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28/05/2001 - Hélio Rubens Garcia Filho

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A partir desta quinta-feira, Hélio Rubens Garcia Filho começa a batalha para estar em sua quinta final consecutiva do Nacional de Basquete Masculino. Em uma das semifinais da competição o armador vascaíno enfrentará o tradicional Marathon/Franca, clube pelo qual Helinho foi tricampeão (97/98/99). O quarto título foi conquistado no Vasco da Gama no ano passado. Pela seleção brasileira, Helinho foi campeão sul-americano e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, ambos em 99. Mais do que acostumado a decisões, esse armador de 26 anos fala aos internautas sobre sua carreira e seu empenho para tentar levar para casa mais um título de campeão.

Como você analisa a participação do Vasco no Nacional Masculino?

Acho que superação foi a grande marca da nossa equipe. Começamos com problemas, devido à saída do Charles Byrd e do Vargas. Muitos duvidaram da capacidade do time sem esses atletas mas provamos que temos um conjunto forte com capacidade para ser campeão. Depois vieram as contusões que desfalcaram a equipe em jogos importantes. Mesmo assim, ficamos sempre entre os três primeiros na fase de classificação e mantivemos um basquete de alto nível.
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O que esperar do Vasco a partir de agora?

Ainda mais trabalho e dedicação para darmos o bicampeonato para a torcida vascaína. Depois das dificuldades enfrentadas na fase de classificação, fizemos um ótimo play-off contra o Bauru/Tilibra/Copimax. Jogamos com a equipe inteira e vencemos por três a zero um ótimo e tradicional clube. O mais importante foi que conseguimos acertar a defesa e apresentar em quadra exatamente o que o técnico pediu. Temos que continuar assim para chegarmos a mais uma final.

Quais suas expectativas para os playoffs contra o Franca?

O fundamental nessa semifinal é mantermos o equilíbrio psicológico. Temos que colocar em quadra toda nossa experiência em decisões para não nos precipitar. Franca também é um time acostumado a vencer e está em excelente fase. O time paulista mescla experiência e juventude e tem características bastante parecidas com as nossas. Será uma disputa super equilibrada, impossível de prever o resultado.
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Como o Vasco deve jogar para garantir vaga para a final?

Será fundamental não perdermos os jogos disputados em casa. Temos que fazer uma defesa forte para garantir um bom ataque. O Vasco tem um excelente poder ofensivo mas precisamos evitar algumas jogadas precipitadas e ter calma para rodar mais a bola quando não conseguimos finalizar um contra-ataque. Além disso, precisamos manter o bom índice de rebote defensivo, que vem sido uma grande arma do Vasco nas partidas que vencemos.

Quais são os destaques do Nacional Masculino na sua opinião?

Essa temporada mostrou que o Brasil tem grandes atletas, que apesar de novos, vêm sendo fundamental em seus clubes. É o caso do Estevão e Anderson, do Franca; Diego, do Botafogo, Renato e Alex do COC/Ribeirão Preto e Manteiguinha e Nenê, do Vasco.
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Antes de atuar no Vasco, você só jogou na equipe do Franca e já teve como companheiros alguns dos seus adversários dessa semifinal. Isso facilita ou complica na hora da partida?

Os dois. Facilita porque eu conheço bastante as características dos jogadores. Mas complica por causa da torcida. Os francanos fazem uma pressão enorme sobre o adversário e gera uma grande tensão psicológica.

Quais as vantagens e desvantagens de ser treinado pelo seu pai, Hélio Rubens. Isso gera maior cobrança e responsabilidade sobre o seu trabalho?

Só vejo vantagem em estar com meu pai. Para qualquer atleta, é um grande privilégio trabalhar com um excelente profissional como Hélio Rubens. No clube ou na seleção não há protecionismo algum e todos são tratados com igualdade. A maior vantagem é que nos momentos difíceis e nas viagens eu tenho a sorte de contar com o meu pai. No começo da minha carreira, sentia uma cobrança maior por parte das pessoas e da imprensa. Mas com o tempo, ganhei mais espaço, provei meu talento e essa pressão acabou.