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10/07/2007 - Edilson de Oliveira França

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Há dez anos na presidência da Federação Rondoniense de Basketball, Edílson França vem colhendo bons frutos de uma década dedicada ao desenvolvimento do basquete no Estado. Com ênfase nas categorias de base, a Federação vem dando exemplo na região. O número de praticantes de basquete cresce mais do que qualquer outra modalidade, graças ao intenso trabalho de massificação do esporte realizado pela entidade. Outro projeto que vem dando certo é o Centro de Basquete Integrado (CBI), que conta com o apoio da Eletrobrás e CBB. Funcionando há um ano em Porto Velho, atende a 205 crianças. O sucesso é tanto que Edílson pretende implantar mais um CBI em outra região de Rondônia. A Federação Rondoniense realiza anualmente cerca de 500 partidas, número que inclui os campeonatos da entidade, festivais e competições organizadas em parceria com o governo do Estado.

Que balanço você faz de 10 anos na presidência da Federação?

Acho que conseguimos fazer o basquete crescer muito em Rondônia. Quando assumi, o patrimônio da entidade era apenas uma sala e uma tabela. Hoje temos um escritório bem equipado, tabelas e placares eletrônicos de alta qualidade.

Fale um pouco sobre sua trajetória no basquete de Rondônia.

Minha história com o basquete começou como atleta. Depois me tornei assistente técnico e técnico do time escolar. Cheguei à Federação Rondoniense em 95, como diretor de arbitragem. Dois anos depois assumi a presidência. Hoje estou no meu terceiro mandato, que vai até dezembro de 2009.

E tecnicamente, o que mudou?

O maior problema da federação era a falta de recursos para investir nas seleções de base. Convocávamos o grupo, treinávamos e por muitas vezes não íamos aos campeonatos brasileiros por não poder pagar o transporte. Depois que a CBB, em 1997, na administração do presidente Grego, passou a arcar com as despesas de viagem da delegação, conseguimos investir mais no treinamento das equipes e já estamos colhendo os frutos, com alguns títulos brasileiros de base. Com isso, a Federação ganhou credibilidade junto a entidades privadas e ao governo do Estado.

Rondônia faz um forte trabalho nas categorias de base. Como é realizado?

A nossa preocupação é solidificar as categorias de base e massificar o basquete no Estado. Para isso, fazemos parcerias com o governo do Estado, entidades e empresas. Com isso, temos 58 equipes das categorias mirim, infantil e infanto e realizamos anualmente cerca de 250 partidas. Além disso, procuramos incentivar a capacitação dos professores de Educação Física, com clínicas e palestras.

E como está o CBI (Centro de Basquete Integrado) em Rondônia?

Temos uma unidade funcionando no Ginásio Cláudio Coutinho há um ano. A expectativa inicial era atender a 60 crianças entre 7 a 18 anos e hoje já estamos com 205. É um sucesso tão grande que pretendemos abrir outro CBI ainda este ano. O projeto está servindo inclusive de modelo para outras modalidades esportivas no Estado. O trabalho está dando excelentes frutos. Temos duas atletas do CBI na seleção de Rondônia campeã brasileira juvenil (região centro-oeste) deste ano.

O povo de Rondônia gosta de basquete?

Gosta e muito. Aqui o basquete é o esporte que mais cresceu em número de praticantes no Estado. Com incentivo, o público comparece às competições. Me lembro que, em 2004, colocamos 2.000 pessoas por dia no ginásio do SESI, no Brasileiro. Fizemos um trabalho de divulgação nas escolas, com a presença das equipes participantes e o resultado foi fantástico.

Você é o chefe de equipe da seleção feminino no Jogos Pan-Americanos do Rio. Como é esse trabalho?

É uma responsabilidade grande, pois estou com o grupo desde o início da preparação, cuidando da parte administrativa. Mas é também muito emocionante fazer parte da delegação brasileira em um Pan em casa. É um time unido, talentoso e consciente da importância do evento para o basquete do País. Fico orgulhoso em participar desta edição, em especial, por ser a despedida do técnico Barbosa e da Janeth.