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01/02/2001 - Ratto

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A visão do baiano preguiçoso e tranqüilo cai por terra para quem vê em quadra o agitado e rápido jogador Ratto. Tanta rapidez e habilidade para roubar bolas fez o pequeno André Luiz Fonseca ganhar seu famoso apelido, ainda criança, em Salvador. Hoje, o armador do Flamengo/Petrobras e da seleção brasileira, de 31 anos, continua correndo como o Mickey Mouse atrás de cestas e de grandes assistências. Campeão pan-americano em Winnipeg, bicampeão sul-americano e bicampeão carioca pelo Flamengo, Ratto fala aos internautas um pouco sobre sua vida e sua carreira.

Como você analisa o desempenho do Flamengo nesse início de Campeonato Nacional?

O início do Nacional para a nossa equipe foi um pouco conturbado, com as ausências de jogadores importantes como o Robyn Davis e o Anthony Douglas. Mas já recuperamos a confiança. Somos uma equipe com muita raça para superar as dificuldades e buscar as vitórias. O nosso objetivo é o título. Queremos estar mais uma vez na final. Cada jogo será uma pedreira e não poderemos perder a concentração.

As equipes cariocas são favoritas ao título?

Acho que Flamengo, Vasco e Botafogo são três das grandes favoritas ao título, mas não as únicas. O time do Uberlândia e as tradicionais equipes paulistas, como Franca, Bauru e Ribeirão sempre estão em condições de disputar uma final.

E o nível técnico do Nacional?

Pelo que vi a competição será muito equilibrada e vai revelar grandes talentos para o basquete brasileiro. Acredito que não haverá muita diferença de pontuação e nenhuma equipe vai disparar na liderança. Os primeiros colocados também terão muitas derrotas.

Você é baiano, morou muito tempo em São Paulo e está há três anos no Rio. Como fica a família no meio de tanta mudança?

Moro no Rio com minha esposa e minha filhinha. O resto da minha família está em Salvador, com quem falo sempre por telefone. Sempre que posso, vou visitá-los. Somos muito unidos e o apoio e carinho da família são fundamentais para um atleta, pois a nossa vida é muito agitada e cheia de mudanças.
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Valeu a pena trocar o basquete paulista pelo carioca?

Não me arrependo em ter trocado de cidade e estou adorando morar no Rio de Janeiro. Para o basquete, a abertura do mercado carioca foi ótimo. Quando vim para cá, em 98, só o Flamengo e o Vasco investiram na vinda de grandes jogadores. Hoje os outros clubes seguiram o exemplo e o Estado conta com quatro equipes de alto nível no Campeonato Nacional. Isso é excelente para o esporte.
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Qual sua expectativa em relação à seleção brasileira na temporada 2001, quando irá disputar o Sul-Americano e a Copa América, que é classificatória para o Mundial de 2002?

Acredito que o Brasil tem grandes chances de conquistar a vaga para o Mundial de 2002. No Sul-Americano, a equipe vai lutar pelo bicampeonato com muita disposição. A Copa América é uma competição mais difícil, mas acredito no nosso potencial.

Por que o apelido Ratto?

Eu ganhei esse apelido de um técnico quando comecei a jogar, em Salvador. Eu corria muito, era bastante ligeiro e roubava muitas bolas. Daí passei a ser chamado de Ratinho. Quando cresci, virei Ratto.