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11/07/2008 - Tiago Splitter

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O pivô Tiago Splitter, de apenas 23 anos, é um dos jogadores mais experientes da seleção brasileira. Campeão da Liga Espanhola 2007/2008, pelo Tau Ceramica, Tiago traz na bagagem dois campeonatos mundiais, uma Copa América, um Pré-Olímpico, um Sul-Americano e uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (República Dominicana/2003). O jogador catarinense tem pela frente o desafio de classificar o Brasil para os Jogos Olímpicos de Pequim. O primeiro adversário será o Líbano (dia 15) e depois enfrentam a Grécia (16). Segundo Tiago, a equipe do Brasil, dirigida pelo espanhol Moncho Monsalve, está no caminho certo para conquistar a vaga olímpica e dar essa alegria ao basquete brasileiro.
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Como está a preparação do Brasil para o Pré-Olímpico?

Muito boa. A equipe está progredindo a cada treino e ganhando confiança. Todos os jogadores estão focados no mesmo objetivo, que é a vaga olímpica. Sabemos que existe uma grande pressão pelo fato de o Brasil não disputar a Olimpíada desde 1996, mas o atleta tem que saber lidar com isso. Para conseguirmos nosso objetivo é fundamental o jogo coletivo. A equipe fica muito mais forte.

Dá para explicar essa ausência do basquete masculino?

A FIBA tem 213 países filiados e apenas 12 conseguem a vaga. As eliminatórias continentais são muito disputadas. Equipes de tradição como Sérvia, França e Itália sequer vão disputar o Pré-Olímpico Mundial e muitos jogadores não conseguiram chegar à Olimpíada. Todos sabem da potência do Brasil e nos respeitam muito.
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Quais os principais adversários do Brasil no Pré-Olímpico?

Grécia, Alemanha, Croácia e Eslovênia são os principais adversários. A Grécia, vice-campeã mundial e européia, é a favorita do torneio e ainda conta com o apoio da torcida. Mas primeiro vamos pensar no Líbano, que é o adversário de estréia na terça-feira. Depois na Grécia na quarta-feira.

Como você analisa o comando de um técnico estrangeiro?

Eu fui um dos que apoiou a idéia da vinda de um técnico europeu depois da saída do técnico Lula Ferreira. O Moncho Monsalve está fazendo um excelente trabalho. É um profissional muito competente, detalhista, com grande experiência internacional. Nós estamos conseguindo assimilar a sua filosofia de jogo. Nos treinos, ele pede para termos calma no ataque porque temos 24 segundos de posse de bola, em vez de definir a jogada rapidamente. Outra questão importante é que estamos aprendendo a ocupar melhor os espaços da quadra.
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E a participação do Brasil no Torneio de Acrópole?

Foi um torneio muito válido, porque enfrentamos três grandes seleções e o grupo teve a chance de viver situações que encontraremos no Pré-Olímpico. É importante destacar que estamos evoluindo no jogo coletivo ofensivo e defensivo. No ataque sempre buscando o melhor jogador para o arremesso e, na defesa, procurando ocupar os espaços para dificultar o adversário. A equipe está muito motivada em busca da vaga olímpica.

Por que a decisão de continuar no Tau Cerâmica, da Espanha?

Foram vários os motivos. Antes eu era uma peça de complemento. Na última temporada dei um salto. Ganhei mais tempo de quadra e pude ser mais útil para a equipe. Com isso, passei a ser um protagonista. Pode ser que daqui a uns dois anos eu vá jogar na NBA.