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29/07/2005 - Marcelo Tieppo Huertas

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Aos 22 anos, o armador Marcelinho Huertas é um dos grandes nomes da nova geração do basquete brasileiro e está em um grande momento de sua carreira. Segundo o técnico Lula Ferreira, Marcelinho “junta talento com aplicação tática, é inteligente e tem uma boa visão de jogo, explosão e velocidade.” Essas características carimbaram o passaporte do jogador para disputar seu primeiro torneio oficial na seleção adulta: a Copa América/Pré-Mundial, de 24 de agosto a 4 de setembro, na República Dominicana. O atleta paulista fala sobre a excelente fase da sua carreira, seleção brasileira e a temporada na Espanha, onde defendeu o Joventut de Badalona.
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Como avalia a fase de treinamento da seleção adulta?

Foi uma ótima experiência. O mais legal de uma seleção é juntar tantos jogadores bons, que jogam em lugares diferentes, vivem experiências de campeonatos e de estilos de jogo diferentes. A gente troca muitas idéias e aprende bastante.

Qual sua expectativa para os amistosos e a Copa América?

Enfrentaremos grandes equipes como Uruguai, Argentina e Estados Unidos nessa fase de preparação e isso será muito útil para acertarmos o nosso jogo para a Copa América. Temos que dar sempre o nosso melhor, em jogos amistosos e oficiais. Quanto à Copa América, acho que temos que pensar sempre alto, no título. Sabemos que será difícil, pois as equipes são muito fortes, principalmente Estados Unidos e Argentina. O nosso time tem talento. Os jogadores são jovens, mas já têm uma valiosa bagagem internacional. Para mim, especialmente, é um grande orgulho estrear em uma competição oficial na equipe adulta num momento tão importante como esse.
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E o que a seleção pode esperar do armador Marcelinho Huertas?

Um jogador que busca ajudar ao máximo a equipe. Acho que posso contribuir com minha velocidade e meu empenho na marcação. Espero aproveitar essa oportunidade e fazer bem o meu trabalho de armador, organizando o jogo em quadra.

Como foi a sua temporada na Espanha?

Foi uma ótima estréia na Europa. Joguei em Joventut de Badalona, um clube tradicional em uma cidade pequena que respira basquete. A equipe perdeu nas quartas-de-final mas eu consegui ficar um bom tempo em quadra e participei de grandes jogos. Acredito que gostaram do meu trabalho e voltarei para lá na próxima temporada.

O que aprendeu com essa experiência no exterior?

Lá o basquete é muito tático e a gente aprende a dar mais valor aos detalhes de uma partida, independente de pontuação ou estatísticas. Além disso, acho que estou jogando um basquete mais coletivo e minha visão de jogo melhorou também.
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Fale sobre sua trajetória no basquete.

Estou ligado ao basquete desde cedo por influência do meu irmão mais velho, que jogava. Assistia às partidas e ficava fascinado. Sempre gostei do esporte e comecei a praticar com seis anos. Joguei a maior parte da minha carreira no Paulistano, das categorias de base até o adulto e fiz uma temporada no Pinheiros.

Quais são seus ídolos no basquete?

Michael Jordan sempre. Ele é o melhor de todos e minha grande referência. Atualmente, admiro muito o talento e a forma de jogar do Steve Nash e do Jason Kidd.