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07/03/2007 - Hélio Vítor Luiz da Costa Lima

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O armador Hélio Vítor, de 25 anos, é um dos destaques do Unitri/Uberlândia no Nacional Masculino 2006/2007. Líder em recuperação de bolas, com média de 2.9 (26 no total), o jogador é o segundo em eficiência da competição, com média de 22.9. Cestinha do Uberlândia, Hélio ocupa a quarta colocação no ranking geral com média de 18.6 pontos por jogo (167). Dono de um preciso arremesso de longa distância, o armador é o líder em aproveitamento nas bolas de três pontos (63.3%). Esse bom desempenho fez Hélio ajudar bastante o Uberlândia na boa campanha no Nacional. O time mineiro é o quarto colocado com 77.8% de aproveitamento (sete vitórias e duas derrotas). Carioca, Hélio passou pelos clubes do Tijuca (RJ), Londrina (PR) e Paulistano (SP), mas adotou Uberlândia como sua cidade do coração.
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Como vê a campanha da Unitri no Nacional ?

Está correndo tudo dentro das nossas expectativas. Vencemos todas as partidas disputadas em casa até agora e tivemos duas derrotas para grandes equipes (Universo/BRB e Minas Tênis). Estamos jogando uns 75% da nossa capacidade. Pelo planejamento da comissão técnica, chegaremos a 100% nas últimas quatro ou cinco rodadas do returno e entrarmos nos playoffs com força máxima.

E o que precisa melhorar para cumprir essa meta no returno?

Acertar o jogo coletivo. Perdemos as partidas em que tivemos momentos de individualismo. É claro que temos que explorar o talento individual dos jogadores, mas sempre pensando nas necessidades da equipe em quadra. Fora isso, precisamos aperfeiçoar alguns detalhes defensivos. Com esses ajustes, é só jogar com garra para ganhar todos os jogos em casa e tentar beliscar alguma vitória fora para chegar aos playoffs com a vantagem do mando de quadra.
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Quais os pontos fortes do Uberlândia?

O nosso conjunto é muito bom. Temos grandes jogadores capazes de definir. Como já disse, quando jogamos coletivamente rendemos muito mais. Além disso, temos um ótimo aproveitamento de três pontos, com vários bons arremessadores de longa distância.

O que acha da cidade mineira?

Uberlândia é uma cidade maravilhosa, com ótima estrutura, mas sem o caos urbano do Rio. Só falta a praia. Foi em aqui que comecei minha carreira na categoria adulta, em 2000. Conheço bem o lugar e tenho vários amigos. Minha noiva é daqui. Enfim, a cidade me conquistou totalmente. Tanto que pretendo morar em Uberlância sempre e passar as férias no Rio, com minha família e meus amigos de infância.
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Como é a relação da cidade com o time de basquete?

Maravilhosa. A torcida apóia o time, lota o ginásio. Cobra bastante, mas também motiva nos momentos difíceis da partida. Jogar aqui não é fácil para o adversário. Temos duas torcidas organizadas, vindas do futebol: a inferno verde a e mancha azul, que nos incentivam o tempo inteiro. É bom demais, pois empurra o grupo para frente.

Como analisa o atual momento de sua carreira?

Estou em uma fase tecnicamente boa, crescendo a cada dia. Quando voltei para Uberlândia, na temporada passada, precisei mudar de posição para ajudar o time, saindo da armação. Hoje, meu trabalho é finalizar e, por isso, meu aproveitamento ofensivo melhorou bastante, especialmente nas bolas de três. Gosto de jogar com a bola na mão, mas a necessidade do time é o que importa. O armador é o Valtinho e eu passo para a posição um quando ele precisa descansar. Estou amadurecendo e, com a experiência, minha visão de jogo também evoluiu. Estou mais capaz de antecipar as jogadas do adversário. Por isso, venho roubando boas bolas.
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Você é disciplinado?

Sou. Gosto de estar em quadra jogando basquete, em treino ou partida. Me dedico bastante, treino arremessos incansavelmente. Não sou muito fã de treino físico, faço direitinho porque é necessário para o atleta. Mas o que realmente gosto é estar numa quadra. Tenho as férias para me divertir. Então, durante as temporadas, a rotina é dura: treino, descanso e jogo. Quando quero relaxar, saio para jantar em um bom restaurante e volto cedo para casa.

E o que o basquete trouxe para a sua vida?

Muita coisa. Jogo em um excelente clube, que tem uma ótima estrutura de trabalho. O basquete me deu a chance de conhecer vários lugares do mundo, herança que vou levar para sempre comigo. Com o Uberlândia, fiz excursões na França e Espanha. Fui aos Estados com a seleção juvenil e à China, minha viagem favorita, com a seleção de novos.
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Quais os seus planos para o futuro?

Minha atual meta é disputar o título do Nacional pelo Uberlândia. Depois, tenho vontade de jogar fora do país em 2008 ou 2009. Para conhecer outros lugares, culturas e escolas do basquete, enfim, ganhar mais experiência de vida. Mais do isso não dá para planejar.

E seleção brasileira?

Claro que todo atleta sonha em defender a seleção. Se for chamado, ficarei muito feliz, ainda mais em ano de Pan-Americano no Brasil. Seria maravilhoso. Mas se não acontecer, bola para frente. Como disse, minha maior preocupação no momento é o Campeonato Nacional.

Fale sobre sua trajetória no basquete.

Comecei aos 15 anos. Já tinha praticado vários esportes, como caratê, futebol, vôlei e enjoei de todos. Um dia o técnico Fábio Gamini achou que eu levava jeito para o basquete e me levou para o Tijuca, onde joguei nas categorias de base até 1999. Depois fui para Uberlândia, onde iniciei a carreira no adulto, ficando até 2002. Tive passagens no Paulistano e Londrina até que retornei à Uberlândia no ano passado.