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29/10/2009 - Damiris do Amaral

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A pivô Damiris do Amaral mostrou que é um talento que veio para ficar. Aos 16 anos, a jogadora foi um dos destaques da seleção brasileira sub-17 feminina que conquistou, nesta quarta-feira (28), o título invicto do 15º Campeonato Sul-Americano da categoria, disputado no Chile. Com a vitória, Damiris, que mede 1,90m, também ajudou o Brasil a garantir uma das três vagas para a Copa América / Pré-Mundial Sub-18 do ano que vem. A jovem atleta do Centro de Treinamento Janeth Arcain foi a reboteira da competição, com média de 18.2 rebotes por jogo (109 no total) e quarta melhor cestinha com média de 19.7 pontos (118). Damiris teve ainda a terceira melhor média em lances-livres (4.3 e 26 no total), com aproveitamento de 59.1%, o oitavo mais alto do Sul-Americano. A união e a garra do grupo que foi ao Chile fizeram Damiris acreditar que essa geração tem tudo para trazer muitas alegrias para o basquete feminino do Brasil.

Qual a sensação de subir no degrau mais alto do pódio pela primeira vez?

Foi uma emoção única. É de arrepiar cantar o hino nacional fora do seu país. Espero fazer isso muitas e muitas vezes.
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E como foi o campeonato?

Confesso que fiquei muito nervosa antes de todos os jogos. Sentia um frio na barriga enorme. Mas chega na hora H, o time se reúne em quadra, a bola sobe e tudo isso vai embora. O técnico “Borracha” (Norberto Silva) conversou bastante comigo e me ajudou em todos os momentos.

Qual foi o segredo para o sucesso do Brasil no Sul-Americano?

A união e a confiança do grupo, que é muito solidário dentro e fora de quadra. Tecnicamente, todas nós sabíamos qual era o nosso papel e seguíamos as orientações que recebemos do “Borracha” durante os treinos. Preparadas taticamente, o que acabou fazendo a diferença foi o lado psicológico. Tivemos equilíbrio emocional, jogamos bastante decididas e confiantes para mostrar o nosso talento e trazer esse título para casa.
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O que podemos esperar dessa geração daqui para frente?

Acredito que, continuando nesse caminho, os resultados vão acontecer. É uma geração forte que dará muitas alegrias para o basquete.

Você se recuperou de uma séria lesão. Como foi?

Foi minha primeira contusão e fiquei dois meses parada. Foi um período muito triste, mas consegui superar graças ao tratamento médico e principalmente, pelo apoio da minha família e de minhas amigas, que me faziam companhia e me davam a maior força.

Ficou surpresa com seu rendimento no Sul-Americano?

Confesso que sim. Me recuperei há pouco tempo e queria muito ajudar o time, mas não esperava ter rendido tão bem. Fui ganhando confiança durante os treinamentos, trabalhando em separado para chegar inteira na competição. No Chile, fui melhorando a cada jogo e me sentindo mais preparada para buscar o jogo e ajudar o Brasil.
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Como começou a jogar basquete?

Na escola fui testando alguns esportes, como vôlei, handebol e até futsal. Por ser alta, fiquei no basquete, em 2005. No mesmo ano, uma amiga viu no jornal o anúncio de uma peneira no clube da Janeth e todos me incentivaram a participar. Quando cheguei em Santo André com meu tio, fiquei assustada. Eram 80 meninas na disputa e eu não sabia jogar quase nada, mas resolvi ficar para os testes. Foi uma surpresa e alegria quando a Janeth (ela mesma) ligou para a minha casa dizendo que eu tinha passado. Estou lá há três anos e meio.

Quais os seus ídolos no esporte?

Janeth e Hortência. O melhor é que tive a oportunidade de conviver com as duas. A Janeth é uma amigona, conselheira, que sempre me ajuda. Conheci a Hortência na seleção e ela é uma figura, engraçada e que também dá conselhos legais para a gente.