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12/08/2005 - Leandro Mateus Barbosa

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Com apenas 22 anos, o armador Leandrinho é um dos maiores nomes do basquete brasileiro atual. O menino paulista conquistou o mundo, chegou na NBA e hoje, depois de duas temporadas no Phoenix Suns, Leandrinho está mais maduro e jogando cada vez melhor, mantendo sempre a humildade e o jeito tranqüilo e amigo. Chegar à liga profissional americana sempre foi um grande sonho desse armador, que começou a jogar basquete com cinco anos, por influência de seu irmão mais velho. Atuou nas categorias de base dos clubes Continental, Palmeiras, Tietê, Monte Líbano e Espéria. Em 2002, com apenas 19 anos, foi campeão nacional pelo Bauru/Tilibra/Copimax. No mesmo ano, defendeu a seleção brasileira no Mundial de Indianápolis. Em 2003, foi o segundo maior cestinha do Campeonato Nacional e no ano passado foi contratado pelo Phoenix Suns, onde se adaptou muito bem e fez muitos amigos, entre eles o armador canadense Steve Nash, um grande conselheiro e incentivador do brasileiro. Este ano Leandrinho ajudou o Suns na conquista do vice-campeonato do Oeste, sendo o primeiro brasileiro a disputar uma final de conferência na NBA. Seu talento e experiência são fundamentais para a seleção brasileira, que se prepara para disputar a Copa América da República Dominicana, entre 24 de agosto a 4 setembro, que classificará quatro seleções para o Mundial do Japão, em 2006.

Fale um pouco do início da sua carreira no Brasil.

O início da minha carreira foi difícil. Sofri muito com meu irmão, que me pressionava para jogar cada vez melhor. Se não fosse pelo apoio dele, eu não estaria onde estou. Aprendi muitas coisas com ele e agradeço tudo o que ele fez por mim.
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Como foi a adaptação à NBA?

Foi tudo muito tranqüilo. Quando cheguei, não sabia falar inglês, mas o pessoal do Phoenix me recepcionou muito bem. Com o tempo fui aprendendo o idioma, fazendo amizades, aprendendo coisas novas e acho que já estou bem adaptado aos Estados Unidos.

Como é o dia-a-dia de treinamentos na NBA?

O estilo de jogo da NBA é completamente diferente do que eu estava acostumado no Brasil. É um jogo de muito contato físico. Os treinos são muito fortes. Mas fui melhorando a cada dia e já me estabilizei.
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O que você acha que ainda precisa melhorar?

Acho que eu ainda posso melhorar um pouco em todos os fundamentos. A gente sempre pode corrigir um detalhe aqui, outro ali. Eu ganhei bastante experiência nessa temporada. O técnico me dá bastante força, está sempre me elogiando. Eu aprendi muito com o Steve Nash. Nós temos uma ótima relação, somos muito amigos. Ele conhece bem o jogo e está sempre me dando dicas, me ensina coisas que nunca tinha visto antes. Quando assisto os jogo do banco também aprendo muito. Está sendo muito significativo para mim.
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Como é o clima nos treinamentos e o astral dessa seleção?

Nós temos um grupo muito bom, com novos talentos, que quer chegar a algum lugar. O clima na seleção é bem descontraído. Brincamos, contamos piada, e isso é bom nos momentos de stress. Nós estamos unidos e focados no objetivo de colocar o Brasil no topo outra vez. O nosso primeiro desafio é a Copa América e vamos buscar a vaga no Campeonato Mundial do Japão.

Como foi voltar a jogar para a torcida brasileira?

Como foi voltar a jogar para a torcida brasileira? Foi uma felicidade muito grande voltar a jogar no Brasil. Fazia tempo que não me apresentava aqui. Todos os jogadores gostaram muito. Fomos muito bem recepcionados em Brasília e em Belo Horizonte. Ainda vamos para São Paulo e Brusque e esperamos a torcida para nos apoiar.
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Que analise você faz dos amistosos até agora?

Nós fizemos boas partidas, enfrentamos adversários com características diferentes. Cada equipe tem uma defesa, umas jogam com muito contato físico, outras com menos. A arbitragem também varia bastante. Isso é muito bom para o nosso time. Além disso, nós ganhamos mais entrosamento, mais conjunto. Temos tudo para chegar bem na Copa América.

Quais são as chances do Brasil na Copa América? Os adversários mais fortes?

Nossas chances são grandes. Temos um time muito bom e competitivo. Acho que todos os nossos adversários são difíceis, todo mundo quer uma vaga no Mundial. Mas eu acredito que tudo vai dar certo para nós. Treinamos forte e vamos para República Dominicana para ganhar.
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Qual a maior emoção da sua carreira?

Ter entrado para a NBA. Era um sonho de criança jogar com os melhores do mundo. Mas não posso parar de sonhar. Temos sempre que correr atrás dos nossos objetivos com humildade e perseverança.

E o jogo mais importante?

Minha primeira partida como titular na NBA foi realmente uma alegria enorme. Principalmente porque eu joguei muito bem e fiz 28 pontos, um recorde para um calouro Foi uma grande estréia e um momento inesquecível.