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25/01/2010 - Rubén Magnano

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O técnico argentino Rubén Magnano, de 55 anos, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e vice-campeão do Mundial de Indianápolis (2002), assumiu oficialmente o comando da seleção brasileira masculina na última sexta-feira (dia 22). Durante entrevista coletiva no Hotel Golden Tulip Belas Artes, em São Paulo, Magnano agradeceu a confiança da CBB e prometeu muito trabalho, compromisso e respeito no desafio de dirigir o Brasil nos próximos anos. Os primeiros desafios são o 44º Campeonato Sul-Americano da Colômbia (26 a 31 de julho) e o 16º Campeonato Mundial da Turquia (28 de agosto a 12 de setembro).

OBJETIVOS

Em primeiro lugar é uma honra muito grande estar aqui e quero agradecer os dirigentes da Confederação pelo convite e a confiança na minha pessoa. Vim porque acredito no projeto da CBB, no potencial e talento dos atletas brasileiros e na certeza de que conseguiremos alcançar nossos objetivos. Para isso necessitamos da união e do trabalho de todos os segmentos para fortalecer cada vez mais o basquete. Somente com trabalho, disciplina e respeito é que podemos conseguir o que pretendemos. O importante é que estamos iniciando uma nova fase de muito sucesso.
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OS JOGADORES

A primeira medida é conhecer os jogadores brasileiros, não só os que estão aqui como os que estão pelo mundo. Assisti aos jogos do NBB (Pinheiros x Araraquara) e o terceiro jogo da final do Campeonato Paulista (São José x Paulistano). De 5 a 15 de fevereiro estarei nos Estados Unidos juntamente com os diretores André Alves e Vanderlei Mazzuchini para assistir aos jogos e conversar com os brasileiros Anderson (Cleveland), Leandrinho (Phoenix) e Nenê (Denver). No início de março estarei de volta ao Brasil para acompanhar os jogos do NBB. Depois irei conversar com os atletas que atuam na Europa. Todos os jogadores que tenho a disposição, sejam nascidos aqui ou naturalizados, têm a possibilidade de serem convocados.

METAS INICIAIS

No primeiro ciclo estamos falando de um Mundial, um Pré-Olímpico e as Olimpíadas de Londres. Hoje não posso dizer que o Brasil vai ficar em segundo, sexto ou oitavo lugar. Mas creio que a equipe terá um bom desempenho na Turquia. Não posso falar de posições. Vai depender da produção que teremos no torneio. Mas tenho muita esperança de que a equipe vai avançar no seu caminho. Nada é impossível. Também iremos em busca de uma vaga olímpica. O Brasil não consegue desde Atlanta (1996). Vamos sonhando com isso, e permitir que os jogadores possam sonhar.
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LINHA DE TRABALHO

Teremos regras e normas que todos terão de respeitar. Isso faz parte da disciplina que vamos implementar. A seleção brasileira passa poucos dias por ano junta, os jogadores precisam entender isso. Acho que em um regime de concentração para um torneio não há espaço para coisas mundanas, conversas com família, por exemplo, que podem atrapalhar. Eles também terão de estar sempre uniformizados. Temos de vender muito trabalho.

SELEÇÃO ADULTA

É preciso sonhar que se pode e alimentar esse sonho através de atitudes. O que a seleção masculina fez na Copa América de Porto Rico é alentador e pode gerar sonhos para o futuro. Foi uma atitude muito boa, e isso me dá uma tranquilidade muito grande.

VAGAS OLÍMPICAS

A América só tem duas vagas e não é tão simples se classificar. Se falarmos de quando os Estados Unidos jogam comprometidos, sobra só uma vaga e nos últimos anos a Argentina esteve em sua plenitude, com grandes nomes e altíssima performance. É injusto só haver duas vagas para as Américas. Mas temos que pensar grande e buscar a nossa vaga para Londres 2012.
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COMISSÃO TÉCNICA

Nesse início vou trabalhar com os assistentes técnicos José Alves Neto e João Marcelo, o preparador físico Diego Jeleilate, o médico Carlos Vicente Andreolli e o fisioterapeuta Felipe Tadiello.

LIGA NACIONAL DE BASQUETE

A Liga é fundamental para impulsionar o basquete brasileiro e no descobrimento de novos valores. Além disso, contribui diretamente com a seleção brasileira. Quantos mais clubes e atletas você tem disputando o Novo Basquete Brasil, mais aumenta o número de atletas selecionáveis.

TRABALHO COM OS TÉCNICOS

Estou disposto a ter reuniões com os treinadores. Convidar para participarem em nossas concentrações, técnicos de diferentes regiões, para que observem. Se temos 20 jogadores concentrados, chamamos 15 treinadores para que vivam nossos treinamentos durante este período. Precisamos ser inteligentes e criar agentes multiplicadores em seus lugares de origem.