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03/04/2001 - Brent Merrit

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O norte-americano Brent Merritt, de 31 anos, vem sendo um dos destaques da equipe do Fluminense no 12º Campeonato Nacional Masculino. Sua chegada reforçou o time tricolor, que venceu jogos importantes e, até a segunda rodada do returno, estava em sexto lugar na competição. Sexto cestinha do CNBM 2001, com a média de 22,7 pontos por jogo, e sexto no ranking das enterradas, esse ala, de 1,94m, está no Brasil desde 1993 e já escreveu seu nome no basquete brasileiro.

Quais os clubes que você atuou e os títulos conquistados?

Cheguei ao Brasil em 93, para jogar no Pitt/Corinthians, do Rio Grande do Sul, onde fui campeão estadual e brasileiro. Outro grande título que conquistei foi o Estadual do Rio de Janeiro, em 96, defendendo o Flamengo. Além disso, joguei em Guarulhos, Rio Claro, Ribeirão Preto, Barueri e Casa Branca, no ano passado.

Das cidades que você morou, qual a que você gostou mais de viver?

A minha passagem pelo Rio Grande do Sul foi muito marcante, porque lá fui campeão brasileiro pelo Pitt/Corinthians. Agora, em beleza, o Rio de Janeiro é campeão. As praias são lindas e tem muitas opções de passeio e lazer.
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E as qualidades e defeitos do nosso país?

Gosto muito do clima do Brasil. Nos Estados Unidos, vivo em Seattle e lá faz muito frio, chove bastante. Aqui é mais quente, o tempo está sempre bonito, dá para passear na praia, o que é maravilhoso. Só não me acostumei com a água de coco, mas o guaraná daqui é delicioso. Agora, o maior problema mesmo é a saudade que sinto da família, mas vida de atleta é assim mesmo, já estou acostumado.
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Como você analisa o atual momento da sua carreira e o que precisa melhorar?

Estou me sentindo muito bem em quadra. Acho que agora que estou me recuperando totalmente da contusão que sofri há dois anos. Estou aperfeiçoando meu jogo a cada dia, só falta recuperar meu aproveitamento nas bolas de três pontos, que já andou melhor.

E a sua passagem pelo Fluminense?

Estou gostando muito de jogar no Fluminense. O clima é tranquilo e todos são amigos. Fica mais fácil jogar com um ótimo técnico como o Alberto Bial. Ele escuta a opinião do jogador e conversa muito com gente. Com diálogo e respeito, o jogo de todos melhora e a equipe produz mais.

As chances do Fluminense no Nacional?.

Estamos bem mas ainda não ganhamos nada. A vitória final será a conquista da vaga para os playoffs. Para isso, teremos que trabalhar duro, treinar bastante e errar o menos possível.

Quais os jogadores brasileiros que mais admira e por quê?

Atualmente, os melhores jogadores do Brasil para mim são o Valtinho, do Franca, e o Dedé, do Uberlândia. São completos, versáteis e têm ótima visão de jogo.
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Um conselho para o estrangeiro que está começando a jogar no Brasil.

O que mais tive dificuldade para me adaptar aqui foi com a torcida, que participa mais do jogo do que nos Estados Unidos. Por isso, quem vier para cá tem que aprender a se controlar muito em quadra. Os torcedores gritam e xingam mesmo. Não pode perder a cabeça para não prejudicar sua equipe.