso trabalho.

Qual será a principal adversária do Brasil?

Todas. Não tem uma principal. Tanto Rússia, Austrália e Estados Unidos, são fortes. Acho que todos os adversários são importantes. Cada jogo é uma história, não tem mais fraco nem mais forte. Todo jogo vai ser vida ou morte. Então a gente vai para vencer todos.
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Como está a expectativa para os Jogos Desafios: Brasil x Chile, nos dias 1º e 3 de junho? e Brasil x Cuba, nos dias 6 e 8 de julho?

São duelos que a gente tem de botar em prática tudo que já treinamos, identificar os erros. Chile é um adversário bom que teríamos no Sul-Americanos que foi cancelado. Será importante para termos ritmo de jogo. Contra Cuba também já temos uma experiência e os jogos sempre foram bastante disputados. A expectativa é sempre muito positiva, todas estão muito ansiosas para jogar.

Se você ganhar medalha, irá dedicar para alguém especial?

Para a minha filha, Marina, que torce por mim. Tudo na minha carreira dedico a ela, sempre.