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09/06/2008 - Eduardo Machado (Duda)

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Por muito tempo, ele era conhecido como irmão do Marcelinho, da seleção brasileira. Hoje, ele é Duda Machado, um dos grandes nomes do Flamengo na conquista do título inédito do Nacional Masculino e o de vice-campeonato da Liga Sul-Americana. Com um excelente desempenho de Duda nas duas competições, o ala/armador foi convocado para a seleção brasileira que vai disputar o 43º Sul-Americano do Chile, de 1 a 6 de julho. Agora, esse carioca de 25 anos vive a expectativa de integrar o grupo que treinará para o Torneio Pré-Olímpico de Atenas. Nascido em uma família totalmente dedicada ao basquete, Duda comemora a melhor fase de sua carreira, sempre agradecido a todos do clã Machado, o pai René, a mãe Cristina e os irmãos Marcelinho e Ricardo, além do tio, Sérgio “Macarrão”.

Você fez uma excelente temporada. Conquistou o título nacional inédito pelo Flamengo e está na seleção brasileira. Como avalia sua atual fase profissional?

Estou realmente no melhor momento da minha carreira. Trabalhei muito por isso, mas não esperava viver tanta coisa de uma vez só. Flamengo campeão, volta olímpica no maracanã seleção brasileira, é muita emoção. Mas é tudo fruto de um trabalho de muitos anos, contando sempre com o apoio da minha família.
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Fale um pouco sobre a conquista do Campeonato Nacional.

Foi demais. A equipe se comprometeu com a conquista do título no início da temporada, em agosto do ano passado e alcançamos o nosso objetivo. Foi a vitória da força do nosso conjunto. Cada um colocou de lado o individual e só pensamos coletivamente. Isso deu resultado. Fomos campeões e alegramos a imensa torcida rubro-negra.

E como foi dar a volta olímpica no Maracanã?

Maravilhoso. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Não só a volta olímpicca quanto a carreata no centro do Rio. É uma alegria indescritível ouvir milhares de pessoas gritando o seu nome. Realmente a torcida rubro-negra é sensacional e me orgulho muito de jogar em time tão querido.
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Qual é a sensação de jogar no mesmo time que o seu irmão Marcelinho?

É um sonho realizado. Marcelo é o meu grande ídolo no esporte. Por tudo que ele faz dentro e fora de quadra. Ainda mais jogando no Flamengo, nosso clube de coração. É uma alegria sem igual. Aprendo muito com ele a cada dia.

Como recebeu a convocação para a seleção brasileira?

Ser chamado para seleção brasileira coroa a temporada quase perfeita, pois só faltou mesmo o título da Liga Sul-Americana. Agora é trabalhar bastante para aprender ao máximo e estar entre os doze que vão ao Chile defender o Brasil no Sul-Americano.
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Como o Duda pode contribuir para a seleção?

Primeiro de tudo, com a minha alegria de jogar. Fico muito feliz em uma quadra de basquete e faço o que for preciso para ajudar a minha equipe. Tecnicamente, acho que a minha velocidade ajuda o time a puxar o contra-ataque. Além disso, venho melhorando muito nos arremessos de três pontos.

Você tem alguma expectativa para estar na seleção pré-olímpica?

É claro que existe. Se aparecer a oportunidade de estar no grupo que treinará para o Pré-Olímpico, vou agarrar com as duas mãos. Mas o importante é fui convocado para defender o Brasil e vou continuar fazendo o meu trabalho, não importa para qual competição.

O que acha do técnico Moncho?

Conheci o Moncho em 2003, quando ele era técnico do Marcelinho na Espanha. Fui passar o ano novo com meu irmão e fiquei treinando com ele durante duas semanas. Foi um aprendizado e tanto. Conheci um estilo diferente do que eu estava acostumado, mais cadenciado e com ênfase na defesa. Usei muito do que aprendi lá para aprimorar meu jogo.
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Você vem de uma família que respira basquete. Como é essa paixão familiar pelo esporte?

Tudo começou com meu tio Sérgio Macarrão (vice-campeão do mundial de 1970, na Iugoslávia) e meu pai (René Machado). Eles adoram basquete e passaram esse amor de forma bem natural para todos os três filhos. Eu praticamente aprendi a andar em uma quadra de basquete, dei meus primeiros passos durante os treinos dos meus irmãos (Marcelinho e Ricardo). A minha mãe abriu mão do trabalho para cuidar da nossa carreira, alimentação, descanso etc. Meu pai nos acompanha sempre que pode. Enfim, devo demais a minha família. Agradeço todos os dias pela força que ela me dá. Todo esse cuidado foi fundamental para o crescimento da minha carreira como jogador.