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23/02/2001 - Charles Byrd

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O ala/armador Charles Byrd, de 35 anos, é considerado um dos símbolos das conquistas vascaínas nos últimos quatro anos. Participou dos títulos inéditos da Liga Sul-Americana (1999 e 2000), do Campeonato Sul-Americano (1998 e 1999), do Nacional (2000), além do vice do Mundial Interclubes (1999) e do Pan-Americano (1999). Byrd ainda conquistou dois títulos estaduais: 1997 e 2000. Além de ser o melhor estrangeiro em atividade no país, Charles conquistou a simpatia dos torcedores brasileiros com suas belas jogadas e arremessos precisos. Mais do que um jogador, Charles Byrd é um exemplo de pai, amigo e companheiro.

Qual foi seu melhor momento no basquete brasileiro?

Jogar contra o San Antonio Spurs na final do McDonald’s Championship, em 1999. Foi um momento muito marcante e especial.

Quais os dois jogadores brasileiros que mais te impressionaram? Por quê?

Em primeiro lugar, o Oscar – não só agora, aos 43 anos, mas desde que o conheço como jogador. Além de sua precisão, ele tem um amor pelo basquete que me impressionou muito, e isso é algo que temos em comum, essa grande paixão. Outra pessoa que me marcou por ser um excelente jogador foi o Luiz Felipe, por causa da maneira como jogava. Ele se sobressaía entre os outros jogadores.
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E o melhor técnico com quem trabalhou?

Todos os técnicos com quem trabalhei aqui no Brasil são profissionais excelentes, mas pessoalmente me dou melhor com o Alberto Bial, que é mais do que um técnico pra mim – ele é um amigo.

Um jogo inesquecível no basquete brasileiro?

Não acho que tenha sido minha melhor partida, mas a conquista do meu primeiro campeonato no Brasil, o Estadual de 97, pelo Vasco, é o jogo de que me lembro com mais carinho. Jogar fora dos Estados Unidos era um sonho antigo, e essa vitória me marcou bastante.
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O que você mais gosta no Brasil?

As pessoas, sem dúvida. É um país belíssimo, mas as pessoas são muito apaixonadas e amistosas. Quando falo sobre o Brasil no meu país, falo sobre as pessoas maravilhosas que existem aqui.

Nesses quatro anos no país, como você analisa a evolução do basquete nacional?

Desde que cheguei aqui, o nível das competições melhorou bastante. O Rio ficou sensivelmente melhor nos últimos dois anos – antes, era difícil citar uma boa equipe no Rio, e hoje temos quatro times entre os dezesseis melhores do país. Com o passar dos anos, o volume de jogo está aumentando, e a vinda de bons jogadores americanos para cá tem aumentado a competitividade dos jogadores brasileiros.
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O que falta para o basquete brasileiro voltar ao topo do ranking mundial?

Cada jogador tem que exercer sua função dentro da quadra. Num time com cinco bons jogadores, nem todos poderão pontuar – um tem que pegar rebotes, outro tem que distribuir as bolas. O Brasil tem grandes pontuadores, alguns melhores do que os americanos, mas precisa de jogadores mais agressivos na defesa, e de uma rapidez de jogo maior. O jogo é mais rápido nos Estados Unidos, mas o basquete brasileiro está conseguindo chegar mais uma vez no nível do americano.

Qual seu conselho para quem está começando no basquete?

Muito treino! Você precisa trabalhar muito não só seus pontos fortes, mas principalmente as suas fraquezas. No mais, é treinar muito e ser persistente. Nunca se pode desistir.