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08/02/2008 - Gislaine Paulino José

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Aos 27 anos, a armadora do Sport/Faculdade Maurício de Nassau, Gislaine Paulino José, a Gigi, vive uma experiência nova em sua carreira. Pela primeira vez, a atleta defende um time brasileiro fora do estado de São Paulo. E parece que a mudança para Recife fez bem. Gigi é uma das responsáveis pela classificação da equipe pernambucana para as semifinais do Nacional Feminino, em que enfrentará o Ourinhos. Com média de 10,5 pontos e 4.0 assistências por partida , a armadora atravessa uma ótima fase. Nascida em Taquaritinga, interior de São Paulo, a atleta já atuou em importantes times brasileiros, como Ponte Preta, Microcamp, Santo André, Catanduva, além de ter jogado uma temporada no Sedis, da Espanha. Em 99, Gigi foi campeã do Nacional pelo Santo André, ao lado de grandes nomes como Janeth e Helen Luz.
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Qual a emoção de classificar o Sport para a semifinal do CNBF 2007?

Estamos muito felizes com essa conquista. É uma grande recompensa pelo investimento feito e pelo nosso trabalho e dedicação. O grupo cresceu a cada partida e agora está jogando muito bem, com entrosamento e coletividade.

Qual a expectativa para as semifinais contra o Ourinhos?

Independente do favoritismo de Ourinhos, a gente entra em quadra sempre para ganhar. Sabemos da dificuldade, mas vamos lutar sempre pela vitória. Perder de três a zero, como muitos prevêem, nem passa pela nossa cabeça. Sabemos das dificuldades, pois Ourinhos é uma equipe excelente, com enorme estrutura e um conjunto maravilhoso. Contra elas, temos que fazer um jogo bem inteligente, sem precipitar os arremessos para não perder chances de converter a cesta.
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Como analisa a trajetória do Sport na competição?

Tivemos um início ruim devido à falta de entrosamento. Aos poucos, evoluímos e nas quartas-de-final mostramos um ótimo conjunto e conhecimento uma da outra na quadra. Estamos conseguindo explorar bem os nossos pontos fortes, que são o contra-ataque e a defesa forte, baseados em uma excelente preparação física.

Qual a importância da torcida pernambucana para a equipe?

Fundamental. O público comparece e nos incentiva demais. Eu já joguei contra o Sport em Recife e sei o quanto é ruim para o adversário. Agora que sou do time da casa, vejo o quanto esse carinho nos ajuda no jogo. A torcida é alegre, mas calma, e apóia a equipe mesmo quando estamos atrás no placar.
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Como foi a mudança de time e de cidade?

Ótima. Tive que mudar um pouco o estilo de jogar, pois passei oito anos em Santo André, onde o jogo é mais cadenciado, e passei uma temporada na Espanha, que também trabalha muito a bola. Aqui em Recife o jogo é mais veloz e tive que me adaptar. Graças a Deus estou conseguindo e ajudo minhas companheiras rumo ao sucesso da equipe. Aqui não há estrelas, todas fazem o seu papel e em cada partida uma jogadora se destaca. Estou muito contente em corresponder a confiança que a comissão técnica e o grupo depositaram em mim. Vim de uma temporada ruim em Catanduva e o técnico Roberto Donellas me deu toda a liberdade para jogar e pude mostrar o meu potencial.

Fale sobre sua trajetória no basquete.

Eu praticava natação e já tinha algumas medalhas, quando uma professora viu que eu tinha biotipo para o basquete. De tanto ela insistir, resolvi fazer aula, me apaixonei pelo esporte e larguei a natação na mesma hora. Isso foi com treze anos, na minha cidade natal, Taquaritinga. Depois fui para Ribeirão Preto, Campinas, onde fiquei cinco anos, e Santo André, que defendi por oito temporadas. Fiquei quatro meses no Sedis, da Espanha, atuei no Catanduva e agora estou muito feliz no Sport.
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O que o basquete representa na sua vida?

O basquete me deu oportunidades maravilhosas, conheci lugares e pessoas maravilhosas por causa do esporte. A prática esportiva nos ensina a cair, a levantar e a conviver com o mundo.

Quais seus planos para o futuro?

Não sou de fazer planos. Futuro eu entrego a Deus e deixo Ele me guiar. Tem dado certo até agora. Só espero melhorar cada vez mais como atleta e como pessoa.