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25/01/2008 - André Luiz Bresolin Góes

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Aos 20 anos, André Góes é um dos destaques do CISER/Univille/Joinville no Nacional Masculino 2008. No início da temporada, o técnico Alberto Bial anunciou o jovem como um dos grandes talentos a serem revelados no Campeonato e até agora André tem cumprido a previsão do treinador. O ala/armador é o cestinha da equipe com média de 18.8 pontos por jogo (113 no total) e o líder de assistência com média de 5.0 por partida (30). Catarinense de Chapecó, André jogou em Joinville dos 10 aos 17 anos, retornou semestre passado e hoje é um dos orgulhos da cidade. Para ele, é um sonho realizado poder jogar basquete profissionalmente no seu Estado, perto dos amigos e da família, que não esconde sua predileção pelo basquete. André tem como companheiros no time seus dois irmãos mais velhos, o pivô Augusto e o ala Júlio. Além do basquete catarinense, André atuou nas divisões de base do Araraquara.

Este é o seu primeiro Campeonato Nacional? Quais as suas impressões sobre a competição?

Participei em 2005, pelo Uniara, mas praticamente não joguei. Por isso, me considero estreante na competição. É uma competição de ótimo nível e bem equilibrado tecnicamente, com jogos fortes em que eu aprendo muito. Por enquanto, dá para chamar de favorito alguns times como Flamengo, Minas, Universo/DF.
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Como analisa o Joinville no CNBM?

Acho que estamos no rumo certo. Prova disso é termos vencido o Universo /DF, atual campeão. Ainda estamos acertando o time, principalmente o conjunto, mas acredito que ainda cresceremos muito no campeonato e alcançaremos nossa primeira meta, que é a classificação para os playoffs.

Você vem se destacando na competição. O que acha disso?

Tudo é fruto de trabalho e aprendizado. Meu objetivo principal é ajudar o time e agradeço muito a confiança que o técnico Alberto Bial deposita em mim. Espero corresponder e para isso trabalho duro e procuro aprender com a comissão técnica e com o grupo, que conta com jogadores experientes e que me ajudam bastante.
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Como é ser um dos mais jovens do grupo?

Ótimo. O mais importante para mim é que, apesar de ser novo, estou ficando muito tempo em quadra, ajudando a equipe. Os mais velhos, como Espiga e Shilton, sempre me dão conselhos para eu aproveitar ao máximo o meu potencial. O técnico Bial também, pois se preocupa muito com a formação do atleta. E ainda tem o Luisão, que se aposentou o ano passado e hoje é dirigente da equipe. Foi um grande jogador do clube e me dá muitas dicas.

E qual é a maior lição que você aprendeu até agora?

Que não tem moleza para quem quer ser um atleta de alto nível. Temos que trabalhar sempre, não importa se estamos em um bom ou mau momento.
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Você joga com seus dois irmãos mais velhos (o pivô Augusto e o ala Júlio César. Como é essa convivência?

Maravilhosa. Comecei a jogar basquete observando meus irmãos e tenho muito orgulho de trabalhar com eles na categoria adulta. Em casa, só paramos de falar de basquete quando estamos dormindo.

Você é catarinense. Como é jogar em casa?

Sensacional. Há dez anos eu costumava ver os jogos do antigo time de Joinville (Abaj) e sonhava em poder atuar profissionalmente no meu Estado. Joguei aqui nas categorias de base até os 17 anos, quando fui para Araraquara. Fiquei muito feliz quando o Joinville montou equipe para o Nacional a partir de 2005 e hoje consegui realizar meu sonho. É muito bom jogar com a família na torcida e receber elogios de quem te conhece desde pequeno e acompanhou todo o meu trabalho.
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Qual é a importância da torcida para a equipe?

A torcida é fundamental. A cidade abraçou totalmente o time de basquete e nos apóia incondicionalmente, lotando o ginásio. Contra o Flamengo, por exemplo, o público compareceu em massa e nos aplaudiu mesmo na derrota. Foi maravilhoso ver o orgulho e reconhecimento pelo nosso trabalho.

Qual a sua principal característica como jogador?

A finalização. Gosto mesmo é de partir para cima e fazer a cesta. Atualmente venho treinando para melhorar meu arremesso de três pontos e ser um jogador mais completo e difícil de marcar.
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Quais os seus planos para o futuro?

Meus planos e sonhos são os normais de qualquer atleta: chegar à seleção brasileira, ter a chance de jogar em um time da Europa ou quem sabe, NBA, além de participar de uma Olimpíada. Também pretendo voltar para a faculdade.

O que você estudava?

Eu cheguei a fazer um ano de Direito, mas era muito pesado e não consegui conciliar o curso com o basquete. Mas pretendo voltar quando puder, nem que seja para fazer uma outra carreira. Acho importante estudar e ter outra profissão, a gente nunca sabe o dia de amanhã.