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09/05/2007 - Carlos Alexandre Rodrigues do Nascimento

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Aos 24 anos, Carlos Alexandre Rodrigues do Nascimento atravessa a melhor fase de sua carreira. O ala/pivô do Flamengo marcou o seu nome na história do Campeonato Nacional ao estabelecer o novo recorde de eficiência da competição: 67 pontos, na partida contra o Iguaçu. O ala anotou 54 pontos, 16 rebotes e seis recuperações de bola. Disciplinado, Alexandre se dedica aos treinos com garra e determinação, sendo muitas vezes o primeiro a chegar e o último a sair de quadra. Tanto esforço tem dado resultado, já que o atleta vem se destacando no cenário nacional. O jogador é o terceiro mais eficiente com média de 21.7, o terceiro nos rebotes com 8.0 (168 no total), o quinto na recuperação de bola com 2.4 (50) e o sexto cestinha com 18.4 (387). Para Alexandre, o basquete é herança de família. Começou no esporte por influência de seu irmão mais velho, Olívia e hoje os dois atuam juntos na equipe rubro-negra.

Você estabeleceu o novo recorde de eficiência do Nacional. O que significa essa conquista?

Estou muito feliz por ter colocado o meu nome na história do Campeonato Nacional. Esse recorde de eficiência me deixa orgulhoso, pois é fruto de trabalho árduo e de muita dedicação. Mas não é mérito só meu e sim de toda equipe, que tem conjunto o seu ponto forte.
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Como analisa o seu desempenho na competição?

Estou fazendo uma ótima temporada. Acredito que este é o melhor ano da minha carreira. Estou alcançando boas médias no Nacional, conseguindo manter uma boa regularidade. O técnico Paulo Chupeta confiou no meu trabalho e sempre procuro retribuir da melhor forma possível para ajudar o Flamengo a conquistar seus objetivos.

O que acha da campanha do Flamengo do Nacional?

Boa. Tínhamos traçado o objetivo de ficar entre os quatro primeiros colocados na fase de classificação. Infelizmente, tivemos sérios problemas de contusões, que atrapalharam bastante os nossos planos. Perdemos alguns jogos que não esperávamos, tanto dentro quanto fora de casa, mas agora os jogadores estão se recuperando e estamos nos preparando para surpreender nos playoffs.

E o que precisa melhorar para os playoffs?

Precisamos ajustar, principalmente, a nossa defesa, fazendo uma marcação com mais regularidade. Em algumas partidas, começamos um pouco desatentos e o adversário aproveitou para abrir vantagem. Depois, tínhamos que correr atrás do prejuízo. Isso não pode acontecer nos playoffs. Temos que impor o ritmo da partida desde o início.
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Na sua opinião, em que jogo o Flamengo teve a sua melhor atuação?

Foram dois: contra o Saldanha da Gama, em Vitória, e contra o Uberlândia, no Rio. Vencemos o Saldanha de virada, depois de tirar uma grande diferença no placar. O armador Fred fez 21 pontos só no último quarto, foi sensacional. Na Gávea, derrotamos o favorito Uberlândia na última bola, mostrando que temos time e potencial para vencer qualquer equipe nesta competição.

É verdade que você é o primeiro a chegar e o último a sair dos treinos do Flamengo?

Eu gosto muito de treinar. Costumo chegar mais cedo e sair mais tarde para praticar arremessos de dois, três pontos e lances-livres. O atleta de alto nível tem que se dedicar ao máximo para evoluir sempre. Só assim se consegue bons resultados.

E no que você mais evoluiu com todo esse treinamento?

Evolui muito ofensivamente e aprendi a me posicionar melhor, aumentando meu aproveitamento nos rebotes. Aprendi com Oscar, com quem tive a honra de jogar no Telemar, que temos sempre que correr atrás da bola, não podemos desistir da jogada nunca.
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Como começou a jogar basquete?

Por influência do meu irmão Olívia. Sempre ia vê-lo jogar no Flamengo e gostava muito. Um dia, o técnico Miguel Ângelo da Luz sugeriu ao meu pai que eu treinasse no Grajaú. Fui e não parei mais. Em 1998 fui para o Flamengo, onde fiquei até 2004. Depois joguei no Corinthians/Mogi (SP) e no Telemar (RJ). Voltei para o time rubro-negro o ano passado.

Como é jogar com o seu irmão mais velho?

Maravilhoso. Ele é um jogador muito experiente e sempre conversa comigo, dentro e fora de quadra, me dando dicas e conselhos. Ele é um exemplo para mim e procuro aprender tudo que ele tem para ensinar. Agradeço a Deus por ter um irmão como ele.

Qual a cesta mais importante da sua carreira?

A que decidiu a nossa vitória sobre o Uberlândia, no returno do Nacional. Peguei o rebote e converti os dois pontos. Foi emocionante. Já fiz até cesta no meio da quadra, mas não me lembro em que partida.
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Quem são os seus ídolos no basquete?

Meu irmão Olívia, que é a grande influência na minha carreira e Dennis Rodman, pelo talento e raça em quadra. Para ele não tinha bola perdida. Procuro ser assim também.

O que você gosta de fazer quando não está nas quadras?

Eu gosto fazer programas leves no pouco tempo que sobra, como ir ao cinema ou jantar com a minha namorada. Minha rotina é intensa, pois comecei a Faculdade de Educação Física este ano e tenho que conciliar treinos, jogos e estudo.
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Quais seus planos para o futuro?

Minha meta é ganhar cada vez mais experiência, seja aqui no Rio, em outro Estado ou no exterior. Jogar fora do Brasil me agradaria muito, para ganhar mais bagagem internacional e conhecer outros países. Como todo atleta, seleção brasileira também está na minha lista de sonhos. Este ano tem os Jogos Pan-Americanos no Rio, minha cidade, e estou trabalhando forte para ter o meu nome lembrado em uma futura convocação.

Quais as chances do Brasil no Pan-Americano e no Pré-Olímpico?

Temos tudo para conquistar o tricampeonato no Pan. Acredito na vaga olímpica também. O Brasil conta com jogadores extraordinários e com o time completo, temos condições de encarar qualquer desafio.