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27/04/2007 - Agostinho L. Henrique Neto

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O primeiro grande desafio do Presidente da Federação Amapaense de Basketball, Agostinho Lopes Neto, é superar as dificuldades impostas pela distância entre o Amapá e os grandes centros. Com muito trabalho e desenvolvendo parcerias na região, Agostinho tenta reduzir esse problema e desenvolver o basquete no Estado. Segundo ele, conquistas já foram alcançadas, como a realização de campeonatos estaduais feminino e masculino em todas as categorias e a evolução técnica das seleções de base. Na Confederação Brasileira de Basketball, Agostinho ocupa o cargo de Vice-Presidente Regional Norte, mantendo os Estados da região em contato. Aos 56 anos, esse professor de Educação Física está no seu quarto mandado consecutivo a frente da Federação. Há 12 anos comandando a entidade, diz que sempre estará lutando para desenvolver o basquete no Amapá.

Que análise você faz da sua gestão no Amapá?

Dirijo a Federação do Amapá há 12 anos e acho que o basquete do Estado cresceu muito, tanto regional quanto nacionalmente. Temos 12 clubes filiados e realizamos campeonatos estaduais masculino e feminino em todas as categorias. As nossas seleções de base estão evoluindo tecnicamente e fizemos eventos que movimentam o calendário esportivo do Estado.
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Qual será o próximo evento promovido pela Federação?

Em maio, nos dias 2 e 3, o time adulto do Flamengo vem a Macapá para jogar dois amistosos contra o São José, time da cidade e o Paysandu, do Pará. Será uma festa para o nosso público receber a equipe rubro-negra e os torcedores com certeza, lotarão o ginásio, recebendo os visitantes com muito carinho e respeito.

Seu atual mandato vai até 2009. Quais os planos para os próximos anos?

Em cada ano, a nossa grande prioridade é cumprir o calendário estabelecido. Quanto aos projetos, estamos desenvolvendo uma parceria para fazer campeonatos de basquete de rua. Além disso, a partir deste ano, vamos começar a filiar algumas faculdades e universidades do Estado, o que contribui para o desenvolvimento das competições futuras. Outra necessidade é aumentar o quadro de árbitros da Federação, promovendo mais cursos de capacitação, com ampla divulgação, principalmente entre os atletas e ex-atletas, que são os mais interessados em se tornarem árbitros aqui na região.

Como ocorre o trabalho nas categorias de base?

Fazemos campeonatos das categorias sub-22, juvenil, cadete e sub-14, feminino e masculino, de onde saem os atletas para representarem o Amapá nos campeonatos brasileiros de seleções. Além disso, o Estado tem diversas escolinhas, que trabalham com a iniciação das crianças no esporte. Além disso, temos o CBI - Basquete do Futuro que é um programa social desenvolvido em parceria com a CBB e a Eletrobrás.
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Amapá desenvolve projetos de capacitação técnica?

Sempre tivemos a preocupação de capacitar os nossos técnicos e professores de Educação Física. Há muito tempo realizamos cursos, palestras e enviamos técnicos para outras regiões do Brasil para se aperfeiçoarem e dividirem o que aprendeu com os outros profissionais do Estado. Hoje contamos também com as Clínicas Técnicas Eletrobrás, promovidas pela Confederação, ministradas pelos técnicos das seleções brasileiras. Esse intercâmbio é muito importante, pois sofremos demais com a distância dos grandes pólos de basquete e essa troca de informações é muito útil.

E quanto à arbitragem?

O quadro de arbitragem da região norte é bastante reduzido, mas estamos trabalhando para aumentar o número de árbitros nas federações, promovendo clínicas e cursos de formação e reciclagem. Acabamos de ter uma experiência bastante positiva no Campeonato Brasileiro Infanto, realizado em Roraima este mês. O coordenador de arbitragem da CBB, Geraldo Fontana, fez um acampamento de arbitragem e decidimos treinar durante a competição a dinâmica de três árbitros. Os participantes apitaram mais jogos do que o previsto, mas mostraram empenho em aprender essa nova prática.

Na CBB você ocupa o cargo de Vice-Presidente da Região Norte. Como é este trabalho?

Essa divisão regional permite uma melhor comunicação entre os estados e a Confederação. Facilita o entendimento das necessidades da região, que são levadas pelo vice-presidente à diretoria da CBB. Eu mantenho contato com os outros presidentes e represento a CBB nos campeonatos brasileiros de base realizados no norte do País.
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O público do Amapá gosta de basquete?

Se gosta. Aqui os ginásios ficam lotados em campeonatos de base. Em 2005, recebemos a seleção feminina adulta, que fez um amistoso contra Cuba no Ginásio Avertino Ramos. Foi um sucesso. Tivemos que colocar um telão do lado de fora para a multidão que não conseguiu entrar. O povo amapaense gosta de esporte e é muito hospitaleiro, adora receber atletas e equipes de outros estados do País.

O que espera de 2007 para as seleções brasileiras adultas, que este ano disputam o Pan do Rio e o Pré-Olímpico?

No masculino, acho que temos grandes estrelas, com, habilidade e que, individualmente, estão preparados para enfrentar qualquer competição. A equipe feminina passa por um momento de renovação, com a saída de algumas jogadoras, mas acredito que continuará sendo um ótimo grupo.