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14/02/2001 - Adriana Aparecida dos Santos

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A ala Adriana Santos está de bem com a vida. A jogadora está de volta ao clube de Santo André, onde treina duro para chegar a mais uma decisão de um campeonato. Perto da família, que também vive na região do ABC Paulista, a ala da seleção brasileira se diz em uma fase tranqüila e madura. Campeã mundial (Austrália/94) e dona de duas medalhas olímpicas (prata em Atlanta e bronze em Sydney), a atleta, que em janeiro completou 30 anos, fala aos internautas sobre o atual momento de sua vida e carreira.

Como você se sente retornando à equipe de Santo André?

Estou muito feliz. Gosto do estilo de jogo que a técnica Laís Elena desenvolve nos treinamentos. Não tive dificuldades em me adaptar, pois já joguei aqui. Espero ajudar a minha equipe com o meu alto astral e minha dedicação ao trabalho. Além disso, me sinto em casa na cidade. Estou mais perto da minha família, que é de São Bernardo, e isso me deixa mais contente e tranqüila, porque eles me dão muito apoio e isso sempre foi fundamental na minha vida.
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Quais as chances do Santo André no Nacional?

Acho que estamos indo bem nesse início de competição. O grupo está bastante unido, jogando com um forte espírito de equipe e desenvolvendo um eficiente trabalho de defesa. Aos poucos, vamos adquirir mais entrosamento e fazer grandes jogos. Espero chegar a mais uma final. Em 2000, fui vice-campeã do Nacional e fico muito orgulhosa dessa posição, pois disputar um título é sempre um momento importante para o atleta e seu clube.

A equipe do Santo André é muito jovem e você é uma jogadora bastante experiente. Como é esse convívio com a nova geração?

Acho que é muito bom para uma equipe mesclar experiência e juventude. As mais novas têm uma disposição impressionante e está surgindo uma geração talentosa em Santo André. As atletas mais experientes, como eu, dão tranqüilidade ao grupo e podem passar dicas importantes para quem está começando no esporte.
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Qual sua expectativa com relação à seleção brasileira em 2001?

Acho que estamos em condições de fazer uma grande temporada nesse ano. Mas temos que estar sempre atentos e não achar que somos favoritos sempre. Hoje em dia, não existe nenhuma equipe boba no basquete. Todos os países estão treinando muito e desenvolvendo seu potencial. Inclusive na América do Sul, como é o caso da Argentina e do Peru. Por isso, temos sempre que treinar duro e aproveitar algumas competições para experimentar jogadoras novas e promover sempre uma renovação, para garantir um promissor futuro para o basquete feminino.

Qual o momento mais importante de sua carreira e o principal título conquistado?

Tive inúmeros bons momentos na minha carreira. Na seleção, por exemplo, minhas passagens foram sempre bem sucedidas, fui campeã mundial e conquistei duas medalhas olímpicas. Para mim, todos esses títulos foram importantes. Mas as Olimpíadas de Sydney, no ano passado, têm um sabor especial, pois atuei mais como titular e amadureci muito meu estilo de jogo.
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Que mensagem você deixaria para quem está começando no basquete?

Acredite em seu sonho e corra atrás dele, seja ele qual for. Nunca desista, pois as dificuldades vão existir sempre, mas as alegrias compensam todo esforço.