Imprensa

20/12/2007 - Natália Aparecida Mares Burian

img
O Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva fecha 2007 na liderança do 10º Campeonato Nacional com 90% de aproveitamento em dez partidas (nove vitórias e uma derrota). E para conseguir essa boa campanha na competição, a equipe paulista conta com a garra e determinação da armadora Natália Aparecida Mares Burian. Com 1,62m e 23 anos, Natália é a líder nas assistências no Nacional com média de 7.1 (71 no total), a quinta em recuperação de bola com 2.7 (27) e a sétima jogadora mais eficiente com 16.9 pontos. A atleta ainda é a terceira cestinha do time com 120 pontos. A boa fase de Catanduva é resultado da união da equipe em busca do objetivo de conquistar o primeiro título nacional para a cidade.

Que análise você faz da participação de Catanduva no Nacional até agora?

O time encaixou bem. Ganhamos de Ourinhos em casa e depois tivemos uma surpresa com a derrota para São Bernardo. Mesmo assim, fechamos o ano em primeiro lugar na competição com nove vitórias e apenas uma derrota. A equipe está de parabéns. Cumprimos com parte do nosso objetivo e acho que o técnico Edson Ferreto está satisfeito com o desempenho do grupo até agora.
img

Quais os pontos fortes da equipe e o que ainda precisa melhorar?

Nossa principal característica é o contra-ataque veloz, mas acho que a união do time é o que nos leva a conquistar as vitórias. Todas estão jogando para a equipe, o grupo está acima do individual. É claro que sempre precisa melhorar alguma coisa, corrigir algum detalhe. Acho que a defesa pode melhorar. Estamos sentindo a falta de uma pivô, nosso garrafão ficou desfalcado e, por isso, o time todo tem que colaborar bastante na defesa para não sairmos prejudicadas, principalmente nos rebotes.

Você vem se destacando nas partidas. Como é o seu desempenho na competição?

Fico feliz por estar sobressaindo nos jogos, mas acho que tudo é mérito do time. Ninguém está sozinho em quadra. Todo mundo colabora. Também temos as armadoras Karla e a Ariadna, duas ótimas jogadoras, velozes, que pontuam bastante e ajudam a levar o time às vitórias. Isso facilita bastante.

Como você define a jogadora Natália?

Eu sou uma jogadora veloz, mas acima de tudo guerreira. Eu sou baixinha, tenho 1,62m, então tenho que compensar de alguma maneira. E o jeito que encontrei foi jogar com muita garra, disputar todas as bolas e superar todas as dificuldades para ganhar. Comigo não tem jogo perdido. Ainda preciso amadurecer, ganhar mais experiência, mas estou trabalhando para chegar lá.
img

A cidade de Catanduva é bastante envolvida com o basquete. Como é a relação do time com a torcida?

O pessoal da cidade acompanha o basquete, está sempre presente, acompanhando os treinos e jogos. Lotam o ginásio, nos apóiam nos bons e maus momentos. Conversam com a gente, trocam idéias, dão dicas, é muito legal. Eu já joguei em outros lugares, mas nunca numa cidade tão envolvida com o basquete. É muito bom estar aqui, defendendo o time de Catanduva.

Como você começou no esporte?

Fui jogar basquete por causa das minhas amigas. Fazíamos catecismo juntas e um dia me perguntaram se eu não queria ir jogar basquete. Eu fui pra ver como era e comecei a jogar para não parar mais. Joguei em Jundiaí, Bauru e no universitário americano. Conto sempre com o apoio da minha família, não só dos meus pais, como dos meus avós e tios também.
img

Como foi essa experiência de jogar nos Estados Unidos?

É um estilo bem diferente do que estamos acostumadas aqui no Brasil. Foi uma boa experiência, aprendi bastante. Tenho planos de voltar um dia, quero terminar a faculdade. O contato com culturas diferentes e outras filosofias de jogo os fazem crescer pessoal e profissionalmente.

Numa folga entre treino e jogo, o que gosta de fazer?

Vida de atleta é muito corrida, a gente está sempre treinando, jogando, viajando. Então, quando tenho uma folguinha, aproveito para ficar em casa com minhas duas cadelinhas e meu coelho. Gosto de receber as minhas amigas que não são do basquete para distrair. Também adoro ficar com a minha família. Sempre que posso, vou visitá-los em Bauru.