Imprensa

10/01/2007 - Clarissa Cristina dos Santos

img
Com apenas 18 anos, a pivô Clarissa Cristina dos Santos, de 1,82m, foi o grande destaque da jovem equipe do Fluminense no Nacional Feminino 2006. Apesar do clube carioca não ter conseguido nenhuma vitória na competição, a jovem Clarissa provou que tem talento e é uma das grandes promessas do basquete feminino na atualidade. A carioca é a reboteira da competição com média 12.1 rebotes por jogo (121 no total) e terceira cestinha, com 16.7 de média (167). Aliás, em 2006 a pivô realmente mostrou a que veio. Defendendo o colégio Santa Mônica, foi campeã dos Jogos Escolares (Jeb’s) e foi o grande destaque da seleção carioca no Campeonato Brasileiro Juvenil. Na final contra seleção de São Paulo, Clarissa anotou 38 pontos, ajudando a equipe do Rio de Janeiro a conquistar o título inédito após de 24 anos de domínio paulista na competição.

O que acha da campanha do Fluminense no Nacional?

O objetivo do projeto era dar experiência ao grupo juvenil e acho que a missão foi cumprida. Aprendemos muito jogando contra equipes e atletas de alto nível, ganhando maturidade e jogo de cintura para enfrentar as situações de dificuldades nas partidas. Apesar não termos vencido na competição, a nossa equipe evoluiu bastante. Fizemos bons jogos contra grandes times como Santo André e São Caetano, por exemplo. Espero que o Fluminense tenha servido de incentivo para que outros clubes do Rio invistam no basquete.

E sobre o seu desempenho na competição?

Confesso que não esperava jogar tão bem, mas trabalhei bastante para mostrar meu potencial e o meu bom rendimento foi fruto de muita dedicação Não treinei pensando em ser destaque nos rebotes, mas sou uma pivô e esse fundamento faz parte do meu trabalho dentro da equipe e graças a Deus consegui desempenhar bem a minha função.

Como é a pivô Clarissa?

Como pivô, claro que minha maior característica é jogar embaixo do garrafão. Procuro ajudar o meu time pegando rebotes e aproveitando as assistências, convertendo as cestas. Ainda tenho muito a melhorar nos fundamentos e no meu posicionamento, mas sou jovem e tenho tempo para crescer e me tornar uma atleta de alto nível.
img

Quando começou a jogar basquete?

Pratico vários esportes desde os 13 anos, quando comecei a freqüentar o Complexo de Treinamento Miécimo da Silva, em Campo Grande, onde moro. Fazia futebol, vôlei e atletismo (arremesso de disco). A quadra de basquete era do lado da pista de atletismo e um dia, me chamaram para jogar e fui ficando. Desisti totalmente do vôlei e me dediquei ao basquete e arremesso de disco até o ano passado. Hoje não dá mais para conciliar os dois e o basquete passou a ser minha prioridade.

Que balanço você faz do ano de 2006?

Realmente 2006 foi um grande ano para mim. Venci o Jeb’s, o campeonato brasileiro juvenil e consegui me destacar nas duas competições. Ganhei uma valiosa experiência atuando no Nacional. O único problema foi uma entorse no tornozelo, que me tirou da seleção juvenil na preparação para a Copa América.

O que o basquete representa na sua vida?

O basquete me deu as grandes oportunidades da minha vida. Com o esporte, ganhei uma bolsa de estudos e consegui terminar o ensino médio. Encontrei pessoas legais que me ajudam sempre que preciso, pessoal e financeiramente. Fiz muitos amigos e aprendi várias coisas para me tornar uma atleta e uma pessoa melhor.

Quais são seus planos para o futuro?

Pessoalmente, agora que terminei a escola gostaria de fazer faculdade de Educação Física ou Fisioterapia. Quanto ao basquete, gostaria de jogar profissionalmente e viver do esporte. E, é claro, ser convocada para a seleção brasileira.

Em março sai a convocação para o Campeonato Mundial Juvenil. Você espera ver seu nome na lista das convocadas?

Ficarei super feliz se for convocada para o Mundial Juvenil. Vou trabalhar o máximo para mostrar meu potencial e ajudar a seleção. Também será uma ótima oportunidade para conhecer um país diferente, já que nunca saí do Brasil.

De que maneira a sua família contribui para a sua carreira?

Graças a Deus eu conto com o total apoio da minha família. Todos me incentivam bastante, pois sabem que o esporte pode abrir grandes portas para o meu futuro.

O que gosta de fazer nas horas de folga?

Tenho uma rotina cansativa, já que moro em Campo Grande, longe do meu colégio e do clube. Por isso, todo o tempo que me sobra gosto de ficar em casa e ir à igreja evangélica que freqüento.