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23/12/2009 - Gilmara Justino

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Gilmara Justino é um dos destaques do Cometa/Unimed/Catanduva no 12º Campeonato Nacional. A pivô é uma das mais experientes e tem alcançado bons números na competição. A atleta é a jogadora mais eficiente com média de 18.9 pontos em 14 jogos. Gilmara também é a terceira cestinha do campeonato com média de 16,4 pontos (230 no total). Nos rebotes, a pivô ficou com o quarto lugar com 7,6 (106). Gilmara iniciou a carreira aos nove anos no BCN/Finasa, na sua cidade natal, em Piracicaba (SP), e depois passou três anos em São Paulo jogando pelo Guarulhos. Em 2003, estreou Campeonato Nacional defendendo o Black&Decker/Uberaba (MG). Jogou também uma temporada em São Bernardo e ficou na Europa por quatro anos. Fora do Brasil, defendeu o Alges de Portugal por três anos e o Lugo da Espanha por um. Para Gilmara, o tempo na Europa foi muito bom, mas nada se compara ao país de origem. Em 2008, quando retornou para casa, foi defender o Catanduva, onde está pela segunda temporada seguida. Aos 28 anos, a jogadora diz que a única coisa que falta na sua carreira é vestir a camisa da seleção brasileira. E, entre os treinos, viagens e jogos, Gilmara ainda tem fôlego para realizar outra tarefa: ser mãe da Marina, de nove anos, sua maior paixão e orgulho
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Fale sobre sua trajetória no basquete. Você já praticou outro esporte?

Cheguei a praticar natação e atletismo, mas o basquete tomou conta de mim e era minha maior motivação. Comecei em 1999, aos nove anos de idade, no BCN/Finasa em Piracicaba (SP), onde fiquei até o juvenil. Passei por muitas equipes no Brasil, mas fiquei muito feliz quando fui convidada para jogar no exterior. Joguei em Portugal e na Espanha, onde fiquei até 2007. O tempo que passei fora do país foi um aprendizado enorme, pessoal e profissional. Logo que voltei para o Brasil, fui defender a equipe de Catanduva.

Você é muito próxima de sua família. O tempo que passou fora sentiu muita falta?

Sou de Piracicaba (SP), mas por causa do basquete, me mudei muito e passei bastante tempo longe de casa. O período mais conturbado foi quando morei na Europa. Fiquei oito meses sem ver minha família, só nos falávamos ao telefone. Senti muita falta, mas eu já tinha a minha filha Marina, que é a minha maior companheira, sempre ao meu lado. Morando em Catanduva fica mais fácil. Quando bate a saudade, eu vou para Piracicaba passo o fim de semana com a família.
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Como você faz para conciliar a vida de atleta e ainda ser mãe?

Minha rotina é bem tranquila. Treino de manhã e de tarde. A condução escolar leva a Marina para escola e traz de volta direto para o treino. As meninas gostam muito dela. Não é porque é minha filha, mas ela realmente é encantadora. No ginásio, ela se diverte com os filhos das outras atletas e até toma conta da Bianca, filha do técnico Ferreto. Ela adora ir aos treinos e já pensa em ser jogadora.

Você gostaria que sua filha seguisse seus passos?

Adoraria. Meu sonho é ver minha filha jogando profissionalmente o esporte que tanto amo. É claro, que se ela quiser fazer outra coisa vou aceitar, mas vou ficar um pouquinho triste. Tenho muito orgulho da minha profissão.

Que análise você faz da participação de Catanduva no Nacional?

A nossa equipe está entre as quatro melhores e isso é muito importante. O início foi conturbado, mas agora estamos entrosadas. O Ferreto conversa muito conosco entre os treinos e isso tem nos ajudado. Ganhamos a partida contra Americana na casa delas, o que deu mais moral para o grupo. Estamos muito contentes com a campanha do time e estamos confiantes para os playoffs.
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Como é o clima no time?

Maravilhoso. Todas somos alegres, brincalhonas e o ambiente é o melhor possível. A gente brinca na hora que pode brincar e encara o trabalho com muita responsabilidade. No começo, o elenco não estava muito entrosado, mas agora está se acertando. É o melhor que já trabalhei em toda minha vida.

O que significa ser a mais eficiente do campeonato Nacional?

É especialíssimo para mim. É a recompensa do meu trabalho. Tenho consciência de que dou o máximo de mim em cada partida. Como tenho 1,85m de altura, sou considerada uma pivô de baixa estatura e preciso compensar com trabalho dobrado e bastante agilidade. E para isso, treino muito para evoluir.

No pouco tempo fora das quadras, o que você gosta de fazer?

Muita coisa, mas a principal é ficar com a minha filha Marina, que é minha companheira para todas as horas. Fazemos de tudo juntas. É ótimo, nos divertimos muito.
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Você é muito vaidosa?

Extremamente vaidosa. E ainda bem que a Marina está indo pelo mesmo caminho. Faço muita musculação e drenagem linfática. Além de ser freqüentadora assídua do salão de beleza para cuidar dos cabelos e unhas.

E faculdade, você pensa em voltar?

Fiz um ano de Estética na faculdade, quando morava na Espanha. Foi maravilhoso, adorei, mas quando voltei ao Brasil, não pude continuar os estudos, mas pretendo voltar a estudar.

Pensa em seguir alguma outra carreira depois que parar de jogar?

Pretendo trabalhar com estética, que é o que me encanta depois do basquete. Minha irmã é personal trainer e queremos abrir uma clinica de estética ou um spa. Nos damos muito bem e temos o sonho de trabalharmos juntas.

Você tinha ou tem algum ritual antes dos jogos?

Não tenho nenhum ritual diferente não. Como católica, só rezo. Mas rezar é algo que faço todos os dias. Deus acima de tudo para mim.

Você sonha com a seleção brasileira?

Toda jogadora sonha com a seleção. É o que falta na minha carreira. Estou trabalhando muito para alcançar mais esse objetivo. Eu acredito muito em mim e no meu potencial.