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26/05/2009 - Betinho, escolta da seleção brasileira adulta

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Ele foi uma das novidades na lista do técnico Moncho Monsalve para a seleção adulta masculina que treinará para o Torneio Internacional de Lisboa (10 a 12 de julho), os Jogos da Lusofonia em Portugal (13 a 19 de julho) e o Torneio Super Four da Argentina (3 e 4 de agosto). José Roberto Duarte, o Betinho, que defende o Winner/Limeira (SP), comemorou 21 anos, no último domingo (24), festejando sua primeira convocação para a equipe principal. Betinho tem na bagagem a conquista do quarto lugar no Campeonato Mundial Sub-19 (Sérvia/2007) e as medalhas de bronze na Copa América Sub-18 (Estados Unidos/2006), Sul-Americano Juvenil (Venezuela/2005) e Sul-Americano Cadete (Argentina/2004). O escolta, nascido em Catanduva e criado em Limeira, começou no basquete aos oito por influência dos pais, ex-jogadores. Decidido a brilhar na seleção principal e ajudar o Brasil a vencer, esse jovem atleta está ansioso para treinar e manter seu nome sempre na lembrança do técnico Moncho Monsalve.

O que sentiu ao saber da convocação para a seleção brasileira adulta?

Fiquei muito feliz. Estreei na seleção com 16 anos de idade, mas o que todo atleta quer é se manter bem e chegar à equipe principal. Sou jovem e estar entre os melhores do Brasil já é um orgulho enorme.
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Quais as expectativas para os treinos e amistosos?

Todos querem ajudar o Brasil a voltar à elite do basquete mundial e precisamos mostrar que valeu a pena o investimento em nosso potencial. Eu sei que no time adulto o ritmo mais pesado nos de base, mas já estou acostumado, de certa forma, à rotina de seleção. Faço o que o técnico me pedir e quero ajudar no que eu puder, seja na quadra ou mesmo no banco.

O que espera do trabalho com o técnico Moncho Monsalve?

Não o conheço bem mas, pelo que ouço, é um técnico muito bom, que gosta de desenvolver o talento de jovens atletas. Espero que ele goste do meu jogo e saiba que pode contar comigo para representar bem o basquete do Brasil em qualquer situação.

Um dos auxiliares do Moncho Monsalve, o José Alves Neto, foi seu técnico na seleção sub-19. Isso facilita seu rendimento no grupo?

Acredito que sim. Eu e o Neto conhecemos o trabalho um do outro e isso pode ajudar bastante. Nos damos bem e sei que ele é um excelente profissional. Ele me treinou na Copa América Sub-18 (2006) e no Mundial Sub-19 (2007) e fez um trabalho incrível, nos levando a ficar entre os quatro melhores do mundo.

Além do Neto, você treinará novamente com os jogadores Rafael Mineiro e Paulão, que estavam com você na Sérvia. Como será o reencontro?

Não vejo a hora de treinar com eles de novo. O Paulão está há um tempo fora e estou com saudade dele. Será uma honra voltar a jogar com os dois. Nos damos super bem e vamos formar outra vez um bom trio. Vai ser uma excelente oportunidade.
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Falando em Mundial, como foi a conquista do quarto lugar na Sérvia? O que aprendeu com a experiência?

Foi um momento maravilhoso. As três fases de preparação foram excelentes. O grupo desenvolveu uma enorme união e ficamos cada vez mais confiantes no talento do nosso time. Quem estava de fora podia até não acreditar que íamos tão longe, mas nós entramos no campeonato para fazer bonito. Conforme fomos vencendo, vimos que tínhamos chances até de pódio, mas não foi possível. O que importa é que jogamos bem e fizemos história com um excelente resultado. Aprendi que no basquete, e na vida, tudo é possível quando se trabalha.

Você já defendeu o Brasil em quatro competições internacionais. Como a seleção ajuda no desenvolvimento do atleta?

Minhas passagens pelas seleções de base me trouxeram mais confiança e maturidade. No time adulto do clube a gente joga menos e na seleção ganhamos mais responsabilidade em quadra. O atleta fica com mais jogo de cintura e recebe dicas importantes com técnicos e jogadores mais experientes.
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Como avalia a temporada 2008/2009 do Limeira?

Ótima Vencemos o Campeonato Paulista e jogamos o NBB. Infelizmente não conseguimos chegar às semifinais. Para mim, a temporada foi ótima. Foi o meu segundo ano de adulto e agora estou bem melhor adaptado.

Como começou no basquete?

Por influência dos meus pais, que também jogaram. Meu pai José Roberto (conhecido como “Pantera”) é o técnico do time juvenil de Limeira e minha mãe Rosângela dá aula de basquete na cidade. Comecei com oito anos na escolinha dela, me apaixonei pelo esporte e não larguei mas. Meus pais sempre me deram apoio e dicas importantes para ser um atleta cada vez melhor.