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08/06/2006 - Karen Gustavo Rocha

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Aos 22 anos, Karen Gustavo Rocha curte a alegria de sua primeira convocação para a seleção brasileira adulta, que se prepara para o Campeonato Sul-Americano do Paraguai, no mês de agosto, e para o Campeonato Mundial em setembro, nas cidades de São Paulo e Barueri. Vice-campeã Mundial Sub-21, em 2003, na Croácia, Karen vai mostrar agora seu talento na equipe adulta. E, segundo ela, não pretende desperdiçar essa chance. A ala está empenhada em conquistar seu espaço na seleção e ajudar o Brasil nesta temporada. O basquete está no sangue desta paulista, que é irmã da ala Silvia Cristina, sobrinha de Roseli Gustavo, campeã mundial em 1994, e prima do armador Nezinho, do COC/Ribeirão e da seleção brasileira, mostrando que o sucesso no esporte é uma grande tradição familiar.
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O que representa a sua convocação para a equipe adulta?

É um sonho realizado. Me sinto muito feliz pois, sinceramente, esperava por isso nesta temporada. Acho que chegou a minha hora. Estou em ótima forma e totalmente recuperada da cirurgia que fiz ano passado. Tive uma boa atuação pelo Sport Recife no Campeonato Nacional e estou buscando meu espaço no time de Ourinhos, no Campeonato Paulista. Trabalhei este ano com o objetivo de chegar à seleção e, graças a muito trabalho, alcancei a minha meta.

O que você espera dos treinamentos na seleção adulta?

Espero mais cobrança e responsabilidade, pois o nível técnico é maior. O ritmo de treinos é intenso e o mais importante, sei que terei que trabalhar bastante para conquistar meu espaço no grupo.

E o que o técnico Barbosa pode esperar da jogadora Karen?

Acho que tenho muito a oferecer. A temporada que fiz no Sport me trouxe a maturidade que estava precisando. Eu tinha muita responsabilidade na equipe, junto com a Tayara, e isso me fez aprender bastante. Além disso, jogar em Ourinhos, com o técnico Vendramini e jogadoras mais experientes, está me fazendo muito bem. Meu objetivo é ficar no grupo e vou me dedicar ao máximo para isso. Estou sempre pronta para o trabalho. O que a comissão técnica pedir, eu farei.
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Tecnicamente, como acha que pode contribuir para o time?

Meus pontos fortes são a velocidade e o arremesso de três pontos. Gosto de ajudar no contra-ataque e acho que essas características são úteis para a seleção. Pretendo mostrar tudo que sei para fazer o melhor possível e ajudar o grupo a conquistar os objetivos da temporada.

Qual o seu objetivo na seleção?

A hora é de trabalhar para me manter no grupo. O meu primeiro objetivo é estar no Sul-Americano e na excursão ao Canadá. Mesmo que não esteja entre as doze que jogarão o Mundial, gostaria de ficar o maior tempo possível, aprendendo e ajudando a equipe.

Por falar em Mundial, quais suas expectativas para a competição, que será no Brasil, em setembro?

Estando ou não no Mundial, tenho certeza que será maravilhoso. O povo paulista adora basquete e não vai perder a oportunidade de ver a seleção brasileira em quadra. O campeonato dará uma importante visibilidade ao basquete feminino, o que é importante para todo mundo envolvido com o esporte.

Quais as chances do Brasil e os adversários mais difíceis no Mundial?

Contamos com ótimas jogadoras e estamos sempre entre as melhores. Temos todas as condições de conquistar uma medalha e até o título. As nossas maiores adversárias serão, claro, as americanas, as russas e as australianas.
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Fale um pouco sobre a sua carreira.

Comecei com 12 anos por influência da minha tia Roseli (campeã do Mundial da Austrália, em 1994). Ela deu muito apoio para mim e minha irmã (a ala Silvia Cristina, do São Caetano), nos ensinando várias coisas importantes sobre o esporte. Meu primeiro clube foi o Microcamp/Campinas com a técnica Mila Rondon. Depois joguei em Americana Ribeirão Preto, Sport Recife e estou em Ourinhos desde fevereiro. Nas seleções brasileiras de base, faço parte de uma geração muito legal que conquistou o vice-campeonato mundial sub-21, em 2003.

Quais seus planos para o futuro?

Eu gostaria de jogar fora do país, pelo menos por uma temporada, para conhecer outros lugares e ter mais experiência internacional. Por enquanto, estou focada em me estabilizar aqui no Brasil primeiro. Pessoalmente, quero voltar a estudar assim que puder. Fiz um ano de Faculdade de Nutrição, mas agora estou pensando em fazer Enfermagem.