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09/05/2006 - Kelly da Silva Santos

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A pivô Kelly Santos está de volta ao Brasil após cinco anos jogando na Europa. Recuperada de uma lesão no joelho que a afastou das quadras por oito meses, a pivô disputa o Campeonato Paulista pelo Santo André. Além de ajudar seu time na competição, o objetivo de Kelly é estar na melhor forma possível para disputar o Mundial Feminino do Brasil, de 12 a 23 de setembro, em São Paulo. Aos 27 anos, Kelly está empolgada em defender a seleção em casa, com o apoio da torcida. A atleta, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000), já disputou dois mundiais adultos (ficou em 4º lugar na Alemanha, em 1998, e em 7º lugar, na China em 2002).

Você está de volta ao Brasil defendendo o Santo André. Como está no novo time?

Estou feliz em voltar. O Santo André é uma equipe bem treinada pela Laís. Ela é muito inteligente e dá liberdade para as jogadoras em quadra. Estamos disputando o Campeonato Paulista, que está com um nível técnico muito bom. O ritmo de treinos é fortíssimo e não temos partidas fáceis. Isso vem sendo ótimo para recuperar meu ritmo de jogo.
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O Santo André é uma equipe bastante jovem. Como é o relacionamento com as atletas mais novas?

Ótimo Fico satisfeita em jogar com tantas atletas boas da nova geração do basquete feminino. Isso me motiva ainda mais. Ajudo no que posso, passando para elas minha experiência na seleção brasileira e nos clubes no exterior. Também aprendo bastante com as meninas e com a comissão técnica.

Você jogou por muito tempo na França e na Itália. Quais as vantagens e desvantagens de jogar na Europa?

A grande vantagem de atuar na Europa é o alto nível dos campeonatos. A gente aprende muito. Os torneios são muito equilibrados e a disputa é grande. Tive contato com atletas e times de características diferentes e isso foi muito importante para o crescimento do meu jogo. O pior mesmo é o clima, bem diferente do que estamos acostumadas no Brasil.
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O que mudou no seu jogo depois dessa temporada na Europa?

Fiquei mais forte fisicamente e, na parte técnica, evolui no posicionamento, jogando de forma variada, debaixo do garrafão e também mais aberto. Com isso, o meu passe e meu arremesso melhoraram muito.

Qual a expectativa de jogar um Mundial no Brasil?

Estou animadíssima por disputar o Mundial em casa. Além da alegria de jogar para a torcida brasileira, não enfrentaremos problemas como viagem, aclimatação, diferenças de horário, temperatura. É claro que traz uma enorme responsabilidade, mas a motivação também é muito maior. Já imagino o Ibirapuera todo verde e amarelo.
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O que acha do grupo convocado para a temporada 2006?

As jogadoras brasileiras têm muito talento e esse grupo é realmente de alto nível. A maioria já se conhece bem e temos grande experiência internacional. Também foram convocadas atletas mais novas, que estão se destacando bastante. Essa mistura só faz bem e garante a renovação para os futuros campeonatos. Além disso, contamos com excelentes opções para pivô, o que era um problema para o Brasil há alguns anos. Temos grandes atletas nessa função, mais motivos para acreditar nesse grupo.

Quais as chances do Brasil no Mundial?

Temos um grupo excelente de atletas e todas as condições de disputar o título. Para isso, temos que nos preocupar em fazer um bom trabalho, jogando dentro das nossas características e apostando na força e na união do nosso conjunto.
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O que você achou do sorteio dos grupos do Mundial?

Numa competição do nível do Mundial, não tem jogo fácil, mas gostei do grupo do Brasil. São três adversários que jogam bem diferente e isso pode ser bom para nós. Argentina e Coréia são times mais baixos e vamos ter que tirar proveito disso. A Espanha joga na força, tem um estilo mais cadenciado.

Quais são as características de uma boa pivô?

O basquete hoje exige que a pivô seja mais completa. Tem que ser forte, mas também ágil. Deve defender bem, pegar rebote para garantir o contra-ataque da equipe. Ofensivamente, tem que ser inteligente para buscar o melhor posicionamento em quadra.