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25/04/2008 - Felipinho Azevedo

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O ala/armador Luiz Felipe Faria de Azevedo Filho, o Felipinho, atravessa um dos melhores momentos da sua carreira. Aos 22 anos, o jogador, que é natural de Vila Velha, foi um dos responsáveis pela classificação inédita do Cetaf/Garoto/UVV para as quartas-de-final do Campeonato Nacional Masculino. Filho do técnico Luiz Felipe Azevedo, Felipinho segue os passos do pai e do tio, o ala Márcio Azevedo, e mostra que talento e dedicação são marcas da família. Felipinho está de volta cidade natal após cinco anos em São Paulo. O atleta já defendeu clubes como Saldanha da Gama, COC/Ribeirão Preto e Assis.
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O que representa a classificação do Cetaf para as quartas-de-final?

Disputar os playoffs é mais um passo importante dentro projeto do Cetaf, que é implantar o basquete na cidade de Vila Velha. Para mim, representa uma conquista pessoal e profissional. Além de ter classificado meu time, foi a realização de um sonho de família, especialmente do meu pai e do meu tio Márcio. Tínhamos confiança de que conseguiríamos, mas não que seria tão sofrido. Mas com a ajuda de Deus vencemos o favorito Brasília e chegamos nas quartas-de-final pela primeira vez. Mostramos que, com trabalho e dedicação, os resultados aparecem.

O Cetaf enfrentará nas quartas-de-final o Flamengo ou o Minas. O que esperar da equipe capixaba na próxima fase do Nacional?

Sabemos da dificuldade de enfrentar qualquer um dos dois times. Mas temos que acreditar no talento e no trabalho do grupo. Com confiança e determinação, sabemos que é possível fazer bons jogos. Com certeza, a nossa equipe está muito melhor hoje do que no início do campeonato, o que nos dá motivação para evoluir ainda mais nos próximos confrontos, seja contra Minas ou Flamengo.
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Em que a equipe mais evoluiu desde o início do Campeonato?

Ganhamos maturidade. Somos um time jovem, que foi se formando ao longo da competição. Tivemos que melhorar a cada partida e aprender com os erros. E acho que conseguimos. Nos últimos jogos, mostramos uma incrível capacidade de superação e mantivemos a cabeça no lugar nos momentos decisivos. O grupo cresceu muito e entendeu a proposta de trabalho da comissão técnica.

Como é a relação da cidade com o basquete?

O torcedor está aprendendo a gostar do esporte. Vila Velha é grande e cheia de atrativos. É difícil colocar um capixaba no ginásio quando faz sol no domingo de manhã. Mesmo assim, conseguindo construir um laço forte entre o time e o público. A torcida está comparecendo cada vez mais para nos apoiar. E esse é um dos objetivos da equipe, movimentar a cidade com o basquete.
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Você é treinado pelo seu pai e companheiro de equipe de seu tio. Como é essa relação?

No começo foi um pouco difícil, pois eu era quem ouvia mais bronca do treinador. Já me acostumei e lido muito bem com isso. Somos de uma família unida, que ama o basquete e trabalhar com meu pai e meu tio é uma experiência riquíssima para mim. Em casa a gente costuma dar um descanso e quando o papo é basquete, falamos sobre outros times, não o nosso. Isso facilita a convivência.

A família inteira se envolve com esporte?

Praticamente. O Cetaf (Centro de Treinamento Arremessando para o Futuro), dirigido pelo meu pai, desenvolve essencialmente a iniciação esportiva, e tem ampla atuação na cidade. Temos também parceria com o Instituto Viva a Vida, que trabalha o esporte como inclusão social. Enfim, é um projeto grande que engloba várias áreas de conhecimento. Tem trabalho para todo mundo e todos na família gostam de ajudar.

Como analisa sua participação no campeonato?

Tive um começo complicado. Não participei dos primeiros jogos devido a uma fratura de stress na coluna. Fui recuperando a forma durante a competição e consegui melhorar meu rendimento aos poucos, ajudei a equipe e, como resultado, alcancei bons números. Quero ser um jogador conhecido como um profissional que trabalha para vencer. Números e estatísticas são apenas conseqüências.