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22/10/2008 - Palmira Marçal

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Palmira Marçal vem se destacando no 11º Campeonato Nacional Feminino. Até a terceira semana a ala/armadora, de Catanduva, é a cestinha da competição com média de 19.7 pontos em seis partidas (118 no total) e a segunda mais eficiente, com 22.8. A jogadora de 25 anos, está em Catanduva desde maio e conquistou o título do Campeonato Paulista, em outubro. A atleta, que trocou as pistas de corrida pelas quadras de basquete vem de duas boas temporadas no basquete espanhol, defendendo o Olesa de Monserrat. De volta ao país, Palmira quer o seu terceiro título do Nacional (foi campeã em 2002 por Guaru e em 2005, por Ourinhos). Pela seleção brasileira, a jogadora foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) e campeã sul-americana (Paraguai/2006).
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Como você vê o seu desempenho no Nacional?

Acho que a temporada na Espanha me fez evoluir bastante e graças a Deus estou conseguindo render bem e ajudar a equipe. Mas o mérito é de todas as jogadoras, pois o grupo é muito bom e me ajuda bastante. O técnico Edson Ferreto me dá liberdade para trabalhar, o que é fantástico.

Como é estar de volta ao Brasil?

Maravilhoso. Reencontrei amigas queridas como a Silvinha (Gustavo) e a Vivian. Estou realmente me sentindo em casa em Catanduva. Espero corresponder às expectativas e levar o time à final do Nacional.
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Qual o ponto forte de Catanduva e o que a equipe precisa melhorar?

O time é muito talentoso e unido. Tecnicamente, tem um contra-ataque muito bom. Precisamos fazer uns acertos na defesa e melhorar o entrosamento. Mas acredito que vamos conseguir isso e alcançar os nossos objetivos na competição.

E quais as expectativas para as próximas partidas?

Não podemos mais perder. As derrotas para Santo André e Americana nos trouxe prejuízo e só temos que pensar em vitória. Acredito que Americana e Ourinhos se classifiquem bem. Catanduva, São Bernardo, Santo André e Sport Recife vão brigar pelas duas vagas restantes para a semifinal.
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Fale um pouco das duas temporadas na Espanha.

Fui para a cidade espanhola de Monserrat defender o Olesa, na temporada 2006/2007, na segunda divisão da Liga Espanhola. Jogava tanto como ala como armadora e consegui ajudar à equipe a subir para a primeira divisão, na temporada 2007/2008. Aí joguei somente como armadora. Foi mais difícil, mas me adaptei bem à nova função, que é a que eu desempenho inclusive aqui em Catanduva.

E como era a cidade?

Olesa é pequena, mas fica há uns quarenta minutos de Barcelona. Eu gostava de viver lá. Encontrei alguns brasileiros como um jogador de futebol e um técnico de futsal que ficaram meus amigos. A cidade ama basquete, entende muito do esporte e sempre lotava o ginásio nos jogos.
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O que o basquete trouxe para a sua vida?

A vida de atleta me deu muita coisa. Consegui uma estabilidade financeira, pude ajudar minha família e comprar uma casa. Além disso, me deu a oportunidade de conhecer lugares e pessoas interessantes no mundo todo, inclusive meu noivo, que conheci no Canadá.

E como estão os preparativos para o casamento?

Muito longe. Fiquei noiva em agosto. Casar só daqui há uns dois anos. Primeiro precisamos morar no mesmo país. Ele também joga basquete e viaja muito. Hoje reside no México. Moramos na Espanha em cidades diferentes e deu para matar as saudades. Ele já conhece o Brasil e gosta muito daqui. Vamos esperar para ver.

E na área profissional, quais os planos?

Estou muito focada em ajudar ao máximo a equipe de Catanduva neste Nacional. Adoro a cidade e aqui vive a minha segunda mãe (a técnica Vilma Bernardes). Até gostaria de ficar para a próxima temporada, mas temos que pensar em um passo de cada vez.

Como você começou a jogar basquete?

Comecei aos sete anos, em Matão (SP). Na verdade minha vida esportiva começou no atletismo, praticava corrida. Mas quando descobri que podia correr com uma bola na mão, troquei de esporte. Passei a treinar no Sesi de Matão e depois a técnica Vilma Bernardes me levou para Guaru.
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Sua família apoiou sua decisão de ser atleta?

No começo não, minha mãe não queria deixar eu treinar. Mas quando viu que eu levava jeito e atleta era uma boa profissão, me entendeu totalmente e me apóia até hoje.

Qual sua principal característica em quadra?

Velocidade. Gosto de correr. Mas hoje, jogando como armadora, estou mais madura e sei observar quando é melhor cadenciar ou acelerar o ritmo da partida, conforme a necessidade.

E como é a Palmira fora de quadra? O que gosta de fazer?

Sou tranqüila e brincalhona. Gosto de ler, ver televisão, jogar carta. Como meu noivo mora em outro país, acabo passando muito do meu tempo livre na Internet, para conversarmos.