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12/01/2009 - Rafael 'Baby' Araújo

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O bom filho à casa torna. Rafael “Baby” Araújo resolveu levar o ditado à risca e está de volta ao Brasil. O último clube nacional em que Baby jogou foi o Paulistano, em 1999. Quase dez anos depois, o pivô, de 2,11m retorna ao Brasil para defender o Flamengo (RJ). Treinando na Gávea há um mês, Baby terá como primeiro compromisso no clube rubro-negro a 2ª Liga das Américas. O Flamengo estreia nesta quarta-feira contra o Universo/BRB (DF), na cidade argentina de Sunchales. O desafio seguinte será o Novo Basquete Brasil – Campeonato Brasileiro, que começa no dia 28. Segundo Baby, a equipe carioca, atual campeã nacional, tem todas as condições de lutar pelo título da nova competição. Satisfeito por voltar a jogar no país e atuar em um time de massa, o jogador também está feliz por morar na cidade maravilhosa com sua esposa Cheyenne e a filha Taís. Família reunida e adaptada ao Rio é uma motivação a mais na vida do pivô, natural de Curitiba e criado em São Paulo. Baby, que já jogou nos Estados Unidos, Canadá e Rússia, agora curte o clima festivo e acalorado carioca. Contente com o atual momento de sua vida pessoal e profissional, o atleta espera ajudar o Flamengo com sua experiência e dar anda mais alegria à enorme torcida rubro-negra.
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Qual a emoção de voltar a jogar no Brasil?

É ótimo estar de volta e ainda mais no Flamengo, um dos melhores times do país, que conta com um elenco maravilhoso e vai brigar por todos os títulos da temporada. Saí do Brasil com 19 anos e era um jogador em início de carreira, sem muita visibilidade. Hoje estou mais experiente e sei que posso ajudar a minha equipe a vencer.

Como você se sente física e tecnicamente?

Estou me sentindo ótimo. Antes de voltar, estava na Califórnia treinando e fazendo fisioterapia para começar a temporada em forma. Acredito que estou com 80% da minha forma física e só tenho a melhorar. Estou treinando em ritmo forte no Flamengo há um mês, para chegar à minha condição ideal. Tecnicamente estou me adaptando ao sistema do clube e acho que durante os jogos só tenho a evoluir.
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Como foi a recepção do grupo a você?

Maravilhosa. Reencontrei companheiros como Duda, Marcelinho, Coloneze e Hélio. Não cheguei perdido no grupo, conheço alguns jogadores e isso facilita muito o trabalho.

Por quais adaptações você teve que passar no Flamengo?

Tive que me adequar ao sistema que já existe no clube. O técnico Paulo “Chupeta” desenvolve um grande trabalho, tem uma base sólida e o elenco estava com mais ritmo de jogo do que eu. Estou tendo que me adaptar principalmente em relação à velocidade. O time corre muito e tenho que acompanhar o ritmo. Mas isso não é problema.
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Já deu para perceber a força da torcida rubro-negra?

Sem dúvida. Em um coletivo já pude perceber que a torcida vinda do futebol é diferente. São mais expansivos e passam uma energia enorme para gente. Aqui no Brasil a cultura do torcedor é diferente, o barulho é maior, com batuque, corneta. Estou louco para sentir a emoção de jogar mesmo com a camisa do Flamengo e dar alegria aos torcedores tão fanáticos pelo clube do coração.

Qual a expectativa para a Liga das Américas? Como jogar em num cenário de tanta pressão como Argentina, buscando a única vaga para a fase final?

Confio no meu time e as expectativas são as melhores possíveis. Treinamos forte com o objetivo de vencer e garantir a vaga para a final. E o técnico Paulo “Chupeta” trabalha muito a parte psicológica da equipe, pois não será fácil enfrentar grandes times como o Universo/DF e o Libertad Sunchales. Temos é que jogar o nosso jogo e eles que fiquem com a pressão, especialmente os argentinos do Libertad, que jogam em casa.

E quanto ao NBB (Novo Basquete Brasileiro), que começa dia 28?

É uma oportunidade muito boa jogar uma competição que promete ser de altíssimo nível num time tão bom como o Flamengo, que é um dos favoritos ao título, com certeza. É uma equipe forte, estruturada e bastante completa. Conta com jogadores com diferentes características, que jogam bem dentro e fora do garrafão. Além disso, o técnico pode fazer substituições sem queda de rendimento. Tudo isso nos deixa confiantes em uma grande campanha.

Como está a vida no Rio de Janeiro?

Estou adorando. O Rio é lindo e pela primeira vez tenho a oportunidade de aproveitar melhor a companhia da minha esposa Cheyenne e da minha filha Tais, de quatro anos em uma cidade adorável. As duas adoram viver aqui e estão falando português cada vez melhor. O lugar onde passei mais tempo com a minha filha foi na fria Rússia. Viver no Rio, com praia e sol está sendo um paraíso para ela e isso me deixa ainda mais satisfeito.
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Sobre seleção brasileira, como foi trabalhar com o técnico Moncho Monsalve?

Foi uma experiência ótima. Ele é um profissional muito competente que implantou um sistema na seleção, e o caminho será de crescimento ainda maior para a próxima temporada.

Este ano tem a Copa América do México, que é classificatória para o Mundial da Turquia, em 2010. Quais as chances do Brasil?

Temos talento e competência para jogar bem e garantir a vaga no Mundial. O ano passado foram formadas duas seleções (para o Sul-Americano e o Pré-Olímpico) que revelou alguns talentos que com certeza ajudarão o Brasil nessa nova empreitada. Com treinamento e cabeça no lugar, temos todas as condições de representar muito bem o nosso país na Copa América. É bom lembrar que somente Brasil e Estados Unidos estiveram presentes nas 15 edições.