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22/10/2007 - Walter José Fernandes

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Em seu terceiro mandato à frente da Federação Bahiana de Basketball (FBB), Walter José Fernandes comemora com alegria um grande acontecimento para o basquete do Estado. Pela primeira vez, o Campeonato Nacional Masculino terá um representante da Bahia, o FTC EAD. Para Walter, que preside a FBB desde 1997, essa estréia será muito importante para o desenvolvimento do esporte na região. A Federação também investe no trabalho social, com três Centros de Basquete Integrados (CBIs) nas regiões mais carentes de Salvador e Itagipe, atendendo a mais de 200 crianças e jovens que descobrem a cidadania na prática esportiva.

Qual a importância da estréia de uma equipe baiana no Nacional Masculino?

Colocar uma equipe baiana no Campeonato Nacional sempre foi a minha grande meta na Federação, desde o meu primeiro mandato. É um sonho que se realiza. Com certeza, a participação do FTC EAD no Nacional ajudará a desenvolver o basquete na região e estamos investindo nisso.
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Como está sendo esse investimento?

Desenvolvendo um intenso trabalho de divulgação. O nosso objetivo é atrair o público baiano para os ginásios e focar também no jovem, para incentivar a prática esportiva e o gosto pelo basquete. Com isso, pretendemos atrair mais fãs para o esporte e patrocínio para a região.

Fale um pouco sobre as competições Estaduais da Federação.

Hoje realizamos o campeonato adulto masculino com a participação de oito equipes e o feminino com três. A Bahia é um estado enorme e por isso fica difícil realizar competições estaduais em todas as categorias, devido às longas distâncias, mas realizamos disputas nas cidades.

De que maneira é feito o trabalho nas categorias de base?

Os clubes baianos estão fechando e poucos investem em esporte amador, mas temos algumas equipes que disputam os campeonatos infantil, infanto e juvenil. Mantemos ainda o estadual Sub-22, com seis equipes. O objetivo é dar experiência aos atletas recém saídos da categoria juvenil, para chegarem mais experientes e amadurecidos nas equipes adultas. O trabalho na base é mais forte nas escolas. Hoje, o maior evento nessa área é o JOCOPA (Jogos dos colégios particulares), que reúnem 13 equipes.

E a arbitragem?

Realizamos cursos de formação de árbitros anualmente, com os instrutores Pedro Ribeiro e Luciene Santa Rita. O interesse é grande, temos de 15 a 30 inscritos a cada ano. Só que o basquete é um esporte complexo e de cada turma conseguimos formar poucos árbitros, mas tem sido suficiente para manter um bom quadro de arbitragem no Estado.
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Como funcionam os CBIs (Centro de Basquete Integrado) no Estado?

Temos três unidades de CBI, que atendem ao todo mais de 200 crianças. Desenvolvemos núcleos em regiões realmente necessitadas. O primeiro CBI foi inaugurado no ano passado, na UFBA (Universidade Federal da Bahia), e atende duas comunidades carentes de Salvador: Alto das Pombas e Calabá. O CBI que funciona no Bahia Esporte Clube é freqüentado pelas crianças e jovens da Comunidade da Boca do Rio. O mais recente foi inaugurado este semestre em Itagibe. É um projeto que está dando certo, oferecendo oportunidade para crianças e jovens amadurecerem por meio da prática esportiva saudável. A nossa meta para o ano que vem é abrir mais três centros na Região de Camaçari.