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18/08/2008 - Cristiano Jesus Maranho

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Aos 34 anos, o árbitro internacional Cristiano de Jesus Maranho está realizando o sonho de qualquer profissional do esporte: participar de uma Olimpíada. Na primeira fase dos Jogos Olímpicos, Maranho apitou todos os dias, atuando nas competições feminina e masculina. Há dez anos no quadro de árbitros da FIBA, Maranho atuou em importantes eventos internacionais como Campeonato Mundial Junior Masculino (Grécia - 2003), Campeonato Mundial Sub-21 Masculino (Argentina - 2005), Campeonato Mundial Adulto Masculino (Japão - 2006) e Jogos Pan-Americanos (Rio de Janeiro - 2007), entre outros.

Como é a sensação de estar em uma Olimpíada?

É uma emoção enorme, pois representar a arbitragem brasileira é muito importante para qualquer árbitro. Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, pela CBB e também pela FIBA.
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Você fez alguma preparação especial para a competição?

Sim, me preparei fisicamente por que tivemos uma avaliação física na China antes de começar os Jogos Olímpicos. E também estudei inglês um pouco mais, por ser o idioma oficial da competição.

Como você lida com a responsabilidade de apitar partidas tão importantes?

Me preparando o melhor possível e com a mesma seriedade que apito nosso campeonato nacional, que é a base para ser chamado para competições internacionais deste nível.

O que está achando da China?

É um país cujo povo é muito hospitaleiro e também tem um clima igual ao nosso, por isto é fácil se adaptar. O único problema é a poluição que é muito grande.

Por que, como e quando decidiu ser árbitro de basquete?

Eu jogava basquete na minha cidade (Jandaia do Sul/PR). Quando o time acabou o meu técnico, que também era árbitro de basquete, me convidou para apitar na Federação. Como eu gostava muito de basquete e não era um jogador tão bom assim para seguir carreira, decidi aceitar. Foi em 1995 e, um ano depois, já era árbitro nacional. Em 1998 eu fui aprovado para o quadro internacional da FIBA.
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O que faz um bom árbitro?

Muita dedicação e muita força de vontade de chegar ao alto nível, pois a vida de árbitro não é fácil, pois temos que abdicar de muitas coisas importantes.

Como a arbitragem brasileira é vista no mundo?

Como uma das melhores. Tanto que as duas últimas finais olímpicas teve a participação de árbitro brasileiro (Carlos Renato dos Santos). No Mundial Feminino, o Sérgio Pacheco apitou a final e no Mundial Masculino, eu estava na semifinal entre Estados Unidos e Grécia. Há sempre árbitros brasileiros em jogos decisivos em competições de alto nível, o que mostra o reconhecimento da FIBA pelo talento e competência da arbitragem do nosso país.

Qual a partida mais difícil que já apitou? Por quê?

A final do Campeonato Nacional Masculino 2000, entre Flamengo e Vasco, no Maranãzinho. Era uma partida de muita rivalidade entre as duas equipes e eu tinha apenas 25 anos e estava começando a arbitrar no cenário nacional.