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12/06/2001 - Renato Lamas Pinto

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A partir desta sexta-feira, o ala Renato enfrenta uma ótima e inédita experiência em sua carreira: decidir um título do Nacional Masculino pelo COC/Ribeirão Preto. Esse mineiro de 23 anos é um dos destaques do jovem time paulista que disputará o título de campeão em uma série melhor de cinco jogos contra o experiente time do Vasco da Gama. Renato fala aos internautas sobre sua carreira e a expectativa para esse grande desafio.

Como começou a jogar basquete e em que clubes atuou?

Comecei no basquete com 11 anos, no Ginástico (MG). Ainda nas categoria de base, joguei em São José do Rio Preto. Depois fui para o Franca e há quatro anos e meio estou no COC/Ribeirão Preto.

O COC esperava chegar tão longe ou foi surpresa?

Começamos a competição com o objetivo de chegar às quartas-de-final. Mas depois de fazer três a zero na equipe do Uberlândia, passamos a acreditar que podíamos ir bem mais longe. Para nós, não chegou a ser uma surpresa porque confiamos no trabalho que desenvolvemos.

Qual o segredo do sucesso da equipe?

União e coletividade. Trabalhamos juntos como se fosse uma família e jogamos sempre como um time, sem estrelas individuais. Ninguém precisa fazer quarenta pontos para ganhar uma partida. A responsabilidade é bem dividida por todo o grupo. No COC ficamos satisfeitos em dar uma assistência para o companheiro ou converter a cesta. Jogadores e comissão técnica são muito amigos e todos têm muita alegria em jogar basquete. Isso tudo fez nossa equipe brilhar nesse Nacional.
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Qual o melhor e o pior momento do time no Campeonato?

Vivemos uma péssima fase no primeiro turno, com quatro derrotas seguidas, sendo duas em casa. Mas conseguimos nos recuperar no returno ganhando jogos importantes contra Franca e Vasco. A partir daí, ficamos sempre nas primeiras posições na tabela. Nos playoffs tivemos os melhores momentos. Fizemos uma série impecável contra o Uberlândia e conseguimos a vaga para a final com uma recuperação incrível sobre o Botafogo, depois de estar perdendo por dois a um.

O que esperar da final contra o Vasco da Gama?

Ganhar em casa será fundamental para tentarmos o título. Acredito que uma recuperação como tivemos contra o Botafogo na semifinal será bem mais difícil contra o Vasco, que é um time mais consistente e com muita experiência em decisão. Por isso, não podemos perder essa primeira partida. O Vasco trabalha bem a bola e erra muito pouco. Teremos que jogar com mais paciência e procurar errar o menos possível. Mas estamos muito felizes em fazer nossa primeira decisão. Não podemos nos impressionar com a pressão e entrar em quadra preocupados apenas em apresentar o nosso melhor basquete.

Qual o ponto forte do COC e o que o time ainda tem que melhorar para a final?

A nossa grande arma é o conjunto. Mas temos que diminuir o número de passes errados. Além disso, precisamos melhorar a defesa coletiva, ajudando mais os pivôs embaixo do garrafão.

Como você analisa o jogador Renato no Nacional?

Estou vivendo o melhor momento da minha carreira. Pela primeira vez, tenho a responsabilidade de ser titular da equipe e venho amadurecendo muito com isso. O basquete passa por um momento de renovação. Estou aproveitando a chance para mostrar meu talento e esperando uma oportunidade na seleção. O técnico Lula diz que sou um atleta versátil, que ajuda muito o grupo. Acho que ele está certo. Procuro ser bom em todos os fundamentos. Quando não estou pontuando bem, acabo ajudando nos rebotes e assistências. Foi o que aconteceu na quinta partida contra o Botafogo. Sou bom arremessador mas preciso melhorar meu posicionamento na defesa. Além disso, me acho fisicamente fraco, tenho que adquirir mais massa muscular.
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Na sua opinião, quem foram os destaques do Nacional?

Eu e o Fabião (COC), Valtinho e Márcio (Franca), Marcelinho (Botafogo) e Helinho (Vasco).