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26/01/2001 - Valter Apolinário da Silva

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Um dos destaques da nova geração do basquete brasileiro, Valter Apolinário da Silva, o Valtinho, ainda comemora o título de campeão paulista e melhor jogador da competição. O armador do tradicional clube paulista Marathon/Franca confessa que este foi o seu melhor campeonato e que está em grande fase na carreira. Às vésperas de completar 24 anos (nasceu em 31 de janeiro de 77), esse paulista de Rio Claro, campeão nacional em 99, fala de sua carreira aos internautas.

Como e quando você começou a jogar basquete?

Ganhei minha primeira bola de basquete aos três anos de idade e sempre gostei do esporte. Mas minha primeira participação em clubes foi Rio Claro, com 14 anos. Depois joguei no Dharma Yara, de Franca, e no Ribeirão Preto/Polti/COC.
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E a conquista do Paulista 2000, em que você foi eleito o melhor jogador da competição?

O campeonato foi maravilhoso, onde tive a melhor participação em toda minha carreira. O time de Franca é muito unido. Tivemos algumas dificuldades mas acreditamos no nosso potencial e fizemos três excelentes partidas no playoff final. Quanto ao título de melhor jogador, é fruto de muito trabalho e dedicação ao esporte.

Como é jogar no Marathon/Franca, uma das equipes mais tradicionais do país em uma cidade que respira basquete?

É muito bom. Aqui há um eficiente trabalho de base, onde preparam e incentivam muito os talentos que surgem no clube. Mas também há muita cobrança por parte da direção, da imprensa e do público, por causa da tradição de títulos que a equipe ostenta. Este é o meu terceiro ano na cidade e estou vivendo meu melhor momento aqui. Meus primeiros cinco meses no clube foram difíceis, jogava pouco. Agora impus meu jogo tenho certeza que tenho muito a contribuir para equipe.
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Quais as qualidades primordiais de um bom armador?

Ter boa visão de jogo e regularidade nos fundamentos. O armador deve buscar desenvolver o maior número possível de recursos para poder armar as jogadas e assistir seus pivôs. No meu caso, minha grande arma é a infiltração e o contra-ataque, mas preciso aprimorar mais meus arremessos.

E suas expectativas para o Nacional?

São muito boas. O campeonato terá um excelente nível técnico e não dá para fazer nenhuma previsão quanto ao título. Os jogos serão duríssimos e o Marathon, como todas as equipes, vai se acertar a cada partida. Devemos estar atentos na nossa estréia contra o Ipiranga. Perdemos uma partida para eles no ano passado e não podemos vacilar outra vez.