Imprensa

11/04/2005 - André Luiz Rodrigues (Manteiguinha)

img
Aos 24 anos, André Luiz Rodrigues, o Manteiguinha, é um dos destaques da equipe do Universo/Ajax, que até a 12ª semana do Nacional Masculino, ocupa a quarta colocação com 10 vitórias e seis derrotas. O armador carioca é segundo cestinha da equipe, com média de 16.4 pontos por jogo (229 no total). Além de buscar uma vaga para os playoffs do Nacional, a equipe goiana se prepara também para disputar, a partir do dia 20, contra o Unitri/Uberlândia, o título da Liga Sul-Americana de Clubes. Será a quarta final de Manteiguinha na competição continental (foi campeão em 1999 e 2000 e vice em 2001, pelo Vasco da Gama). Experiência em decisões não falta a esse jovem atleta, que começou a carreira aos treze anos, no Flamengo, e coleciona títulos. Pela seleção brasileira, foi campeão sul-americano cadete (Argentina – 1997), campeão sul-americano juvenil (Argentina – 1998), medalha de bronze na Copa América Juvenil (República Dominicana – 1998), vice-campeão da Copa SaludCoop Sub-21 (Colômbia – 2000), vice-campeão sul-americano sub-21 (Uruguai – 2000). Na equipe adulta, foi medalha de bronze no Goodwill Games (Austrália – 2001). Pelos clubes, o armador é bicampeão do Nacional (Vasco da Gama – 2000 e 2001), bicampeão carioca (Municipal – 1999 e Vasco da Gama – 2000) e campeão goiano (Ajax – 2004).
img

Como foi a campanha do Ajax na Liga Sul-Americana?

Fomos muito bem desde o início da competição, ficando em primeiro no nosso grupo. Perdemos a primeira partida das quartas-de-final para o Marinos, da Venezuela fora de casa, mas tivemos tranqüilidade para nos superar e vencer as duas partidas em Goiânia. Enfrentamos mais uma equipe Venezuela nas semifinais, o Cocodrilos, e fechamos a série em 2 a 0 na casa do adversário. Foi muito emocionante.

Qual a expectativa para a final da competição, contra a Unitri/Uberlândia?

Muito boa. Essa decisão mostra o talento do basquete brasileiro. O Uberlândia já um adversário tradicional que conhecemos bem e sabemos a força desse time. Será um presente para o público mineiro e goiano, que assistirá a excelentes jogos. O clube mineiro conta com um elenco mais experiente que o nosso, mas o somos um grupo jovem e talentoso e jogaremos com muita garra para dar esse título inédito à cidade de Goiânia.
img

E como você faz para superar o desgaste de jogar duas competições ao mesmo tempo?

Jogar, treinar, descansar e se alimentar bem, não tem outro jeito. O Campeonato Nacional em si já é desgastante, pois é longo e os jogos são bem difíceis. Com a Liga Sul-americana, a rotina fica mais apertada ainda. Jogamos duas vezes na Venezuela e foram viagens extremamente cansativas e sentimos o desgaste nas últimas partidas do Nacional. Mas precisamos superar essas dificuldades concentrando todas as nossas forças nas duas competições e tirar qualquer tempinho de folga para repor as energias. Passear no shopping e sair à noite, nem pensar. Temos que nos dedicar completamente às partidas. Vida de atleta é assim mesmo e no final acaba sempre valendo a pena.

Qual a sua análise sobre o Campeonato Nacional?

Estamos fazendo uma boa campanha, com grande aproveitamento nas partidas em casa. Apesar do cansaço de que falei, conseguimos, por exemplo, fazer um bom jogo contra o Telemar, onde perdemos por apenas quatro pontos para o líder. O Nacional é uma competição super disputada que não dá para fazer previsões, mesmo com algumas equipes se destacando como Telemar, Unitri e COC, pois surpresas podem sempre acontecer. Esses clubes têm grandes jogadores e estão fazendo excelentes campanhas mas outros correm por fora, como o Ajax, Brasília etc.
img

E como você avalia a sua participação no Campeonato?

Sem dúvida estou fazendo o melhor Nacional da minha carreira. Estou jogando mais tempo e melhor, podendo ser mais útil à minha equipe. Apesar de jovem, sou um dos mais experientes do grupo, junto com Juliano e Léo. Estou tendo a oportunidade de colocar em prática tudo que aprendi nas temporadas no Vasco, quando trabalhei com grandes nomes do basquete, como Hélio Rubens, Demétrius, Helinho, Rogério e outros. Atuava pouco, mas pude aprender muito convivendo com eles e nas grandes decisões que o clube disputou.

Como você definiria o armador Manteiguinha?

Hoje estou mais consciente da minha responsabilidade em quadra. Minha preocupação fundamental é organizar o jogo, função principal de um armador. Acabo contribuindo para a pontuação da equipe, porque tenho um bom arremesso. Meus pontos fortes são as infiltrações e os chutes de três pontos.

Quais as chances do Brasil no Pré-Mundial?

Acho que o Brasil tem tudo para conquistar a vaga para o Mundial do Japão, em 2006. Temos uma seleção jovem, com muito fôlego e com mais experiência internacional. Os nossos maiores adversários serão Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, mas acredito muito nessa geração e com certeza estaremos no Mundial.
img

Como e quando começou a jogar basquete?

Eu fazia futebol de salão e o meu irmão mais velho jogava basquete. Comecei a assistir aos treinos dele e fui me apaixonando. Comecei no Flamengo com treze anos, depois joguei no Tijuca, Municipal, Vasco da Gama e agora no Ajax, onde estou há dois anos.