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09/02/2007 - Welington Reginaldo dos Santos

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Sobrinho da campeã mundial Roseli Gustavo e primo das vice-campeãs mundiais da seleção brasileira Sub-21, Sílvia e Karen, Welington Reginaldo dos Santos, o Nezinho, prova que o basquete está mesmo no sangue. Aos 26 anos, o atleta é um dos destaques do Campeonato Nacional 2006/2007. O armador do Universo/BRB (DF) é o quinto jogador mais eficiente da competição com a média de 20.1 pontos. É, também, o segundo cestinha com 20.3 pontos de média (223 no total), o terceiro na recuperação de bola com 2.6 (29) e o quinto nas assistências com 5.5 (61). Durante os seis anos que defendeu o COC/Ribeirão Preto, Nezinho conquistou o título do Nacional em 2003 e foi pentacampeão paulista (2001 a 2005). Pela seleção brasileira, foi vice-campeão sul-americano em 2004 e campeão em 2006, e ajudou o Brasil a conquistar o título inédito da Copa América da República Dominicana, em 2005.

O Universo/DF é o líder invicto do Nacional. Como você analisa o sucesso da equipe na competição?

Acho que superamos as expectativas. A gente esperava ficar entre os primeiros colocados, mas não passou pela nossa cabeça liderar invicto a competição. A equipe foi formada há pouco tempo, temos jogadores de qualidade, mas sempre tem um tempo de adaptação e entrosamento. Conseguimos resultados surpreendentes e espero que o time continue nesse caminho até o final.
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Você é um dos destaques do time. Como vê o seu desempenho na competição?

Acho que estou jogando satisfatoriamente neste momento. Ainda tenho muito a melhorar, tanto na parte física como técnica. Tenho que estar com um bom condicionamento físico para os playoffs. Ainda estou cometendo alguns erros e preciso corrigir alguns detalhes. Nessa fase do Nacional, estou indo bem, mas esse meu desempenho não será o bastante quando chegarmos nas finais. Playoff é uma outra competição e vou trabalhar para chegar na condição ideal para conquistar o título.

Quais os times que você aponta como favoritos ao título?

O Nacional está bastante equilibrado. As equipes têm um bom nível técnico. Com certeza, Rio Claro, Franca, Uberlândia, Paulistano e o Universo/DF vão brigar pelo título. Os jogos são muito disputados, com placares bem apertados. Nós ganhamos do Minas Tênis e do Joinville por dois pontos de diferença. Contra o Uberlândia e Rio Claro foi por apenas um. E a tendência é ficar cada vez mais difícil. Por isso, vamos treinar forte para nós mantermos entre os primeiros.

Depois de seis anos defendendo o COC/Ribeirão Preto, como foi a mudança para Brasília?

Eu fiquei em Ribeirão Preto de 2000 a 2006. No início foi um pouco estranho, porque a gente se acostuma a ver as mesmas pessoas todos os dias, trabalhar com a mesma equipe. E quando se muda de cidade, deixamos os amigos e família para trás. Mas eu já estou bem adaptado em Brasília. É um lugar bonito e diferente. Estou gostando muito de estar aqui.
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O Universo/DF sempre conta com o apoio dos torcedores, que lotam o ginásio. Como é a relação da torcida com o time?

Todo jogo do Universo parece que é final. Quando chegamos o ginásio já está cheio. Na hora de entrarmos na quadra para o aquecimento, não tem mais nenhum lugar vazio. Fica completamente lotado. A torcida apóia bastante, é muito empolgada e acaba passando esse clima para os jogadores. Isso aumenta a nossa responsabilidade e estamos trabalhando para corresponder as expectativas do púbico.

A seleção brasileira vai disputar os Jogos Pan-Americanos em casa. Qual a sua expectativa para a competição?

Vou me empenhar ao máximo para ficar entre os doze que vão defender a seleção brasileira nos Jogos Pan-Americanos. Vai ser maravilhoso poder jogar no Brasil, diante dos amigos e parentes. Argentina e Canadá são nossos rivais de longo tempo. Acho que são as duas equipes que podem dificultar o nosso caminho rumo ao tricampeonato. Nós temos um bom grupo, com jogadores de talento. Vamos fazer um bom papel em casa.
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O Brasil terá ainda o Torneio Pré-Olímpico na temporada 2007. O que é preciso fazer para conquistar a vaga olímpica para Pequim?

Uma boa preparação é a chave para conseguir um resultado positivo. O Pré-Olímpico é uma competição de grande responsabilidade. O grupo todo tem que estar com o pensamento na vaga, pois vamos enfrentar adversários de alto nível. Já é bem difícil chegar no topo focado num objetivo. Se a cabeça tiver em outro lugar, fica mais difícil ainda. Por isso, é muito importante que o time esteja bastante concentrado.

Que analise você faz dos adversários da seleção brasileira na disputa por um lugar em Pequim 2008?

O Pré-Olímpico reúne as melhores seleções das Américas. É uma competição dura para todo mundo. Acho que Estados Unidos, Argentina, Porto Rico e Canadá estão entre os adversários mais fortes. Temos que entrar em quadra e fazer bem o nosso papel. A equipe é boa e acredito que vamos conseguir a vaga.

Como você começou no basquete?

Na verdade, eu comecei jogando futebol no colégio, mas ia ver a minha tia Roseli Gustavo jogar basquete. Sempre assistia aos jogos da Ponte Preta, com ginásio lotado. Comecei a gostar do esporte e não larguei mais.
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Você tem uma família de jogadores de basquete. Como é essa relação?

O basquete nunca fica de fora das nossas conversas. Minha tia sempre dá uns conselhos, troco idéias com as primas Karen e Sílvia. Quando reunimos a família como no natal, por exemplo, a gente sempre vai para um cantinho da casa para falar sobre basquete.