Imprensa

04/05/2005 - Gerasime Nicolas Bozikis

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O presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis, concedeu nesta terça-feira no auditório da entidade, no Rio, uma entrevista coletiva onde abordou vários temas. Grego afirmou que ainda no mês de maio realizará uma grande reunião com a comunidade do basquete para tratar do Campeonato Nacional, explicou o mal entendido com o jogador Nenê e sua transferência para a NBA, o relatório do Comitê Olímpico Brasileiro; falou do Mundial Feminino do Brasil em 2006; e suas propostas para o quadriênio 2005/2009.
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LIGA DE BASQUETE OU CAMPEONATO NACIONAL

Ainda no mês de maio vamos realizar uma grande reunião com todos os clubes e as suas respectivas federações para discutir e analisar o que for o melhor para o basquete do Brasil: Liga Nacional ou Campeonato Nacional. O nome não importa desde que atenda a todos os segmentos e esteja dentro das leis e regulamentos da FIBA, FIBA América, Consubasquet, Ministério do Esporte, COB e CBB. Já realizamos a Copa Brasil com mais de 150 equipes representando os 26 estados e o Distrito Federal.
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NENÊ

É um excelente jogador, de grande qualidade técnica e que está mostrando todo o seu valor na NBA. Na minha opinião houve um mau entendido quando ele disse que não jogaria mais pela seleção brasileira. O próprio jogador deu uma entrevista nos últimos dias afirmando a sua vontade de defender o Brasil nas competições internacionais. Só não fará este ano porque após a temporada 2004/2005 da NBA, ele pretende cuidar melhor da sua parte física por causa de uma série de contusões. Com relação a sua transferência do Vasco para a NBA, é importante deixar claro que a CBB não recebeu nenhum centavo. Na verdade, a entidade, através da minha pessoa, foi quem intermediou a negociação quando houve o impasse financeiro. Um lado querendo US$2,2 milhões e o outro oferecendo 50 mil dólares. Depois de muita discussão, conseguimos fechar o acordo em 750 mil dólares. Eu disse para o Nenê que o que ele gastaria a mais naquele momento (400 mil dólares), viria em milhões de dólares nos próximos anos.
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REUNIÃO COM OS CLUBES

Recebemos o convite na véspera, por volta das 17 horas. Naquele mesmo momento, dois grandes jornais ligaram para a Assessoria de Imprensa querendo confirmar o horário da reunião entre a CBB e os clubes para marcar a saída do fotógrafo. Entendemos que o que parecia ser apenas uma reunião estava se transformando em algo maior e com outros objetivos. Como no dia seguinte estaria fora do Rio, resolvemos não atendê-los naquele momento e sim numa outra data. Mas isso acabou ganhando uma outra conotação. Os clubes decidiram o formato de disputa do Campeonato Nacional 2005, mesmo não sendo a forma que a CBB achasse melhor para evitar o desgaste dos jogadores. Foi uma decisão dos clubes. Muitas vezes fui para casa com dor de estômago porque era duro ler e ouvir certas coisas que não eram verdadeiras. É bom frisar que as portas da CBB nunca estiveram fechadas porque aqui é a “Casa do Basquete”.
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PLACAS NO GINÁSIO

Várias equipes negociaram as propriedades e placas dadas pela CBB e conseguiram dinheiro suficiente para pagar suas despesas, inclusive viagens aéreas. Com relação as placas dos patrocinadores da CBB: Eletrobrás – as duas placas nos ginásios é um bônus que damos para o patrocinador oficial do basquete brasileiro. O dinheiro da Eletrobrás é todo para o desenvolvimento do basquete nacional (treinamento e preparação das seleções brasileiras, clínicas técnicas e de arbitragem, desenvolvimento de talentos) e não pode ser investido nos clubes. Mas de uma certa forma os clubes acabam sendo favorecidos porque alguns de seus atletas e técnicos vão servir a seleção brasileira. TAM – hoje a empresa oferece um desconto de 65% para a compra de passagens. E esse desconto foi oferecido aos clubes. UNISYS – fornece infra-estrutura e os computadores para a CBB e também para a realização do trabalho de estatística desde 1996. Nos últimos seis anos a estatística passou a ser “on line”. SPORTV – é o patrocinador do Campeonato Nacional desde 1996.
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RELATÓRIO DO COB

