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30/06/2009 - Jefferson William

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Jefferson William, ala/pivô de 2,07m do Flamengo, acaba de ser campeão do Novo Basquete Brasil. É o seu primeiro título nacional e o jogador está encantado com o Rio de Janeiro, a Barra da Tijuca e a calorosa torcida rubro-negra. E, como se tudo isso ainda fosse pouco, foi convocado pelo técnico Moncho Monsalve para integrar a seleção brasileira, que treina em São Paulo para o Torneio Internacional de Almada e os Jogos da Lusofonia, ambos em julho, em Portugal, e para o Super Four, em agosto, na Argentina. O cansaço dos cinco meses de campeonato será deixado de lado e Jefferson se entrega com disposição para ajudar a equipe. Rebotes e arremessos precisos são as armas desse gigante do garrafão, que deu os primeiros passos no basquete no clube Regatas do Tietê, na capital paulista, ao lado de Leandrinho Barbosa. Este, aliás, que o ala aponta como exemplo de atleta a ser seguido, pela seriedade e determinação. A meta de Jefferson agora é mostrar um bom desempenho e garantir seu lugar na seleção brasileira, que disputará a Copa América de Porto Rico, de 26 de agosto e 6 de setembro.

O NBB é um campeonato inédito. Como você se sente de ter participado e o que achou da competição?

Esse ano, o basquete brasileiro deu um passo importante. O Novo Basquete Brasil mostrou que podemos fazer um campeonato de alto nível, como o europeu e a NBA. Estamos nos caminho certo.
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E qual sua análise sobre os adversários?

Os adversários estão se reforçando para ficarem mais competitivos. Achei o nível melhor que o do ano passado (2008). Tivemos também a vinda de jogadores que estavam no exterior, como eu, Baby e Murilo. Isso reforçou a competição.

E a campanha do Flamengo?

Foi a melhor possível. Conseguimos alcançar todos os objetivos traçados: o tetracampeonato carioca, o Sul-Americano de Clubes e o Brasileiro. No NBB, atingimos o recorde nacional de vitórias consecutivas, com 24 jogos ganhos. A marca anterior era do Universo, com 21.

Acha que a equipe do Flamengo esteve mais forte esse ano?

Com certeza. Nosso time foi melhor. No ano passado, não conquistamos o Sul-Americano. Com a minha entrada e a do Baby, a equipe se reforçou no garrafão. O grupo já era muito unido e nos aceitou bem. Fizemos uma amizade forte e isso certamente fez a diferença. O time estava completo, inclusive sob o aspecto emocional. A união dos atletas fez a nossa força. Tivemos momentos difíceis, salários atrasados, mas focamos no título.

Esta foi a primeira vez que você defendeu o Flamengo. O que achou da torcida?

A torcida ajudou muito. Nunca havia jogado num time com torcedores tão fanáticos, tão presentes. Até no dia-a-dia de treinos, os torcedores aparecem. Quando fomos para o Sul-Americano de clubes, na Argentina, havia torcedores lá também. É de uma dimensão que eu não esperava. Só tenho a agradecer a essa torcida, que carrega o time de basquete como orgulho da nação.
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Qual a expectativa para essa seleção brasileira?

É a melhor possível. Estou muito contente de retornar após quatro anos e com muita gana para permanecer na seleção brasileira. Estou com 26 anos, então ainda tenho tempo para me dedicar. Além disso, tenho amigos que já estão treinando e quero revê-los. Espero que me recebam de braços abertos.

O cansaço da disputa do NBB vai pesar?

O cansaço é mais mental do que físico. Mas sempre tem uma adrenalina na hora de ir para a seleção brasileira. A gente tira força de todos os lados.

Quais são seus pontos fortes para ajudar o Brasil?

Rebote, bom arremesso e bom relacionamento com o grupo.

O que você acha de ter o Moncho como técnico?

Ainda não treinei com ele. Sei que é um técnico sério e disciplinado. Quero incorporar a filosofia dele e mostrar meu jogo. Já trabalhei com o José Neto (assistente técnico) no Paulistano. Ficamos três anos juntos, foi o começo das nossas carreiras: a minha de jogador e a dele como técnico. Aprendemos muito um com o outro. Ele já conhece meu trabalho.

O que espera das competições que irá disputar com a seleção brasileira?

Os Jogos da Lusofonia, em Portugal, vão ser importantes para nos dar experiência e para mostrar ao Moncho quem são os jogadores que podem ir à seleção da Copa América, que ainda tem vagas. Já o Final Four, na Argentina, deve ser um torneio mais forte. Não é fácil vencer a seleção da Argentina em casa. Mas a nossa equipe está boa, com jogadores novos que precisam de experiência e oportunidades.
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Em quais clubes você já jogou?

Hebraica (SP); Arizona West College (EUA), durante um ano; Londrina (PR); Paulistano (SP), por três anos; COC/Ribeirão Preto, com o qual fui campeão paulista; Assis (SP); Univer KSE (Hungria) e agora o Flamengo (RJ).

Como começou?

Aos 11 anos, no clube Regatas do Tietê. Sou da capital paulista, da Freguesia do Ó. Comecei com o irmão do Leandrinho, o Arthur. Ele é amigo do meu pai e me levou para jogar no Tietê com o Leandrinho. Sempre fui muito alto e me destacava. Isso me ajudou bastante no basquete.

Quais são seus ídolos no basquete?

Ídolo hoje é o Kobe Bryant. E, como exemplo, o Leandrinho Barbosa, que eu tive o prazer de acompanhar a carreira. É um profissional sério, trabalhador, determinado e isso faz a diferença.
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Está gostando de morar no Rio de Janeiro?

Estou adorando. É o melhor lugar que eu já morei. Moro na Barra e adoro. Estou muito contente aqui. Quero continuar jogando no Flamengo e morando no Rio.

Você é casado?

Sim, há um ano. Não temos filhos ainda. A Rita é uma supercompanheira. Acompanha tudo da minha carreira, lê o que os sites falam de mim, sabe de tudo sempre. E vai aos treinos, pega bola, me ajuda. É uma mulher especial. Estamos juntos há sete anos e ela é muito importante para mim.