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29/03/2007 - Oscar José Orsi Archer

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O presidente da Federação Catarinense de Basketball, Oscar Archer, toma posse nesta quinta-feira para iniciar o seu quarto mandato consecutivo à frente da entidade. Candidato pela chapa única nas eleições, o catarinense de Blumenau pretende dar continuidade ao trabalho que vem realizando há 12 anos. Um dos fundadores da Federação, Oscar, de 56 anos, diz que dirigir uma entidade esportiva não é nada fácil, mas vale a pena enfrentar as dificuldades e ver o basquete se desenvolver no Estado. Na Confederação Brasileira de Basketball, Oscar é Vice-Presidente Regional Sul-Sudeste. Oscar participa da administração do basquete de Santa Catarina há quase vinte anos, quando era diretor da antiga Federação Atlética Catarinense (FAC), que gerenciava várias modalidades esportivas. Em 1995, ele se juntou a alguns companheiros da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fundou a Federação Catarinense de Basquetebol. Hoje, Oscar se orgulha da entidade ter conseguido sua sede própria e realizar campeonatos estaduais de todas as categorias no Estado. Além disso, as seleções de base marcam presença em todos os campeonatos brasileiros. Nessa entrevista, o professor, fala dos planos para sua nova gestão e faz um balanço de seu trabalho até agora.
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Quais os planos para este novo mandato?

O grande objetivo para os próximos quatro anos é dar mais sustentabilidade financeira às Ligas Regionais, através de recursos das leis de incentivo fiscal do nosso Estado. Vamos viabilizar formas de aumentar a capacidade de gerenciamento dessas Ligas. O nosso compromisso é de sempre aperfeiçoar os serviços. Vamos investir em uma melhor estrutura da nossa sede, além de oferecer mais e melhores cursos e clínicas para capacitar técnicos, árbitros e oficiais de mesa.

Faça um balanço da sua gestão em Santa Catarina.

Participo da organização do basquete catarinense há muitos anos. Fundei a Federação em 1995, quando assumi a presidência e estou iniciando meu quarto mandato. Evoluímos muito nos últimos anos. Uma de nossas maiores conquistas foi adquirir uma sede própria. Realizamos campeonatos estaduais em todas as categorias, do mirim ao adulto, temos um representante do Estado (Joinville) no Campeonato Nacional e as seleções catarinenses participam de todos os campeonatos brasileiros de base. No Campeonato Estadual Adulto, masculino e feminino, temos 10 clubes na primeira divisão e oito na segunda.

Explique o que são as Ligas Regionais.

Criamos seis Ligas Regionais para facilitar a administração do basquete no Estado. São elas: Vale do Itajaí (com sede em Blumenau), Norte (Joinville), Metropolitana (Florianópolis), Oeste (Concórdia), Sul (Criciúma) e Planalto Serrano (Lages). Esse modelo de gerenciamento diminui despesas e distâncias gastas pelos clubes que compõe cada Liga nas competições.

Como ocorre o trabalho nas categorias de base?

Desenvolver as categorias de base sempre foi um dos objetivos prioritários da Federação e ao longo da nossa história, conseguimos uma enorme evolução nessa área. Temos campeonatos regionais em todas as categorias e participamos de todos os campeonatos brasileiros de seleções. Temos ainda um calendário para as nossas crianças e jovens, com os Joguinhos Abertos, Olimpíadas e Jogos Escolares, além de festivais.
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E como está o CBI – Basquete do Futuro no Estado?

Temos uma unidade em Florianópolis desde 2005 e neste semestre vamos inaugurar outras três: em Lages, Chapecó e mais uma na capital. São cidades que já desenvolvem o basquete com crianças e agora vão ganhar mais estrutura. Cada CBI receberá de 60 a 80 crianças no Estado.

Santa Catarina desenvolve projetos de capacitação técnica?

Claro. Estamos oferecendo cursos de capacitação para técnicos há dois anos. Já trouxemos o Antonio Carlos Barbosa e o Lula Ferreira, técnicos da seleção brasileira feminina e masculina respectivamente, para ministrar palestras aqui. E ainda estamos desenvolvendo para 2007 um evento de alto nível, nos moldes da Clínica de Arbitragem, que será realizado anualmente. Será a “Clínica Nacional de Técnicas e Táticas no Basquete Moderno”.
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E quanto à arbitragem?

Santa Catarina tem um quadro de arbitragem composto por 112 pessoas, incluindo árbitros e oficiais de mesa. Quanto à capacitação e aperfeiçoamento, realizamos anualmente a “Clínica Santa Catarina de Arbitragem”, que tem o objetivo de trabalhar a padronização das regras para os árbitros e oficiais do Estado. Além disso, para formar novos profissionais, promovemos quatro cursos de iniciação a cada ano.

O povo catarinense gosta muito de esporte?

Adora. O público comparece aos grandes eventos de várias modalidades esportivas. E a construção de arenas esportivas de alto nível no Estado aproxima ainda mais os catarinenses do esporte.

Conte sobre a história da Federação Catarinense.

O basquete em Santa Catarina conta com uma administração formal há 70 anos, quando foi criada a Liga Atlética Catarinense, posteriormente chamada de Federação Atlética Catarinense (FAC), que gerenciava várias modalidades esportivas. Em 1990, assumi a direção do Conselho Técnico de Basquete da FAC, que era formado por professores de funcionários do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina. Cinco anos mais tarde, em 1995, criamos a Federação Catarinense de Basketball. Houve eleição e assumi meu primeiro mandato como presidente.

Há planos para comemorar esses 70 anos de basquete no Estado?

Claro. É uma data que não podemos deixar passar em branco. Faremos uma festa para comemorar. Além disso, há três anos estamos pesquisando sobre o basquete no Estado para a produção de um livro com esses 70 anos de história. Este livro é um dos meus atuais compromissos com a Federação. Tentaremos viabilizá-lo para este ano, junto com a festa, mas se não for possível faremos algo mais simples e até o fim deste mandato, vamos publicá-lo.