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30/09/2009 - Helen Cristina Santos Luz

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A armadora Helen Luz foi um dos destaques do Brasil na conquista do título da 6ª Copa América / Pré-Mundial de Cuiabá, que terminou no último domingo (dia 27). A atleta foi a cestinha do time nacional, com 60 pontos em cinco jogos, foi a líder do torneio nos arremessos de três pontos, com média de 8,4 pontos (42 no total). Além disso, foi a segunda melhor nas assistências, com média de 3,60 (18). Helen, que completará 37 anos no dia 23 de novembro, foi um exemplo de experiência, disciplina e amor pelo país não só durante a Copa América como nos quase três meses de preparação na cidade paulista de Barueri. Para as companheiras de equipe, a jogadora é uma inspiração e está sempre pronta a ajudar no que for preciso. Em sua quarta Copa América, Helen se tornou a recordista em participações na competição, com três títulos (já havia ganho em 1997 e 2001). Com fôlego de menina, a jogadora já está na Espanha, onde se apresenta nesta quinta-feira (dia 1º) ao Hondarribia Irun, clube que defende pela segunda temporada seguida. Fora das quadras, Helen segue com outro grande compromisso em sua vida: O “cesta de três”, projeto social dirigido por sua irmã Cintia Luz, que ensina basquete a crianças e jovens em Louveira, cidade onde mora.
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Como foi a conquista da Copa América?

Maravilhosa. Foi fruto de mais de dois meses de preparação, com tranquilidade e sem atropelamentos. O título foi consequência de um belo trabalho de equipe, onde cada uma de nós soube dar sua parcela de contribuição para o sucesso do grupo. Com isso, atingimos os dois objetivos, que eram a vaga para o Campeonato Mundial de 2010 e o título da competição.

Qual o segredo para chegar quase aos 37 anos em tão boa forma?

Trabalho, disciplina dentro e fora de quadra e, acima de tudo, amor pelo que faço. Cuido muito da minha saúde, desde o treinamento correto à alimentação. Sigo as orientações dos profissionais que trabalham comigo nos clubes e na seleção. Foi por isso que consegui chegar até aqui jogando um basquete de alto nível.
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A Copa América em Cuiabá foi a sua sexta competição internacional disputada no Brasil. A torcida brasileira ainda te surpreende?

Sempre. Sinto-me privilegiada por ter tido a chance de defender o Brasil dentro de casa. Joguei em São Paulo, Maranhão, Espírito Santo e agora, Cuiabá. A torcida brasileira é diferenciada mesmo. Alegre, criativa e apoia o time o tempo inteiro. Além do carinho do público, é uma oportunidade de jogar para a família assistir, o que dá ainda mais emoção para gente.
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Fale um pouco sobre seu projeto social “Cesta de três”.

É o meu grande xodó atualmente. Eu, minhas irmãs Cíntia e Silvia, além do meu marido Otávio nos dedicamos ao máximo ao projeto. Como a Cíntia já parou de jogar, é ela quem está a frente do trabalho. Eu, Otávio e Silvinha trabalhamos quando estamos no Brasil. As crianças adoram e estão até aprendendo um pouco de espanhol quando têm aula com meu marido. O esporte é um meio de educação espetacular e as crianças e os jovens que estão descobrindo o basquete vão se apaixonando pela modalidade, que é dinâmica e divertida. O projeto funciona em dois turnos, atendendo a crianças e jovens de 9 a 17 anos, em parceria com a Prefeitura de Louveira, onde eu e minha família moramos.

Deixe uma mensagem para quem pensa em jogar basquete como você.

O basquete, como qualquer esporte, exige dedicação e empenho. Às vezes, é preciso abrir mão de boa parte de nossa vida social e pessoal. Mas vale a pena o esforço. Ser atleta e representar seu país é o maior orgulho profissional. Para ser um atleta de alto nível é preciso trabalho exclusivo ou a carreira acaba cedo.