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02/02/2007 - Ângela Stefania Braghin

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A armadora Ângela Stefania Braghin, de 18 anos, é uma das promessas do basquete feminino brasileiro. Capitã da seleção juvenil, Ângela ajudou o Brasil a garantir a vaga para o 6º Campeonato Mundial da categoria, que será realizado em Bratislava, na Eslováquia, de 26 de julho a 5 de agosto. Na Copa América dos Estados Unidos do ano passado, a armadora anotou 33 pontos, 22 rebotes, dez assistências e dez recuperações em quatro jogos. Campeã sul-americana cadete em 2004, a atleta se apresentou em Jundiaí para a primeira fase de treinamento para o Mundial e espera a chance de defender o Brasil na competição.

Como começou no basquete?

Eu comecei na escola mesmo. Eu via sempre o meu irmão treinar e fiquei com vontade de jogar também. Eu tinha oito anos quando comecei a praticar. Depois da escola, fui jogar no BCN/Osasco, onde fiquei durante oito anos.

De que maneira a sua família apóia a sua carreira esportiva?

Os meus pais me apoiaram muito, sempre me incentivaram. Eles assistem aos meus jogos, me dão força. Isso é muito importante para seguir em frente. Meu irmão também joga basquete e está sempre me incentivando. O basquete está na família.

Quais as características de uma boa armadora?

A armadora é o cérebro do time. É quem organiza a equipe em quadra, chama as jogadas. É quem acelera ou cadencia o jogo quando necessário. É uma posição que exige uma certa tranqüilidade. A armadora tem a função de colocar os pedidos do técnico em prática.

Quais são seus pontos fortes? E o que precisa melhorar?

Eu tenho uma boa visão periférica, observo bem o jogo. Venho treinando isso, pois é um fator importante para a minha posição. Tenho um bom arremesso de três pontos e estou treinando para melhorar ainda mais. Preciso trabalhar no meu jump, além da parte defensiva. A habilidade também é algo importante, que não se pode deixar estacionar. A gente sempre pode melhorar um detalhe ali, outro aqui.

Você acha que houve uma melhora no seu jogo do Sul-Americano Cadete de 2004 para temporada 2006?

Acho que todo jogador evolui a cada competição que passa. A gente sempre adquire uma experiência nova. Jogar em São Paulo é muito diferente de um Sul-Americano ou Copa América. A gente cresce física e psicologicamente. Eu desenvolvi bastante desde 2004. Aprendi muito nesses dois anos de seleção, dentro e fora da quadra. Eu tive uma grande evolução.
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A seleção começou a se preparar para o Campeonato Mundial. O que espera dos treinamentos?

O grupo está bastante focado e espero que continue assim. Todas são muito dedicadas e estão sempre procurando melhorar. E o que leva a gente a melhorar são os treinamentos. Por isso, acho que a dedicação será o nosso ponto forte nessa fase preparatória.

Quais as chances do Brasil na competição?

Eu acredito muito na equipe. Nós crescemos bastante desde o Campeonato Sul-Americano Cadete de 2004. Acho que podemos surpreender no Mundial. Estamos treinando para voltar da Eslováquia com um bom resultado. Tenho certeza que cada jogadora vai dar o ser melhor em quadra.

O que você acha dos adversários?

Pela tradição no esporte, os Estados Unidos são um grande adversário. Nós jogamos contra as americanas na Copa América do ano passado. Foi um jogo disputado. Começamos ganhando, mas infelizmente perdemos no final. Foi a menor diferença de placar entre a equipe americana e seu adversário na competição. Argentina e Canadá também têm boas jogadoras. Só não conheço muito bem as seleções dos outros continentes. Mas não importa muito quem seja o adversário. Temos que fazer a nossa parte. Jogar bem para conseguir alcançar os objetivos.

Como você encara a responsabilidade de ser a capitã da seleção brasileira?

Ser capitã da equipe não é um peso. Eu encaro como um ponto positivo. É uma situação em que se dever ter tranqüilidade, postura e ajudar dentro e fora da quadra.

Quem são seus ídolos?

Eu tenho meu irmão como ídolo. Ele sempre me ajudou a treinar e me deu força. Entre os jogadores famosos, eu sempre gostei da Paula, ela foi uma inspiração para mim. Ela estava no último ano quando entrei no BCN/Osasco. Eu assistia aos treinos dela e ficava impressionada com o que ela fazia.