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27/04/2009 - Paulão Prestes

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A excelente atuação no Campeonato Mundial Sub-19 da Sérvia, em 2007, quando o Brasil conquistou a quarta colocação, ainda é uma referência na carreira de Paulo Sergio Prestes, o Paulão. O pivô, de 2,10m, que nasceu em Monte Aprazível, no interior de São Paulo, foi cestinha e o melhor reboteiro do campeonato (207 pontos e 132 rebotes em nove jogos). A transição rápida da defesa para o ataque é a grande arma do brasileiro nas quadras, garante o supervisor das seleções brasileiras masculinas de base, José Alves Neto. Hoje, aos 21 anos e desde 2007 no basquete espanhol, Paulão continua com ótimo rendimento e prova porque é considerado um dos maiores talentos da sua geração. No Clínicas Rincon Axarquia, clube de Málaga, o jogador foi novamente o craque dos rebotes na última temporada (2008), com média de 9,6 por partida. Este ano, ele já soma 435 pontos e 288 rebotes em 30 jogos. A equipe está na sexta posição do LEB Ouro – segunda divisão do Campeonato Espanhol – e precisa de apenas uma vitória, que pode vir na próxima sexta-feira (1º de maio), sobre o lanterna Beirasar Rosalia, para garantir a vaga nos playoffs, ainda inéditos para o clube.

Como você analisa a situação atual do seu time na LEB Ouro?

Estamos em uma posição muito boa, na qual vários times gostariam de estar. Por enquanto, estamos na sexta colocação (17 vitórias em 31 jogos) e precisamos vencer a próxima partida para ir aos playoffs, o que seria uma grande conquista para o time. Pela primeira vez na história do Clínicas Rincón o clube segue para os playoffs de acesso à Liga ACB (primeira divisão do campeonato espanhol).
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Você está desde 2007 na Espanha. Já se sente ambientado?

Depois de quase dois anos, já me adaptei aos costumes e à comida daqui. A língua foi mas fácil do que eu imaginava, mas no começo foi tudo muito difícil. Agora tudo é mais simples, menos complicado. Tive que aprender a resolver todos os meus problemas sozinho. Isso me ajuda a crescer cada dia como jogador e como pessoa também. Só a falta da família que é impossível não sentir.

Como é a relação com o time, os outros atletas e o técnico?

Minha relação tanto com os jogadores como com a comissão técnica é muito boa. São dois brasileiros jogando comigo: o Vitor Faverani e o Carlos Cobos. Esse é um fator positivo, que ajuda a superar as dificuldades de estar longe do seu país e da família. Sempre nos ajudamos uns aos outros.
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Você foi revelado pelo COC de Ribeirão Preto. Tem planos para voltar ao Brasil?

No momento, não planejo voltar a jogar no Brasil. Pelo menos agora, que estou começando minha carreira aqui na Europa. Mas sempre tento acompanhar os campeonatos brasileiros e ficar informado sobre o que está acontecendo no basquete do meu país.

Em sua estréia na seleção brasileira, na Copa-América – Pré-Mundial Sub-18 de 2006, em San Antonio (EUA), você ajudou o Brasil a conquistar o bronze. Conte como foi a experiência.

Foi uma experiência inexplicável. Conseguimos uma vaga para o Mundial Sub-19 da Sérvia, em 2007, onde também tivemos uma boa atuação e conquistamos a quarta colocação. Nesse momento, o que prevaleceu foi o entrosamento do time e a confiança que tínhamos uns nos outros.
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Qual foi a atuação inesquecível pela seleção brasileira?

Com certeza, foi meu primeiro campeonato com a seleção adulta, o 42° Campeonato Sul-Americano Adulto Masculino, em julho de 2006, em Caracas, na Venezuela. Os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, também me marcou. Esse campeonato foi incrível. Jogar pela seleção brasileira é emocionante. É sempre um orgulho representar seu país e ter um reconhecimento do seu trabalho. Espero ser convocado novamente.

Você passou recentemente por uma contusão. Conte como foi.

Foi uma pequena torção no joelho durante um treinamento. Eu já estava com uma lesão na seleção do Pan-Americano, em 2007, mas só parei de jogar no começo de 2008, quando o problema ficou mais grave. Permaneci parado durante um mês e voltei a jogar pouco a pouco. Agora já estou totalmente recuperado.
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Como analisa o momento atual da sua carreira?

Eu vejo que está tudo indo bem, mas que tenho muitas coisas para aprender e um longo caminho ainda a percorrer. Tenho muitos planos para o futuro, mas procuro viver um momento de cada vez e valorizar o que está acontecendo na minha vida agora. Meu clube nunca se classificou para os playoffs da LEB Ouro, será a primeira vez e quero dar o melhor de mim para que isso aconteça.

Que jogadores brasileiros você admira?

O Tiago Splitter, é um jogador incrível, e o Alex Garcia, do Universo, pelo caráter que tem e a grande pessoa que é.