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03/09/2008 - Tássia Carcavalli

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A ala/armadora Tássia Carcavalli, de 16 anos, é a caçula da seleção brasileira Sub-18, medalha de bronze na Copa América / Pré-Mundial da Argentina. Segunda cestinha do Brasil, com 70 pontos em cinco jogos, Tássia foi destaque na conquista da vaga para o Mundial Sub-19 da Tailândia, no ano que vem. Em 2007, Tássia foi vice-campeã sul-americana Sub-15, no Equador, com 43 pontos em seis partidas. A atleta paulista está há dois anos no Unimed/Americana, que lidera invicto o Campeonato Paulista Infanto. Em agosto, Tássia ajudou sua equipe a conquistar o título dos Jogos da Juventude, disputado na cidade de São Manuel. A jogadora, que trocou a ginástica olímpica pelo basquete na infância, já defendeu o Círculo Militar (SP), CFE Janeth Arcain (SP) e o Pinheiros.
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Fale sobre a conquista da medalha de bronze na Copa América.

Foi maravilhoso. O grupo estava muito concentrado e unido. Todas nós trabalhamos com dedicação e demos o máximo em quadra para classificar o Brasil para o Mundial. Jogamos bem no coletivo e fizemos uma defesa boa. O campeonato foi muito difícil, mas deu tudo certo.

Você foi a segunda cestinha do Brasil. Como vê seu desempenho no campeonato?

Ser chamada já foi uma surpresa, pois na primeira convocação eu tinha só 15 anos. Ficar entre as doze para a Copa América então, foi impressionante para mim. Acredito no meu potencial, mas confesso que não esperava jogar tão bem e tanto tempo. Consegui fazer o meu melhor e ajudar o Brasil a conquistar a medalha de bronze e a vaga para o Mundial.
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Qual a diferença do trabalho na seleção e no clube?

Acho que seleção a rotina é mais puxada e a jogadora sente mais pressão. Tem vagas em jogo, medo do corte, isso tudo deixa a gente mais nervosa. Nessas horas eu conto com a minha mãe. Ligo para ela para ganhar mais confiança e me sinto mais segura. Até agora deu super certo.

Conte sua trajetória no basquete.

Praticava ginástica olímpica. Comecei no basquete assistindo aos treinos da minha irmã, em Itaquera (SP). Não pensava em ser jogadora, mas fui gostando do jogo e não parei mais. Joguei no Círculo Militar, CFE Janeth Arcain, Pinheiros e estou na segunda temporada aqui em Americana.

E como é morar fora de casa na adolescência?

Difícil, mas eu levo uma grande vantagem. Vim com a minha mãe, Elizabeth, que é a responsável pela república onde moro com outras nove meninas. Ela tem que cuidar de todas nós e de vez em quando fico com um pouco de ciúme, mas já me acostumei. O importante é que eu tenho a minha mãe por perto, enquanto meu pai e minha irmã moram em São Paulo.

O que você faz no dia-a-dia?

Eu curso o segundo ano do segundo grau de manhã. Chego em casa, almoço, tomo banho e vou treinar à tarde, fora as viagens. Nas horas de folga, gosto de dormir, ler e ficar na internet. É cansativo, mas vale a pena. Gosto demais do basquete e não me imagino fazendo outra coisa, que não seja esporte.
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Como pretende continuar no esporte?

Primeiro, fazendo faculdade de Educação Física e, depois, de Fisioterapia. Sei que é difícil conciliar faculdade com a vida de atleta, mas vou tentar. Essas formações vão ser importantes para o meu futuro. Quando acabar a vida de atleta, quero fazer alguma coisa relacionada a essas duas áreas.

Quem são seus ídolos no basquete?

Gosto demais da Hortência. Acho fantástico o jeito que ela jogava e me tento me inspirar nela.

O que o basquete traz para a sua vida?

O basquete ensina a viver e a superar as dificuldades. O esporte só me trouxe coisa boa. Conheci muita gente nova, aprendi a conviver com outras pessoas e lidar com vitória e derrota. São lições que o atleta leva para a vida toda.