A elaboração desse documento foi feito a oito mãos por mim, pelo Luiz Antonio Rodrigues (superintendente técnico da CBB), José Roberto Perilier e Paulinho Villas-Boas, ambos do COB. O Departamento Técnico da CBB é formado por seis pessoas que cuidam de todas as atividades (Campeonato Nacional, Brasileiros de Base, Clínicas, Seleções Brasileiras etc). Para ter mais pessoas e preencher todas as necessidades da entidade, preciso ter três vezes mais recursos financeiros do que tenho hoje. Temos um calendário elaborado e planejado até 2012. Ele está totalmente detalhado para a temporada 2005, inclusive com os adversários que as seleções brasileiras irá enfrentar. Oportunamente marcaremos a data para a apresentação. A CBB realmente ainda não tem um Centro de Treinamento. Estamos estudando as propostas que nos foram feitas. Não adianta eu ficar anunciando que vou me encontrar com o prefeito de uma determinada cidade só para ganhar espaço na mídia. Não sou homem de fazer esse tipo de coisa. Quando tiver com tudo acertado, assinado e pronto para iniciar a construção, chamo a imprensa para registrar esse momento histórico.
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SELEÇÕES BRASILEIRAS

Estamos nos preparando para a temporada 2005, rumo à classificação para o Mundial Adulto. Tanto no masculino quanto no feminino, temos grandes talentos, que estão mais experientes e, com certeza, irão brilhar na Copa América – Pré-Mundial. Estamos trabalhando para dar a melhor estrutura possível, quanto à hospedagem, treinamentos e transporte. Já estamos entrando em contato com a NBA em relação ao seguro dos atletas para contarmos com força total na República Dominicana. Mais uma vez, vamos fazer a melhor preparação possível para alcançarmos os nossos objetivos.

TÉCNICOS EXCLUSIVOS

Estamos caminhando para isso. O técnico Antonio Carlos Barbosa trabalha dez meses para a CBB, com as seleções brasileiras adulta e de base. Além disso, realiza clínicas em todo o Brasil. Mas ainda tenho algumas dúvidas em relação à exclusividade, pois desta forma o técnico perde o dia-a-dia do trabalho de quadra, que é fundamental para dirigir uma equipe.
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MUNDIAL FEMININO NO BRASIL

Muita coisa já está sendo feita e breve todos serão convidados para o lançamento do site, da logo e do mascote da competição. Vamos fazer um grande evento. Estive na vistoria do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com o Lars Grael, e está muito bonito. Precisaremos apenas de 60 dias para colocar o necessário para o basquete: tabelas, piso e placares. Quanto à sede carioca, a nossa idéia sempre foi fazer no ginásio do Maracanãzinho e no Complexo do Autódromo. Se o Complexo realmente não ficar pronto a tempo, jogaremos no Maracanãzinho. O presidente da SUDERJ, Francisco Carvalho, nos prometeu entregar o ginásio, que é um templo do basquete, até outubro deste ano.
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ELEIÇÕES 2005/2009

O processo eleitoral foi legal e democrático. A Assembléia é soberana e nada se decide sem a concordância da maioria. Inversão de pauta está dentro do estatuto e é um procedimento normal em assembléias. Fizemos o que foi melhor para o andamento das questões, para evitar tumultos e polêmicas. Ganhamos por 18 votos a nove, mas como disse logo após a reeleição, nunca existiu e nem existirá retaliação durante o meu mandato.
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PROPOSTAS PARA O QUADRIÊNIO 2005 – 2009

Com os recursos da Eletrobrás e da Lei Agnelo Piva, trabalhamos o basquete em dois aspectos: nacional e internacional. Em relação aos assuntos nacionais, vamos estruturar ainda melhor as 27 Federações e os Campeonatos Brasileiros de base que, em 2005, serão 16. No próximo ano, esse número aumentará para 20. Continuaremos com o projeto do Desenvolvimento de Talentos e as Clínicas Técnicas e de Arbitragem. Implantaremos o Curso de Dirigente Esportivo, além de trabalhar para melhorar cada vez mais os Campeonatos Nacionais masculino e feminino.