Imprensa

22/06/2001 - Hélio Rubens Garcia

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Após a conquista do bicampeonato do Nacional Masculino dirigindo o Vasco da Gama, sendo o oitavo como técnico em doze edições, Hélio Rubens Garcia, de 60 anos, inicia um novo desafio em sua vitoriosa carreira: brigar pelo título do Sul-Americano (julho) e da Copa América (agosto) e classificar a seleção brasileira para o Mundial de Indianápolis, em 2002. Para alcançar esses objetivos, Hélio convocou 27 atletas que mesclam experiência e juventude. As novidades foram as presenças dos jovens que se destacaram no Nacional: Nenê, Manteiguinha e Jefferson (Vasco), Alex, Renato e Tiagão (Ribeirão Preto), Diego (Botafogo), Anderson e Estevam (Franca) e Leandrinho (Bauru).

Qual o planejamento de trabalho para a seleção brasileira esse ano?

Dos 27 convocados, serão chamados diferentes grupos para os eventos internacionais. Primeiro, a seleção fará dois torneios amistosos no México. Analisaremos o rendimento desses jogadores e decidiremos o elenco para o Sul-Americano. E assim sucessivamente, nos próximos compromissos. Acredito que todos os chamados terão a oportunidade de trabalhar pela seleção, adquirindo experiência e aperfeiçoando suas qualidades técnicas. Para as competições oficiais, vamos selecionar os doze que apresentarem melhores condições no momento. O mais importante é que estaremos treinando um grande número de atletas, para que tenhamos uma geração forte e estruturada por muito tempo.
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Quais suas expectativas para o Sul-Americano e a Copa América?

Desde que assumimos o comando da seleção em junho de 1997, a nossa filosofia é a mesma: disputar a medalha de ouro. Somos os atuais campeões sul-americanos e vamos em busca do bicampeonato. Na Copa América também temos todas as condições de disputar o título e garantir nossa vaga para o Mundial de Indianápolis, em 2002.

Qual o grande mérito do grupo do Vasco na conquista do bicampeonato?

Foi o título da superação e do amor ao basquete. Depois de passar por tantos problemas, como a saída do Vargas (pivô) e do Charles Byrd (ala/armador) e as inúmeras contusões, conseguimos apresentar um grande basquete e conquistar o título. Os jogadores apresentaram um incrível espírito de equipe. Lutaram sem cansaço pelo bicampeonato.
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E os jogadores que mais te surpreenderam?

Nenê, Manteiguinha e Jefferson demonstraram muito talento e personalidade. Com a saída dos estrangeiros e as contusões que enfrentamos, eles amadureceram bastante, não têm mais medo da pressão que sofrem jogando em um grande time. São jovens que colaboraram muito para o clube, especialmente na última partida, em que jogaram boa parte da prorrogação e se comportaram muito bem em quadra.

Que análise técnica você faz do Nacional?

O nível técnico dos jogadores vem melhorando a cada ano. Esse Nacional marcou pelo extremo equilíbrio entre as equipes. Em nenhum momento houve um favoritismo absoluto, os times se revezaram na classificação. O público viu excelentes partidas e um basquete moderno, com uma defesa forte e novos talentos que ainda farão muito pelo esporte.
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O que representa o basquete em sua vida?

Eu respiro basquete. Penso no meu trabalho o maior tempo possível. Tenho a sorte de viver em uma família onde todos amam esse esporte. Assim, além das oito horas em que passo no clube treinando, em casa o assunto predominante acaba sendo o basquete. É o meu trabalho e minha grande paixão. <p>CAMPANHA – Hélio Rubens Garcia</p> <p>Como Técnico</p> <p>Campeão – Sul-Americano do Equador (1989) 5º lugar – Mundial da Argentina (1990) 4º lugar – Sul-Americano da Venezuela (1997) 3º lugar – Campeonato das Américas – Pré Mundial (1997) 10º lugar – Mundial da Grécia (1998) Campeão – Sul-Americano da Argentina (1999) Campeão – Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (1999) 6 vezes campeão brasileiro por Franca (1990 / 91 / 93 / 97 / 98 e 99) 2 vezes campeão brasileiro pelo Vasco (2000 e 2001)</p> <p>Como Jogador</p> <p>4 Mundiais – bronze no Uruguai (1967); prata na Iugoslávia (1970); 6º em Porto Rico (1974) e bronze nas Filipinas (1978) 2 Olimpíadas – 4º no México (1968) e 7º na Alemanha 4 Pan-Americanos – 7º no Canadá (1967); campeão na Colômbia (1971); bronze no México (1975) e bronze em Porto Rico (1979) 4 vezes campeão do Sul-Americano – Paraguai (1968), Uruguai (1971), Colômbia (1973) e Chile (1977) 5 vezes campeão brasileiro por Franca (1971 / 74 / 75 / 80 e 81)</p>