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14/05/2001 - Emmanuel Bonfim

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Vinte e oito anos de carreira, sete vezes campeão estadual e um título da Liga Nacional “B”. Esta experiência do técnico Emmanuel Bonfim, de 58 anos, vem ajudando o Botafogo a ser o grande destaque do Nacional Masculino 2001. Primeiro lugar na fase de classificação, com apenas sete derrotas em 30 jogos, Emmanuel prepara a equipe alvinegra para enfrentar o Fluminense pelas quartas-de-final da competição.

Existe um segredo para ter a melhor campanha do Nacional?

As grandes armas do Botafogo nesta competição vêm sendo o profissionalismo e a disposição dos atletas em mostrar o seu talento. A equipe está amadurecendo muito e as vitórias são conseqüências dessa evolução. O Botafogo é um time jovem, que luta para melhorar o nível do basquete carioca. Esses novos talentos trabalham duro para demonstrar o seu valor e, aliados à experiência de atletas como Alexey e Macetão, levar o Botafogo às vitórias
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Quais suas expectativas para os playoffs contra o Fluminense?

Botafogo e Fluminense é um clássico regional e sempre disputam jogos emocionantes. Fizemos duas grandes partidas contra eles na primeira fase e esperamos repetir a dose nas quartas-de-final. Mas precisamos estar atentos. O time tricolor está motivado com a classificação e muito disposto a superar mais esse degrau. Serão confrontos de igual para igual e quem sairá ganhando é o público carioca, que verá ótimos espetáculos de basquete.

E o momento mais difícil da competição até agora?

O returno inteiro para mim foi difícil. Perdemos apenas três partidas, mas faltou regularidade à equipe. Alternamos grandes apresentações com outras péssimas, apesar das vitórias. Quando esquecemos de jogar coletivamente, o time cai de produção e deixamos isso acontecer algumas vezes. Não podemos cometer os mesmos erros na próxima fase.
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Na sua opinião, quem são os favoritos ao título?

Agora não existe mais favoritismo. A competição está recomeçando. Os quatro confrontos das quartas-de-finais serão muito equilibrados e é impossível prever algum resultado. O Botafogo terminar em primeiro na fase de classificação, por exemplo, já foi uma surpresa. Superamos o favoritismo de outras equipes, como Flamengo, Vasco e Franca. Nos playoffs será ainda mais imprevisível. Não dá para apontar prováveis semifinalistas.

E as chances do Botafogo de ser o campeão?

Precisamos pensar passo a passo. Para ser campeão, temos que primeiro ser semifinalistas. Até agora, cumprimos as nossas metas, nos classificando e depois assumindo a liderança. Não podemos pular etapas. Nossa preocupação atual é o Fluminense. Para vencer o tricolor, temos que manter a regularidade, o jogo coletivo e a defesa forte.
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Quais os jogadores que mais se destacaram na competição até agora?

O Nacional revelou grandes jogadores e outros aproveitaram a chance para firmar seu nome no panorama do basquete nacional. É o caso do Marcelinho, que está em franco amadurecimento e atravessa grande fase. O Ratto também é outro destaque. Para mim, ele está no melhor momento da sua carreira. O Estevam, de Franca, e o Renato, do Ribeirão Preto, são jovens atletas que vão dar bastante alegria ao basquete brasileiro.

Quando você iniciou sua carreira ?

Comecei como armador no Vasco, onde fui convidado para substituir o técnico Pereira. Minha estréia foi em 1972, em uma partida contra o Flamengo, que tinha um excelente time e era treinado pelo inesquecível Kanela. Estrear com vitória contra um dos melhores técnicos que já conheci foi uma das maiores emoções da minha vida.
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Qual o melhor momento da carreira?

O presente é sempre um ótimo momento. Estou feliz em ajudar o Botafogo nessa excelente campanha. No passado, o ano de 1981 foi inesquecível, pois venci no Vasco todos os campeonatos que disputei. Além disso, fui campeão brasileiro juvenil pela seleção carioca. Um título que o Estado do Rio de Janeiro não ganhava há muito tempo.

E o mais difícil?

Foi uma final do Estadual contra o Flamengo, em uma série melhor de sete jogos. Estava no Vasco, não me recordo o ano. Só lembro que foi muito desgastante. O campeonato foi longo, conseguimos vencer todas as dificuldades e vencemos por 4 a 1.