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26/11/2008 - Guilherme Giovannoni

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Ele mora na Itália, trabalha na Itália, o sobrenome vem da Itália, mas ele não é da Itália. O ala Guilherme Giovannoni nasceu no Brasil, mais precisamente na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, e é um dos principais nomes do basquete brasileiro e italiano. Em 13 anos de seleção brasileira, Guilherme marcou 1.348 pontos em 101 partidas oficiais. Suas principais conquistas pelo Brasil foram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (2003) e os títulos da Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana (2005) e do Sul-Americano do Uruguai (2003). Na Itália, Guilherme é o capitão da equipe do Virtus Bologna, onde joga há três anos, e ainda teve suas mãos imortalizadas no museu do clube. Um reconhecimento à altura dos 2,04m do atleta.

Fale um pouco da atuação do time na Liga Italiana?

O time esta indo bem. Tivemos alguns problemas no início da competição, mas agora com a mudança de técnico as coisas melhoraram. Acho que como ele está impondo o seu estilo de jogo, nós ainda temos que nos adaptar aos novos conceitos. E, obviamente, buscar sempre melhorar o entrosamento para o sucesso do time, seja no ataque ou na defesa.

E o seu desempenho até agora?

Meu desempenho tem sido bom. Minha função no time, além de contribuir com pontos, rebotes e etc., é ser um dos líderes do grupo. E acho que tenho ajudado bastante a equipe nesse ponto também.
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Como é a relação com o técnico e os companheiros de equipe?

Já é meu terceiro ano aqui e eu estou muito bem. Sou o capitão do time, o que me deixou muito feliz e até agora estamos alcançando bons resultados. Tivemos que trocar o técnico que começou por conta de alguns problemas. O Matteo Boniciolli chegou há 15 dias atrás, mas a relação com ele é ótima, assim como a com os companheiros.

Como a cidade de Bolonha vê o basquete? Tem torcida nos jogos?

A cidade é apaixonada por basquete, tanto que o apelido da cidade na Itália é "Basket City". Acho que o fato de ter dois times fortes, o Virtus e o Fortitudo, a rivalidade faz com que os torcedores compareçam sempre aos jogos.
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Você foi homenageado, imortalizando as mãos no Museu Virtus. Conte um pouco como foi o evento?

Foi muito emocionante. Além de ter colocado as mãos no cimento, também estive entre os jogadores e técnicos que cortaram a faixa da inauguração. Foi um evento fantástico.

Como o basquete brasileiro é visto na Itália?

São poucas as coisas que chegam aqui sobre o basquete brasileiro. Quando eles querem saber alguma coisa, me perguntam. É claro que eles conhecem os nossos jogadores da seleção e acham que temos um potencial fantástico, mas não sabem muito mais do que isso.
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A Itália já é a sua segunda casa. Como é a sua vida e o que gosta de fazer?

Depois de tanto tempo morando aqui, acho que já estou habituado até aos costumes italianos. Eu gosto bastante da Itália, principalmente de Bolonha. Já tenho muitos amigos aqui e sempre que podemos, saímos juntos para jantar ou simplesmente bater um papo.

Do que mais sente falta do Brasil?

A coisa que a gente mais sente falta quando está fora do país é dos nossos entes e amigos queridos. Para o resto, a gente dá um "jeitinho brasileiro".