Imprensa

07/03/2006 - Marcelo Magalhães Machado

img
Após três meses parado por conta de uma grave lesão na perna direita, o ala Marcelinho pode finalmente estrear com a camisa do Telemig Celular/Unitri no Campeonato Nacional. Marcelinho voltou às quadras no returno e, em duas partidas, anotou 39 pontos e 11 assistências, atuando em média 28 minutos por jogo. Mas esta não será a única estréia do ala, de 30 anos. O jogador vai participar pela primeira vez da Liga Sul-Americana, onde a Unitri disputa as quartas-de-final (melhor de três) contra o Guaros, da Venezuela, a partir desta quarta-feira (dia 8).

Como se sente voltando a jogar e finalmente estrear no Nacional 2006?

Estou bem e super feliz por estrear na competição e o melhor de tudo é que não senti dor nas duas partidas que joguei. Fiquei em quadra em média 28 minutos e pude ajudar a minha equipe. Estou voltando aos poucos por conta do tempo que fiquei parado, mas estarei 100% para os playoffs.
img

O que achou do desempenho do Uberlândia até agora no Nacional?

Temos uma excelente equipe, que vai brigar pelo título e estamos conseguindo alcançar os objetivos e manter a liderança da chave, graças ao enorme talento do grupo. A grande vantagem do time é ter uma variedade de bons jogadores em todas as posições, formando um conjunto difícil de ser marcado pelo adversário. Além disso, o técnico fazer substituições sem diminuir o padrão de jogo.

Quem são os favoritos ao título da competição?

O Campeonato este ano está muito equilibrado e várias equipes têm chances de levar o título. Além do Uberlândia, outros estão fazendo grandes campanhas que credenciam seu time a disputar uma final, como Franca, COC/Ribeirão, Minas, Brasília, Joinville e Paulistano. Os playoffs serão, com certeza, muito emocionantes e disputadíssimos.
img

Como foi a adaptação ao novo clube e à cidade de Uberlândia?

Foi tudo muito fácil e tranqüilo. A cidade é ótima, calma e moro em um bairro muito bem localizado. A Unitri oferece uma estrutura excelente para o atleta e é muito bom estar representando um lugar que gosta tanto de basquete. A torcida acompanha e torce muito por nós e isso é gratificante para o jogador.

Quais as suas expectativas para a Liga Sul-Americana?

Em primeiro lugar estou muito feliz em finalmente poder jogar, pois será a minha primeira participação em uma Liga Sul-Americana. Temos que pensar fase por fase e a nossa preocupação agora é a disputa das quartas-de-final contra o Guaros, da Venezuela. É uma melhor de três onde eles têm a vantagem de sediar os dois últimos jogos. Por isso, vencer primeira partida em Uberlândia será fundamental para nós, pois ganhar duas lá será bem mais complicado. O Guaros é uma equipe forte, que tem dois grandes jogadores, o veterano Carl Herrera e o armador da seleção Venezuela Guevara, principal responsável pelo volume do ataque do time.
img

Quais as chances do Brasil no Campeonato Mundial do Japão?

Acredito que nossa seleção tem todas as condições de fazer um ótimo mundial e temos, inclusive, que pensar na conquista de uma medalha. Vamos respeitar todos os adversários, mas também não temos que temer ninguém, pois somos uma equipe de muito talento e potencial. Precisamos evoluir passo a passo dentro da competição para alcançar o nosso objetivo.
img

Analise o grupo do Brasil na competição.

É um grupo muito equilibrado, que precisa de nossa atenção redobrada a cada partida, pois um descuido pode custar a classificação. Dos quatro adversários, só não conheço o Catar. A Lituânia é o adversário mais tradicional, com jogadores talentosos e experientes. A Austrália é uma boa equipe que conta com um ótimo pivô atua na NBA. Turquia e Grécia vêm evoluindo bastante, já jogamos contra eles anteriormente e acho que temos todas as condições de vencê-los.

Quais os favoritos do Campeonato?

Acho que em um Campeonato Mundial não dá para apontar favoritos. Algumas seleções têm uma base mais forte, mais tradição. Acontece que, com base nos resultados do último Mundial e da Olimpíada de Atenas, não dá para dizer quem pode levar o título no Japão.