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11/08/2008 - Murilo Becker

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De volta ao Brasil após uma temporada no Maccabi Tel Aviv, em Israel, o pivô da seleção brasileira Murilo Becker, de 25 anos, estréia no basquete do Pitágoras/Minas. Confiante, o jogador acredita que seu atual clube tem uma excelente estrutura e grandes chances de conquistar todos os torneios que disputar em 2008 e 2009, inclusive o Campeonato Nacional. O camisa seis da seleção não vê a hora de aumentar seu currículo já recheado de conquistas, entre elas as medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, e do Campeonato Sul-Americano da Venezuela, em 2006, ambos pela seleção brasileira. Nesta entrevista, Murilo fala sobre o momento especial na carreira e a experiência fora do Brasil, em Israel e na Bulgária. Aproveita, ainda, para elogiar o trabalho do técnico espanhol Moncho Monsalve, que o dirigiu durante o Torneio Pré-Olímpico Mundial de Atenas, em julho deste ano.
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Como você se sente com a volta ao Brasil?

Muito feliz. Estou indo para um clube que vai brigar para ser campeão de todos os torneios que disputar e que tem plenas condições para isso. A minha saída do Maccabi Tel Aviv, em Israel, foi bastante confusa. Eu não pude jogar a Euroliga e esse foi o principal motivo que me fez optar por voltar ao Brasil.

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Já trabalhei com o Flávio Davis, técnico do Minas, que foi assistente técnico da seleção brasileira, e também com o Raul Togni, auxiliar dele. Joguei com o Evandro “Soro” em Bauru (equipe pela qual Murilo venceu o Campeonato Nacional de 2002) e conheço os outros jogadores. Acho que vai ser uma temporada boa. Acredito que estou hoje na melhor estrutura do basquete no Brasil. Tudo que um atleta pode precisar terá dentro do clube: médico, academia, fisioterapia e até psicólogo! É uma estrutura diferenciada.
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Quais são as expectativas para as próximas competições?

Primeiro jogaremos o Campeonato Sul-Americano de Clubes, no mês de setembro, com duração de uma semana. Em seguida, temos os campeonatos mineiro e Nacional. Temos condições de brigar pelas primeiras colocações em todos eles.

Fale um pouco da sua experiência fora do Brasil.

Fui para o Maccabi, em Israel, para jogar a temporada 2007/2008. Cheguei com o time praticamente fechado e o meu contrato previa empréstimos. Então fui emprestado ao PBK Academick EAD, da Bulgária. Lá, joguei a ULEB Cup, um torneio de clubes europeus, mas depois fiquei atuando só no Campeonato Nacional, que era muito fraco. Nosso time ganhava as partidas por 40 pontos de diferença, e isso me desanimou. Tentei voltar ao Brasil, mas não consegui, e acabei retornando a Israel. Como não estava inscrito na Euroliga, fiquei na equipe sem jogar por quase dois meses. Agora quero voltar ao meu ritmo normal de jogo.

Você pensa em voltar a jogar novamente fora do Brasil?

Sim, claro, estou trabalhando para isso. Infelizmente, no basquete brasileiro não há um retorno financeiro bom para os jogadores, como em outros esportes. Também é preciso de mais patrocinadores como o Pitágoras que realmente invistam no basquete, como acontece fora do país. Pretendo sair um dia, mas primeiro quero fazer uma boa temporada aqui. Estou concentrado nisso.
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Como foi atuar no Pré-Olímpico sob o comando do Moncho Monsalve?

O Moncho é um superprofissional. Ele cobra bastante. Na minha opinião, o que faltou foi tempo de trabalho. Treinamos apenas um mês, o que, para um Pré-Olímpico, é muito pouco. Também tivemos outros problemas, como a falta de jogadores, mas, sinceramente, acho que isso não influenciou no resultado. Ele fez um excelente trabalho. Se eu for chamado nas próximas convocações, terei imenso prazer de trabalhar novamente com o Moncho. Acho que ele deve permanecer no comando da seleção, pois tem muito para ajudar.