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26/07/2007 - Marcus Vinícius Vieira de Sousa

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O ala Marcus Vinicius, o Marquinhos, estreou em grande estilo na seleção adulta, disputando em casa os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. Para esse carioca de 23 anos, este é um momento especial em sua carreira e ele espera comecar com pé direito sua trajetória na seleção, com a medalha de ouro no peito. No ano passado, Marquinhos foi draftado pelo New Hornets e se tornou o sétimo brasileiro a integrar uma equipe da NBA. O que vem aprendendo na Liga Americana e mais as três temporadas na Itália, no Premiatta Montegranato, fizeram de Marquinhos um atleta mais maduro e completo. No Brasil, o ala, de 2,07m, passou pelas equipes do Monte Líbano, Corinthians, Vasco, São Carlos, além do Bauru, por onde foi campeão nacional em 2002.

Conte a sua trajetória no basquete.

Comecei na escola, com 12 anos de idade. Joguei nas categorias de base do Monte Líbano por três anos e no Corinthians. Em 2002, fui campeão nacional pelo Bauru, junto com Murilo, Leandrinho e o técnico Guerrinha. Atuei três anos no Premiatta Montegranaro, da primeira divisão italiana e tive passagem pelo Vasco e São Carlos, onde treinei com Bob Donewald, o técnico do Le Bron James, onde aprendi muito, principalmente sobre defesa, e ganhei mais massa muscular. E, desde o ano passado estou no New Hornets, da NBA.

Como foram as suas três temporadas na Itália?

O basquete italiano joga na forca física e em um rítmo mais cadenciado, bem diferente do Brasil. Por isso foi uma ótima experiência, que me fez aprender muito. Fui para Europa com 17 anos e tive uma vivência que me ajudou bastante a crescer profissional e pessoalmente.

Fale sobre sua carreira na NBA.

Tem sido um treinamento fantástico. Lá o basquete é ainda mais veloz, com muita forca física e defesa agressiva. Desenvolvi bastante o trabalho na marcacão e estou um pouco mais forte. Essa primeira temporada serviu mais para treinar, conhecer e me adaptar ao estilo de jogo da NBA. O público lota o ginásio em todas as partidas e isso me ajudou a aprender a manter o controle emocional e lidar com a emocão da torcida.

E como foi a disputa do Summer League, a pré-temporada da NBA?

Infelizmente, machuquei a canela e atuei em três partidas. Foi legal e aprendi principalmete alguns detalhes táticos especificos sobre a minha funcão em quadra.
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O que mudou no Marquinhos da selecao juvenil de 2002 para o atleta da selecão adulta e da NBA?

Hoje estou mais responsável e maduro. Estou num grupo forte, que tem a obrigacão de vencer o Pan e conquistar a vaga para a Olímpiada de Pequim. Mas acho que essa responsabilidade é uma coisa boa, que faz a gente evoluir mais ainda.

Quais são os seus pontos fortes?

Dizem que minha principal característica é a precisão nos arremessos. Mas acho que hoje sou um jogador mais versátil. As experiências na Europa e na NBA me fez desenvolver outros aspectos do meu jogo e acredito que posso ser mais útil para a minha equipe.

Fale sobre a emocão de jogar um Pan-Americano no Brasil?

É muito legal jogar um Pan na cidade onde nasci. Fico feliz em ter minha família e amigos assistindo à minha estréia na selecao adulta. Sem contar com a maravilhosa torcida brasileira, que é super cativante. Vai ser de arrepiar. O público ao nosso favor só vai nos ajudar a vencer.

E quais suas expectativas para a competicão?

É praticamente nossa obrigacão conquistar a medalha de ouro para o Brasil e para a nossa torcida. Temos todas as condicões de vencer e vamos, com certeza, lutar com garra e determinacão rumo ao tricampeonato.