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23/11/2006 - Shamell Stallworth

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“O Brasil já é a minha segunda casa”. A frase do ala Shamell Stallworth, de 26 anos, mostra como o americano gosta e se sente à vontade no país em que mora há dois anos. Destaque da equipe do Paulistano, o jogador, nascido em São Francisco, está tão adaptado a cidade de São Paulo que já está plantando suas raízes na cidade. Shamell está construindo uma casa para morar com sua namorada brasileira, Lucilene, que conheceu logo que chegou ao Brasil, para defender a equipe de Araraquara. Após deixar os Estados Unidos e rodar o mundo jogando na Espanha, China e Alemanha, Shamell encontrou no Brasil um excelente lugar para viver. Suas paixões brasileiras, além da namorada, claro, é a comida. Shamell é fã dos restaurantes e adora as churrascarias paulistanas. Quando não está nas quadras organizando as jogadas do seu time, Shamel relaxa nos campos de golfe, seu hobby favorito.

Como surgiu a idéia de jogar no Brasil?

Alguns amigos como Leandrinho e Guilherme da Luz, que conheci na Liga de Verão da NBA, me disseram que o Brasil tinha um campeonato forte e eu decidi vir para conhecer um país diferente e melhorar o meu basquete. Joguei primeiro em Araraquara e depois vim para a capital defender o Paulistano, que um clube ótimo para se trabalhar.
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Por quê?

As pessoas são ótimas e me identifiquei muito com a torcida e os jogadores. O Neto é um excelente treinador, que me ajuda a jogar sempre melhor. Toda a comissão técnica faz um trabalho maravilhoso e o clube nos dá uma grande estrutura para trabalhar. Fui bem recebido no time e na cidade. Estou adorando viver aqui.

E o seu jogo melhorou no Brasil?

Sem dúvida, a cada competição me sinto melhor e que posso ser mais útil para a minha equipe. Os jogadores e os times brasileiros evoluem sempre e isso é muito bom para mim. No começo, estranhei o estilo brasileiro de jogar, mais violento do que o americano. Mas isso me ensinou bastante. Hoje sei como seguir as jogadas, mesmo se começam a me empurrar.
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Do que você mais gosta no país?

A comida, principalmente picanha. Eu adoro churrasco, mas em São Francisco, carne é muito cara. Gosto muito dos restaurantes brasileiros e São Paulo tem churrascarias sensacionais. Outra coisa que me conquistou foi o povo. As pessoas são muito gentis e alegres. Estou muito feliz por viver aqui.

Você pretende voltar para os Estados Unidos?

Por enquanto não. Definitivamente, o Brasil é meu segundo lar. Estou construindo minha casa em São Paulo, para viver com a minha namorada, com quem estou há dois anos. Meu irmão já viveu comigo aqui por um tempo e minha mãe chegará em dezembro para conhecer meu novo país.
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Você está disputando o terceiro Nacional pelo Paulistano. Qual a expectativa para essa temporada?

As melhores possíveis. A nossa equipe chega mais longe a cada edição do Nacional e esse ano temos tudo para fazer uma excelente campanha. Acho que já podemos pensar em disputar o título. O nosso grupo é forte, unido e está evoluindo constantemente.

O que gosta de fazer nas horas vagas?

Sou caseiro. Não sou fã de badalação e o meu passatempo favorito é jogar golfe. É um esporte que trabalha a paciência, me faz muito bem e ajuda no meu trabalho como jogador de basquete.